31 de mar. de 2010
Post completamente desnecessário 2
Voltei conforme o prometido. Sem nada demais pra acrescentar a ninguém, logo aviso. Almocei com Paula e comi seis salgados (são pequenos, mas mesmo assim seis são muitos) e não contente comi uma trufa de prestígio e fiquei uns 10 minutos desejando outra. Você deve me imaginar um menino gordo e glutão. Você acertou na mosca. Na verdade eu não sou tão gordo assim, embora eu me sinta mais gordo do que eu sou. Acho que isso ficou meio confuso. Mas basicamente, eu me vejo mais gordo do que as pessoas me vêem. Porque? Porque eu sou idiota. Bela resposta. Gosto de escrever assim, como um diálogo. Como se eu tivesse conversando e interagindo com o leitor. Não estou escrevendo nada com sentido, mas isso é normal. Estou bêbado. Bêbado de carboidrato. Sempre volto assim do almoço. Mentira, na verdade nem é sempre. Mas ficar bêbado de carboidrato é tão legal. A única diferença para o bêbado de álcool é que eu fico mais nonsense e gordo com o carboidrato. A última vez que eu fiquei bêbado de carboidrato eu catei uma bexiga na Ri Happy do shopping light e estourei na cara da minha amiga, no meio da escada rolante, saí do shopping com um guia espiritual no braço e não contente destruí meu guarda chuva inteirinho e de propósito na porta da minha casa.
Post completamente desnecessário
Acordei relativamente bem hoje. Comparado ao lixo que eu estava ontem. Não sei, do nada as vezes me bate uma tristeza profunda. Sem motivo aparente. Sempre fui assim, desde criança. Eu não gosto muito de encher esse blog de assuntos deprê. Tenho um blog próprio para isso. Portanto escreverei banalidades. Como sempre escrevo. Montes delas.
São 14:30 e eu ainda não almocei. Meu estômago está roncando horrores. Na verdade meu horário de almoço é 14:00. Mas hoje, excepcionalmente, o menino que trabalha comigo pediu para trocar de horário com ele. E pela conversa de celular que eu escutei ele dizer, a namorada dele vai ganhar um belo par de ornamentos no topo da cabeça.
Acabo de imprimir um livro escondido aqui no trabalho. Mandei encadernar e tudo. Na faixa. Onde já se viu pagar 50 reais em um livro? Pois bem, eu estava me sentindo mal sem nenhuma companhia literária. Esse ano estou cumprindo à risca a meta de ler um livro emendado no outro. Tipo, termina um e começa outro. Sem intervalo. Já li por baixo uns 15 livros neste ano (depois eu faço a conta mental e monto um gráfico anual). li alguns muito bons, e alguns só para passatempo, sem conteúdo relevante. Estou numa fase em que estou preferindo os com conteúdo relevante. Enfim, vou almoçar agora.
Daqui a uma hora eu volto e continuo o post completamente desnecessário.
São 14:30 e eu ainda não almocei. Meu estômago está roncando horrores. Na verdade meu horário de almoço é 14:00. Mas hoje, excepcionalmente, o menino que trabalha comigo pediu para trocar de horário com ele. E pela conversa de celular que eu escutei ele dizer, a namorada dele vai ganhar um belo par de ornamentos no topo da cabeça.
Acabo de imprimir um livro escondido aqui no trabalho. Mandei encadernar e tudo. Na faixa. Onde já se viu pagar 50 reais em um livro? Pois bem, eu estava me sentindo mal sem nenhuma companhia literária. Esse ano estou cumprindo à risca a meta de ler um livro emendado no outro. Tipo, termina um e começa outro. Sem intervalo. Já li por baixo uns 15 livros neste ano (depois eu faço a conta mental e monto um gráfico anual). li alguns muito bons, e alguns só para passatempo, sem conteúdo relevante. Estou numa fase em que estou preferindo os com conteúdo relevante. Enfim, vou almoçar agora.
Daqui a uma hora eu volto e continuo o post completamente desnecessário.
30 de mar. de 2010
O constante tanto faz
Sabe aqueles dias xoxos que você se questiona mais de trezentas vezes qual é o sentido da sua existência? Pois bem, estou tendo um dia desses. Não queria ter acordado hoje. Não, não aconteceu nenhuma confusão, nenhuma briga, nenhuma reviravolta. Talvez esse seja o problema. Vivo um tempo em que todos os dias são iguais. Todos uma repetição porca do anterior. Nada acontece. Nada muda. As coisas até perdem o valor, porque elas se repetem. Meu ego diminui a cada hora do dia. Se eu acordo bem, no fim do dia estou em frangalhos, sem que nada tenha contribuido direta e explicitamente para isso acontecer. Me sinto com menos valor do que um rato de esgoto.
Essa é a verdade.
O menino que trabalha do meu lado acaba de perguntar se eu estou deprimido, porque segundo ele eu estou ouvindo músicas deprimentes desde que eu cheguei. Respondi que não. Não dá pra explicar. E de fato, não estou deprimiido. Estou estático. Completamente estático. Um constante tanto faz.
Essa é a verdade.
O menino que trabalha do meu lado acaba de perguntar se eu estou deprimido, porque segundo ele eu estou ouvindo músicas deprimentes desde que eu cheguei. Respondi que não. Não dá pra explicar. E de fato, não estou deprimiido. Estou estático. Completamente estático. Um constante tanto faz.
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PAPAPAPAPAÁÁÁ
Chego em casa, ligo a TV e me deparo com uma coisa que me chamou a atenção. Estava passando um dos milhares de programas que o Lobão apresenta na eme tê vê (o nome do progranma é Lobotomia). Pelo que pude sacar é um programa que traz convidados e entrevistas. Ontem a convidada era a Mallu Magalhães. Gente, o que fizeram com aquela menina? Ela está falando coisas com sentido e aparentemente mais segura de si. Achei tão diferente, parece outra garota. Até a aparência mudou, ela deixou o cabelo crescer e estava usando um batom vermelho. Gostei de ver.
27 de mar. de 2010
Diga xis
Quando algum amigo ou conhecido seu, que você não tem tanta intimidade para dizer "sai daqui, seu filho de uma égua!" te aparece na sua frente com um celular ou uma câmera, dizendo: "vou tirar uma foto sua", que expressão você faz? Detalhe que a foto não tem conceito algum, não tem motivo e não tem lógica. A pessoa só quer uma foto do seu rosto, na altura do peito.
Sempre dou um meio sorriso, meio sem graça.
E a foto sempre sai feia.
E a pessoa não apaga.
Eu nunca sei que cara fazer. Mesmo.
Acho tão chato essas coisas.
Sempre dou um meio sorriso, meio sem graça.
E a foto sempre sai feia.
E a pessoa não apaga.
Eu nunca sei que cara fazer. Mesmo.
Acho tão chato essas coisas.
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26 de mar. de 2010
Medo
Tem alguma coisa de muito errado em mim hoje. Senti tantos olhares me julgando no metrô hoje.
Aparentemente nada de diferente, mas vai saber se é alguma coisa que eu nem percebi ainda. Tenho até medo de procurar. Sério.
Aparentemente nada de diferente, mas vai saber se é alguma coisa que eu nem percebi ainda. Tenho até medo de procurar. Sério.
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25 de mar. de 2010
Dia de merda
Hoje eu não deveria ter levantado da cama. Definitivamente. Estou com a coxa direita assada (claro, eu tive a brilhante idéia de ir para a praia e entrar na água de bermuda JEANS!!!). Estou com uma afta na ponta da língua que mal me deixa falar direito e para piorar a situação estava caindo O MUNDO até agora e provavelmente demorarei horas para chegar até a minha casa. Claro, porque iria dar certo? Porque alguma coisa teria que dar certo hoje? Só porque eu quero e sou um bom garoto não é uma justificativa adequada. Também não irei à aula hoje.
Só de raiva.
Só de raiva.
F.
Acordei pensando em você esta manhã. Um pensamento que me veio à cabeça e durou o trajeto todo até o meu trabalho. Enquanto estava de pé olhando para a janela, com fones de ouvido, olhei para o lado e vi uma garota da sua mesma faixa de idade, cabelo escuro com franjinha, magrinha, com roupas descoladinhas e me lembrei de você. Sinto tanto a sua falta. Todas as vezes que olho o seu quarto vazio e a sua cama arrumada, meu coração dá um pulinho. Toda noite antes de dormir fico me perguntando se aquelas patricinhas nojentas da escola estão te perturbando, ou se você está se alimentando direito, se algum cara idiota mexeu contigo na rua, se meu pai está te dando atenção, se a namorada do meu pai não te mima muito, se você se sente sozinha de tarde depois da escola...enfim, são tantas coisas que me preocupam que eu tenho medo de te deixar respirar sozinha. Por mais que você cresça, por mais que você comece a sair com garotos, namore e mais pra frente até case, você ainda vai continuar sendo aquela criança mimada e arisca de sempre. Sinto tanta falta das coisas que fazíamos juntos, das conversas berradas - cada um em seu quarto - de quando você ficava empatando o banheiro do MWEU quarto, de quando você sentava do meu lado e ficava assistindo DVDs de shows e reparando nas roupas e cabelos e criticando todos, de quando você brigava comigo quando eu comia seus salgadinhos, de quando você ficou tão feliz, no seu aniversário, que eu te dei duas camisetas, porque eu mal tinha dinheiro para mim, de quando você chorou quando nos despedimos, de quando você disse "eu te amo" pela primeira vez para mim, de quando eu te levei para passear na liberdade quando o ambiente em nossa casa estava tenso, do jeito como ficamos aflitos e mal disfarçando a tristeza - mas tentando fingir alegria um para o outro, de quando você me viu chorar em público, dentro de um ônibus coletivo pela primeira e única vez na sua vida, de quando você joagava todos os seus brinquedos no chão e me mandava recolher tudo, ou de quando eu deixava você sozinha em casa para sair com os meus amigos, ou de quando ficamos no bairro mais chique de São Paulo fingindo que éramos ricos, ou de quando fazíamos batatas fritas altas horas da noite, ou de quando você tinha medo de cachorro e eu ficava espantando todos, ou de quando você descobriu que eu fumava, ou de quando você dizia que eu estava bonito - ironicamente - sem nem olhar que roupa que eu estava vestindo, ou de quando você tentava colocar na minha cabeça que eu não sou gordo como penso ser, ou de quando eu cortei o seu cabelo e você chorou por dois dias e não quis nem sair de casa.
Eu te amo.
Só quero que você saiba isso.
Eu te amo.
Só quero que você saiba isso.
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23 de mar. de 2010
Até parece que ia dar certo
Acordei virado no cão (embora de muito bom humor) e estava até agora batendo boca por e-mail, perdendo um tempo enorme da minha vida e quando eu vou mandar a mensagem o hotmail me informa gentilmente que eu ultrapassei a quantidade de e-mails enviados em 24 horas.
CU!
CU!
22 de mar. de 2010
Peguei e perdi mais um pouco da dignidade na praia
Estava tão cansado e tão estressado que peguei e me emboquei para Itanhaém. Na sexta feira minha mãe me chamou para ir. Incrivelmente eu aceitei e ainda arrastei duas amigas comigo. Posso dizer que foi um dos melhores fins de semana desse ano - que tem sido tão sem sal e sem grandes acontecimentos. As vezes é bom sair da rotina. Afinal, não é todo dia que eu como o bolo gelado da minha mãe - ela ODEIA cozinhar - não é todo dia que eu nado pelado e não é todo dia que eu poso para um ensaio "cençual" debaixo de uma bica.
Chique.
ps: Talvez amanhã ou depois, eu poste alguma dessas fotos devidamente censuradas, pois em algumas delas eu estou completamente nu. Hahahaha!
Chique.
ps: Talvez amanhã ou depois, eu poste alguma dessas fotos devidamente censuradas, pois em algumas delas eu estou completamente nu. Hahahaha!
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19 de mar. de 2010
A crente gostosa
Apresento-lhes meu mais novo blog, juntamente com a Priscilla.
Contaremos a história da Crente Gostosa. Acompanhe!
http://crentegostosa.blogspot.com
ps: gente, eu não consigo abrir esse blog sem ficar com ,pelo meno , um sorrisinho de canto de boca. HAHAHAHAHA!
É uma realização pessoal.
Mas ainda fica a dúvida:
Exite crente gostosa?
Contaremos a história da Crente Gostosa. Acompanhe!
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É uma realização pessoal.
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Saúde, MUITA saúde.
Hoje foi um dia que, com certeza, entrará para a história. Pela primeira vez em alguns meses, eu comi um prato de salada.
Mas como nada é perfeito, logo após comer essa quantidado horrorosa de vegetais eu olhei para o buffet e vi todos aqueles carboidratos amarelos, dourados e banhados em óleo de soja pedindo, me implorando avidamente para adentrarem a minha boca e pararem no meu estôgo e não pude resistir e montei um prato de croquetes da mais nobre carne, batatas fritas, polenta frita e ainda não contente comi doce de banana. E ainda peguei umas coisas à milanesa que eu nem sei o que era. Embora, coisas à milanesa nunca são ruins e sempre satisfazem o meu gosto.
Francamente, a saúde nunca será e nunca foi o meu forte.
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18 de mar. de 2010
Despertador Natural
Descobri um método despertador natural. Depois de semanas me atrasando diariamente pro trabalho, resolvi tomar vergonha na cara e fazer alguma coisa. É muito fácil e qualquer um pode fazer em casa. Antes de dormir beba o máximo de água que você conseguir - mas tem que ser minutinhos antes de deitar. Se seu organismo for parecido com o meu, você vai acordar por volta das 06:00h com a bexiga do tamanho de uma melancia pequena - ou de um dos seios da Pamela Anderson - e isso irá te obrigar a levantar correndo para ir fazer xixi.
Funcionou comigo.
Dica: Se você tem algum problema renal, cuidado. Você pode acordar com uma rodela imensa e amarela no seu lençol.
17 de mar. de 2010
Batatas em cima da mesa
Chego no trabalho, depois do almoço e olho em cima da minha mesa. Vejo um embrulho parecendo uma caixinha de lanche, dentro de uma sacola branca. Como o menino que trabalha aqui comigo estava usando o meu PC e sentado na minha cadeira, imaginei que fosse dele. Depois de um tempo ele saiu da minha mesa e eu sentei no meu lugar. Perguntei pra ele: Marcelo, que que é isso aqui?! Ele me respondeu que tinham deixado lá pra mim, uma menina fortinha. Pensei: Que diabos tem aí? Senti receio de abrir. Juro. É a cara das meninas colocarem alguma coisa constrangedora e fazer eu passar vergonha, olhando de longe e rindo da minha cara. Hahahaaha! Aí eu balancei o embrulho. Várias coisas rígidas. Abri devagarzinho, meio com medo. Olhei pra dentro e tinham belas batatas fritas.
Agora estou aqui com falta de concentração por causa da presença dessas malditas batatas. Mas ficaria muito feio eu abrindo uma caixa de batatas e comendo em cima do teclado.
Um dia ainda chego aqui no trabalho com um despacho feito pra mim.
Todo mundo sempre sabe onde me encontrar.
Quase segundo lar.
Agora estou aqui com falta de concentração por causa da presença dessas malditas batatas. Mas ficaria muito feio eu abrindo uma caixa de batatas e comendo em cima do teclado.
Um dia ainda chego aqui no trabalho com um despacho feito pra mim.
Todo mundo sempre sabe onde me encontrar.
Quase segundo lar.
Amigo do Greenpeace
Você percebe que está extremamente carente, quando sai para almoçar e encontra divulgadores do Greenpeace no Viaduto do Chá, é parado por um deles e troca horas de papo juntamente ao mesmo. Conta coisas de sua vida, mostra tatuagens e até fala sobre os significados das mesmas, trocam informações sobre energia eólica e vegetarianismo. Tenha em mente que você é uma pessoa quieta e raramente se abre para as pessoas. Sim, a situação é tensa. Claro, quando o assunto de filiação a quinze reais por mês é abordado - no fim da conversa você mente descaradamente, com o cigarrão pendurado na boca e diz que não está trabalhando no momento, mas que adoraria do fundo da alma participar do Greenpeace. E pede um cartão para o divulgador, dizendo que os fará uma visita na Sede e se associará assim que arrumar um emprego.
Claro que você não tem a mínima pretenção de se afiliar a isso e muito menos de visitar a sede.
Claro que você não tem a mínima pretenção de se afiliar a isso e muito menos de visitar a sede.
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Baka - Vaca
Quando eu estava na segunda série, eu era apaixonado por uma menina chamada Viviane. Foi o meu primeiro "grande amor". Japonesinha, baixinha e magrinha, com rostinho de boneca de porcelana e a mesma idade que eu. Era uma típica oriental delicadinha. Uma graça.
Ela sempre voltava na mesma perua escolar que eu. Morava perto da minha casa e éramos os ultimos a serem entregues. Eu passava o caminho todo rindo com ela, brincando com ela, comendo batatas fritas importadas do Japão. Aos poucos eu nutria um sentimento especial por ela. Sentávamos no banco do transporte escolar e devorávamos Chocolates Magic com surpresas Disney e tudo era tão perfeito. Até que um dia ela sumiu. Descobri alguns dias depois que ela tinha se mudado para o Japão. Meu coraçãozinho foi massacrado. Round 01 perdido.
Um ano depois, quando eu estava na terceira série ela voltou e continuou estudando na mesma escola que eu. Mas ela estava mudada e não me dava mais atenção. Certa vez, pedi para que ela escrevesse alguma coisa em japonês para mim. Ela desenhou alguns caracteres num pedaço de papel e me entregou com um sorriso malicioso na cara - ela era cruel quando queria - e eu perguntei insistentemente o que era aquilo que ela tinha escrito. Ela disse que estava escrito vaca. Eu acreditei na ocasião, mas não entendi o porquê daquilo. Anos mais tarde descobri que estava escrito Baka (imbecil em japonês) e que pode ser entendido como vaca também, já que os japoneses pronunciam o "V" como "B". Eu fiquei literalmente com cara de imbecil quando descobri.
Em certo período do ano letivo, ela decidiu voltar a ser legal comigo. E me deu um chaveiro do Pikachu. Mas na época eu não sabia que diabo era aquilo. Apelidei-o de Buka. Eu levava ele para todos os lugares e as crianças morriam de inveja dele, já que era um chaveiro lindíssimo. Alguns anos mais tarde, o anime de Pokémon estreou aqui no Brasil e eu descobri que personagem era aquele. Guardei ele com bastante carinho e por bastante tempo, mas eis que em um certo dia, pendurado na minha mochila eu cheguei em casa depois de um longo dia de estudos e pude ver que ele não estava mais lá. Havia só uma correntinha pendurada.
Algum tempo depois ela voltou para o Japão e por lá permaneceu. Nunca mais a vi. Round 02 perdido.
Ela sempre voltava na mesma perua escolar que eu. Morava perto da minha casa e éramos os ultimos a serem entregues. Eu passava o caminho todo rindo com ela, brincando com ela, comendo batatas fritas importadas do Japão. Aos poucos eu nutria um sentimento especial por ela. Sentávamos no banco do transporte escolar e devorávamos Chocolates Magic com surpresas Disney e tudo era tão perfeito. Até que um dia ela sumiu. Descobri alguns dias depois que ela tinha se mudado para o Japão. Meu coraçãozinho foi massacrado. Round 01 perdido.
Um ano depois, quando eu estava na terceira série ela voltou e continuou estudando na mesma escola que eu. Mas ela estava mudada e não me dava mais atenção. Certa vez, pedi para que ela escrevesse alguma coisa em japonês para mim. Ela desenhou alguns caracteres num pedaço de papel e me entregou com um sorriso malicioso na cara - ela era cruel quando queria - e eu perguntei insistentemente o que era aquilo que ela tinha escrito. Ela disse que estava escrito vaca. Eu acreditei na ocasião, mas não entendi o porquê daquilo. Anos mais tarde descobri que estava escrito Baka (imbecil em japonês) e que pode ser entendido como vaca também, já que os japoneses pronunciam o "V" como "B". Eu fiquei literalmente com cara de imbecil quando descobri.
Em certo período do ano letivo, ela decidiu voltar a ser legal comigo. E me deu um chaveiro do Pikachu. Mas na época eu não sabia que diabo era aquilo. Apelidei-o de Buka. Eu levava ele para todos os lugares e as crianças morriam de inveja dele, já que era um chaveiro lindíssimo. Alguns anos mais tarde, o anime de Pokémon estreou aqui no Brasil e eu descobri que personagem era aquele. Guardei ele com bastante carinho e por bastante tempo, mas eis que em um certo dia, pendurado na minha mochila eu cheguei em casa depois de um longo dia de estudos e pude ver que ele não estava mais lá. Havia só uma correntinha pendurada.
Algum tempo depois ela voltou para o Japão e por lá permaneceu. Nunca mais a vi. Round 02 perdido.
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15 de mar. de 2010
Pensamentos de um domingo triste - triste, triste
Sábado a noite voltei para casa, ainda meio cambaleante...rindo de tudo por dentro. Me sentindo sujo. Em situações parecidas nunca havia sentido remorso ou culpa. Gostava até de ser daquela forma, achava engraçado. Gostava de fazer as pessoas rirem, mesmo que fosse de mim mesmo. Idiota. Dessa vez foi deiferente. A bad que se sucedeu foi um longo mergulho a um rio gelado, nu...sem ninguém, para ao menos, assisti-lo. Ou mesmo rir da cara dele. Estava ali sentado, sozinho, encarando a televisão e pensando que merda eu havi feito na noite anterior. Estava sem fome, sem sede e sem dor de cabeça - isso era muito estranho. O que estava acontecendo? Onde está a minha mãe? Onde está a minha cadelinha da infância? Vários pensamentos aleatórios invadindo a minha cabeça com toda a rapidez que era possível. Precisava fazer alguma coisa. Rápido, antes que enlouquecesse. Um cigarro. Me dá um cigarro rápido. Assim está melhor. Fiquei sentado na porta, fumando um cigarro e olhando para o céu, que estava se enchendo de nuvens cinza. Vai chover, pensei comigo mesmo.
E dito e feito.
Dois minutos depois, uma chuva forte começava a se espalhar pelo céu.
E dito e feito.
Dois minutos depois, uma chuva forte começava a se espalhar pelo céu.
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13 de mar. de 2010
Qual é, broto?!
Estava tranquilo trabalhando, ouvindo Strokes e o menino que trabalha do meu lado estava atendendo um senhor de idade, já beirando seus 70 anos. A música estava num volume audível o suficiente para que todos que estivessem aqui pudessem ouvir. Inclusive o velho. Passado alguns instantes eu percebi que ele estava mexendo a boca, fingindo que sabia cantar. Um puro gesto de pedido de aprovação, de aceitação. Deu dó.
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12 de mar. de 2010
SMS from Hell
"bom dia como vc esta boa semana para vc como vc se chama quer se minha amiga o meu nome e marcelo bjoss resposta breve"
Recebi isso em SMS, nessa semana, não sei de quem e nem do que se trata.
Esse com certeza nunca assistiu uma aula sobre pontuação.
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Sonho atual de consumo
Hoje é um daqueles clássicos dias em que a única vontade que te dá é de ficar em casa de bobeira, sem fazer absolutamente nada. Gostaria muito de sair daqui do trabalho cedo - afim de aproveitar o solzinho de fim de tarde - ir pra minha casa, de metrô vazio, tomar um banho fresco, vestir roupas leves, comer coisas leves, sentar na porta de casa com uma latinha de cerveja bem gelada, acender um cigarro e ficar a tarde toda - e parte da noite - filosofando sobre coisas amenas.
O que eu mais detesto em casais - Amargura
Se tem uma coisa que eu tenho evitado é conviver com muitos casais. Não é nada pessoal, até porque tenho alguns amigos que têm parceiras (os) e me dou até que bem com tudo isso. O problema sou eu. Sim, aquela história clássica do: Você não tem nada de errado, quem está errado sou eu. Sim, mas nesse caso realmente é verdade. Não é hipocrisia. Depois de algum tempo pulando de galho em galho, você enjoa disso, e o que você quer? Uma pessoa legal, que te compreenda, te alimente e te dê sexo. Só isso? Não. Você quer mais do que isso, com certeza. Todos querem. Mas o caso é que eu estou extremamente amargo e carente. Ontem mesmo praguejei mentalmente porque vi um casal quase se comendo no ônibus e hoje eu estou tão carente que quase chorei ouvindo a trilha sonora da Mulan. É sério. Resolvi postar uma lita do que mais me irrita em casais, atualmente.
- Casais que se chamam por apelidos que, por deus, chega a fazer dó. Tipo, "mor", "mô" - esse me dá tremelique - "vida" - não tem nada mais brega do que isso, talvez só "coração" ou "bem". Ai gente, eu fico com muito desgosto quando vejo essas coisas, sinceridade. Nunca, nem em meusm "momentos mais apaixonados" chamei alguém assim. Chamei?
- Casais de shopping. Esse é o pior tipo de casal, sem dúvida alguma. Se vestem com roupinhas de Brás, gostam de tudo o que a massa gosta, e vão ao shopping "sonhar" nos fins de semana. Não é raro vê-los em filas de quiosques do Mc Donald's esperando suas casquinhas mistas, entre beijos e juras de amor eterno. É realmente constragedor e digno de vergonha alheia.
- Casal que empata porta de ônibus/metrô porque não querem soltar as porcarias das mãos. Meu, de boa (o sangue já até sobe) fulano já vive grudado com a rapariga o dia inteiro, chega no metrozão, aquela coisa suada, cheia de contato humano e o rapazinho faz questão de não soltar a porra da mão (veia na testa já) da namoradinha feia e com kolene no cabelo e sandália de madeira. Isso quando não inventam de se beijarem no meio do vagão LOTADO. Acho realmente o CÚMULO da tosquice. Pronto falei.

- Aqueles que colocam "KEMILLYANNE E FRANCISLEY SE AMAM PARA SEMPRE" ou algo do genero como nick no msn ou orkut, ou em qualquer rede social. Na minha opinião, não existe nada mais brega do que isso. Daí tudo é tão previsível, que você abre o orkut de fulano, clica nos álbuns e abre. O que SEMPRE vê é: Uma foto de uma das mãos de cada um sobreposta na do outro com as alianças comprada na casa das alianças por 30 reais o par. A seguinte vai ser uma foto dos dois juntos com um fundo de paisagem e a frase "Juntos para sempre" em letra cursiva. A seguinte é uma foto da rapariga abraçado num ursinho - dado por ele - e comprado em semáforo ou aquele clássico e horroroso coração com dois braços (ridículo) ou abraçada num enorme buque de rosas. As fotos são sempre de qualidade ruim, tipo VGA. Pode reparar.
- Casal que anda devagar e de mãos dadas em rua movimentada, durante horários de rush. Sempre faço questão de passar no meio, só pra ver eles soltarem aquelas porcarias de mãos.
Sou amargo sim.
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11 de mar. de 2010
Mais um episódio sobre falta de grana - abrirei uma tag só para isso
Hoje almocei com Paulete. Como sempre, me enforquei em dívidas e mal tenho grana pra comer, como de praxe. Ok, fui ao banco. Saquei meus últimos dez reais e fomos até a lanchonete comer um pedaço de torta de frango e um suco de manga, cada. Continuei com fome, mas resolvi ficar quieto e não comprar mais nada, já que eu ainda preciso pagar minhas conduções e comprar um maço de cigarros. Comprei um ontem, mas sei que não irá durar até sábado (quando eu recebo alguma graninha). Evitarei, até mesmo fumar cigarros desnecessários. Sabe aqueles que você acende, mesmo não estando com tanta vontade assim? Geralmente isso ocorre quando você precisa ocupar as mãos com alguma coisa e não sabe com o que. Daí que eu acendi um cigarro pouco antes de voltar ao meu calvário, e percebi que não ia dar tempo de terminar. O que eu fiz? Sim, apaguei o toquinho do cigarro restante e guardei de volta no maço para fumar mais tarde. Tempos de vaca magra. Ah! vaca magra! A minha vaca está anoréxica já. E bulímica também, porque as vezes ela recebe bastante grana, mas ela elimina esse dinheiro rapidamente. Ela tem medo de ficar gorda.
Pensei em diversas formas de arrumar grana fácil. Pensei na prostituição, mas pensei também: Quem vai querer os meus serviços???
Então deixei de lado. Por enquanto. Daí que eu tive a brilhante idéia de juntar uns livros velhos que eu tenho em casa e vender num Sebo que tem aqui perto.
Uma pessoa sem dinheiro, sem responsabilidade, sem vergonha na cara e com muitas contas para pagar proporcionalmente é capaz de cometer LOUCURAS.
E tenho dito.
Pensei em diversas formas de arrumar grana fácil. Pensei na prostituição, mas pensei também: Quem vai querer os meus serviços???
Então deixei de lado. Por enquanto. Daí que eu tive a brilhante idéia de juntar uns livros velhos que eu tenho em casa e vender num Sebo que tem aqui perto.
Uma pessoa sem dinheiro, sem responsabilidade, sem vergonha na cara e com muitas contas para pagar proporcionalmente é capaz de cometer LOUCURAS.
E tenho dito.
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Aniversarinho do Blog
Hoje é aniversarinho do meu blog. Um ano escrevendo sobre nada. Um nada que me entretem, que me distrai, me serve como terapia, e principalmente para a hora passar mais rápido no trabalho. Obrigado a todos que lêem o meu blog, acompanham, acham graça, choram, me acham um idiota...enfim, obrigado! hehehe! Sei que não são só os meus amigos que lêem isso daqui, sei que tem bastante gente de fora da cidade e do estado que acompanha isso daqui assiduamente. Juro que me surpreendi quando vi no Google Analythics a quantidade de pessoas que lêem isso diariamente. Muito obrigado! Fico feliz de imaginar que alguma coisa que eu escrevo causa algum efeito em alguém (se você chegou aqui e leu pelo menos um post sobre qualquer coisa e voltou no outro dia é bastante coisa para mim). :)
10 de mar. de 2010
Ninguém é normal - Amigos
Nenhum dos meus amigos são normais (inclusive, este que vos fala). Isso todo mundo já sabe. Mesmo os amigs virtuais, sempre tem um quê de loucura. E posso dizer que nesses anos e anos de internet eu conheci várias pessoas diferentes. Alguns considero como se fosse até da família, graças à afinidade que tenho com essas pessoas, que nem conheço pessoalmente, devido a morarem em outras cidades, estados e até países. Mas de certa forma, sempre procuramos manter contato, mesmo que nos falemos uma vez por mês, uma vez por ano, enfim... Dia desses me bateu saudade de uma amiga que conheço pela internet há uns dois anos e meio, mais ou menos. Resolvi mandar um e-mail pra ela, perguntando como estavam as coisas. Recebi isso em resposta. Juro que nem me surpreendi, mas ri alto na frente do computador. HAHAHAHAHA!
É...meus amigos realmente não são normais.
HAHAHAHAHAHA!
PS: Pior é que eu sei que essa resposta dela É verdade!!! Ela realmente faz essas coisas.
É...meus amigos realmente não são normais.
HAHAHAHAHAHA!
PS: Pior é que eu sei que essa resposta dela É verdade!!! Ela realmente faz essas coisas.
9 de mar. de 2010
Killer Design
Adoro meu trabalho. Me sinto um assassino diariamente. Sim, eu assassino o Design todos os dias. Sou induzido a fazer isso e por vezes, meu coração até chora com tudo isso. Tudo o que eu estudei, pesquisei, realizei trabalhos e todos os conhecimentos de design em geral que eu adquiri ao longo da minha vida, caem por terra aqui no meu trabalho. Hoje de manhã, por exemplo, um cliente antigo que trabalha numa produtora de música me pediu para fazer um logo fuleira de grupo de pagode. Eu, particularmente, tenho até medo de ouvir qualquer música desse grupo.
Cliente X diz:
opa vinicius, bza
vc pode fazer um logotipo
Grupo de pagode
algumas letras legais
modernas
coloridas
letras arredondadas
poderia fazer algum
perae
Vinicius diz:
ok
Cliente X diz:
um pandeiro
faz um com imagem e outro sem imagem
rssssssssssss
ai eu vejo
Vinícius:
ok, sem problemas
pra quando vc precisa?
Cliente X diz:
hoje pode ser
a tarde
Vinicius diz:
tá bom...
Daí que o resultado foi isso.
A coisa mais decente que consegui bolar. Sim, eu sei, mais uma vez assassinei o pobre Design. O design deve me odiar, mas o que posso fazer? Preciso me mostrar um designer ruim para manter meu emprego. Isso é bem irônico. Fora que os prazos sempre são apertados, geralmente para o mesmo dia, algumas vezes apenas uma hora para criar um logotipo. Isso sem nem saber nada sobre a empresa, público alvo. Me entregam o nome da empresa e dizem: Cria aí pra mim...é pra daqui a uma hora, beijos.
Aí realmente, não teria como sair alguma coisa legal.
É com muito pesar que eu coloco mais esse logo no mercado. Com muita tristeza nos olhos, no coração, na alma...Sério, tenho vontade de chorar quando vejo essas coisas que saem de MIM!!! É como um filho, porra! Hahahaha!
Deixando o chororô de lado, meu, fala sério...que porra é essa que eu fiz?! Ficou uma bosta.
Mas eu ganho meu dinheiro assim e sei muito bem que o cliente vai a-d-o-r-a-r!!!
E eu vou ficar satisfeito de ver o cliente satisfeito (e minha reputação indo para o olho do cu...hahaha!).
Cliente X diz:
opa vinicius, bza
vc pode fazer um logotipo
Grupo de pagode
algumas letras legais
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coloridas
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poderia fazer algum
perae
Vinicius diz:
ok
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um pandeiro
faz um com imagem e outro sem imagem
rssssssssssss
ai eu vejo
Vinícius:
ok, sem problemas
pra quando vc precisa?
Cliente X diz:
hoje pode ser
a tarde
Vinicius diz:
tá bom...
Daí que o resultado foi isso.
A coisa mais decente que consegui bolar. Sim, eu sei, mais uma vez assassinei o pobre Design. O design deve me odiar, mas o que posso fazer? Preciso me mostrar um designer ruim para manter meu emprego. Isso é bem irônico. Fora que os prazos sempre são apertados, geralmente para o mesmo dia, algumas vezes apenas uma hora para criar um logotipo. Isso sem nem saber nada sobre a empresa, público alvo. Me entregam o nome da empresa e dizem: Cria aí pra mim...é pra daqui a uma hora, beijos.
Aí realmente, não teria como sair alguma coisa legal.
É com muito pesar que eu coloco mais esse logo no mercado. Com muita tristeza nos olhos, no coração, na alma...Sério, tenho vontade de chorar quando vejo essas coisas que saem de MIM!!! É como um filho, porra! Hahahaha!
Deixando o chororô de lado, meu, fala sério...que porra é essa que eu fiz?! Ficou uma bosta.
Mas eu ganho meu dinheiro assim e sei muito bem que o cliente vai a-d-o-r-a-r!!!
E eu vou ficar satisfeito de ver o cliente satisfeito (e minha reputação indo para o olho do cu...hahaha!).
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6 de mar. de 2010
Oê Oê Oê! Eu sou mais indie que você!
Acho tão engraçado entrar no metrô ou no ônibus e me deparar com um deles (ou um dos meus, no caso) - criaturinhas que se furam, se desenham e usam roupas que vovós acham um absurdo. Sempre rola aquele olhar discreto, aquela medição dos pés á cabeça e por fim aquele último olhar matador de "oê oê oê eu sou mais indie que você e não dou a mínima para a sua existência" o que é tudo fachada e estão desesperados tentando mostrar um ao outro como são cools, mesmo que por ondas telepáticas. Eu sempre dou risada por dentro.
Desabafinho
Uma coisa que me irrita profundamente é gente que tem tudo na vida, beleza, dinheiro, amigos que o idolatram e ainda assim tenta pagar de frio, de apático, de revoltadinho deprimido. Sempre com aquela pose de "eu não me importo muito nada, com ninguém" enquanto vive pedindo aprovação alheia. Isso realmente me irrita muito.
Conversa de boteco e as Almas Espalhadas
Estava sentado na frente de um boteco com duas amigas, um cigarro pela metade na mão e um copo de martini na outra. Ouvi dizer que existem pedaços de almas espalhadas por aí, que juntas se completam. E isso explica a atração forte que sentimos por uma pessoa, aparentemente, nada a ver e sofremos tanto com a perda da mesma. Nunca acreditei muito nessas coisas, sempre fui muito cético, mas tem coisas que a ciência não explica e aí entra naquele campo chato do espiritualismo, vida pós-morte e essas coisas que ao mesmo tempo eu acho uma baboseira, eu acho que até pode fazer algum sentido. Refleti por horas sobre esse assunto e pude chegar à conclusão de que nunca encontrei um pedaço de alma. Os olhos, dizem que os olhos são as primeiras coisas que você repara em "pedaços de alma". Todos para mim parecem ter o mesmo par de olhos insonso, sem vida. Talvez nada disso exista, talvez tudo isso seja uma grande enganação de seitas que usaram isso para reunir cada vez mais adeptos, ou talvez tudo realmente faça sentido.
5 de mar. de 2010
Peleja Travadíssima - Sonolência no Trabalho e o Mau humor que me persegue
E essa hora que não passa?
Faz meia hora que eu olhei o relógio e marcava apenas dois minutos a menos.
Tenho certeza que os relógios fazem complô contra a minha vida - e da maioria das pessoas também.
Seria muito mais agradável se não existisse horários. As pessoas adoram se prender à números...coisa mais ridícula. Um númerozinho não significa nada para mim. Seria maravilhoso se a humanidade resolvesse abolir os relógios e horários das "regras da vida moderna". Seria tão mais proveitoso se as pessoas pudessem se levantar da cama naturalmente, no horário que o corpo permite voluntariamente, se todos pudessem desfrutar de um maravilhoso café da manhã com uvas frescas, mamões picados em baixelas ornamentadas, jarras de sucos amarelos, cestos com pães diversos. O mundo não teria pessoas mal-humoradas - exceto alguns mal-comidos como eu.
Agora, eu...acordo 10 minutos antes de sair de casa, assim brusco já...20 minutos depois estou eu lá, jogado no metrô mal me lembrando como cheguei até ali, sem comer, sem amor-próprio, sem fé em deus, sem fé na vida, sem nada.
Faz meia hora que eu olhei o relógio e marcava apenas dois minutos a menos.
Tenho certeza que os relógios fazem complô contra a minha vida - e da maioria das pessoas também.
Seria muito mais agradável se não existisse horários. As pessoas adoram se prender à números...coisa mais ridícula. Um númerozinho não significa nada para mim. Seria maravilhoso se a humanidade resolvesse abolir os relógios e horários das "regras da vida moderna". Seria tão mais proveitoso se as pessoas pudessem se levantar da cama naturalmente, no horário que o corpo permite voluntariamente, se todos pudessem desfrutar de um maravilhoso café da manhã com uvas frescas, mamões picados em baixelas ornamentadas, jarras de sucos amarelos, cestos com pães diversos. O mundo não teria pessoas mal-humoradas - exceto alguns mal-comidos como eu.
Agora, eu...acordo 10 minutos antes de sair de casa, assim brusco já...20 minutos depois estou eu lá, jogado no metrô mal me lembrando como cheguei até ali, sem comer, sem amor-próprio, sem fé em deus, sem fé na vida, sem nada.
4 de mar. de 2010
HIPERFAGIA
Horário de almoço sempre me deixa mais esgotado do que descansado. Agora, por exemplo estou aqui na frente desse computador, com a barriga encostando na mesa, uma cara de PUTA TRISTE e um pensamento de "eu não daveria ter comido tudo isso*".
*tudo isso: um pão de mel de chocolate branco grande, um pedaço de pizza de mussarela, um pedaço de pizza toscana e meia porção grande de batata frita com alface.
*tudo isso: um pão de mel de chocolate branco grande, um pedaço de pizza de mussarela, um pedaço de pizza toscana e meia porção grande de batata frita com alface.
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O bolovo parte II e a semi-morte de um estômago
Depois da orgia alimentar de ontem, regada à muita fritura e tranqueira o fim do dia guardou-me uma bela surpresa, claro, até parece que alguma coisa ia dar certo. No fim da tarde comecei a sentir um mal estar muito irrtante e uma ardência no estômago. Resultado: Saí do trabalho mais cedo e fui com a minha mãe até guarulhos, no Nipo Hospital. É o único que minha mãe gosta. Aí o transtono já começou ao chegar...aquele estresse todo até eu encontrar a maldita carteirinha do convênio, um monte de gente moribunda e muita má vontade por parte dos funcionários. Foi-se o tempo em que só Hospital público era sinônimo de mau atendimento. No fim das contas, fiquei lá até umas 22:30 da noite e tô com dois exames marcados. Ganhei atestado para hoje e nem pude faltar. Tenho um pouco de senso ainda, como estou com MUITA coisa pendente aqui no trabalho e só depende da minha pessoa, realizá-los, não pude dar-me o luxo de faltar. Embora, eu já esteja 100% e pronto para mais uma friturada.
ps: certeza que foi a porra do bolovo!
ps: certeza que foi a porra do bolovo!
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3 de mar. de 2010
O bolovo e o cartão de crédito recusado
Hoje acordei com vontade de comer bolovo (ovo cozido e carne moída envolvidos numa massa de coxinha). Decidi almoçar bolovo, juntamente com Paula. Conhecemos uma lanchonete aqui perto que vende salgados limpinhos a um real (e muito pequenos também). Entramos no lugar e tratamos rapidamente de fazer uma catança. Cada um pegou seis salgados (gordos), inclusive o bendito bolovo. Ainda decidi fazer o esnobe e pegar um chocolate quente. Paula pagou o seu e foi buscar uma mesa. Eu saquei o cartão e murmurei baxinho: é crédito... A mulher levantou os olhos e passou o cartão. E claro, como até parece que ia dar certo, o cartão foi recusado. "Respire e pense", pensei comigo mesmo. Eu tinha R$3,50 na mochila e meu bilhete único. Ok, decidi me humilhar um pouco. Paulaaa!!! vem cá, gritei do caixa. Ela foi lá, rindo, e entendeu tudo antes mesmo de eu falar. Senta lá que eu passo o meu cartão...disse ela. Obedeci, roxo de vergonha e me sentindo humilhado. Pior do que ter débito recusado é ter crédito recusado. Fico imaginando o que seria de mim, se eu estivesse sozinho. Eu teria que deixar tudo lá, inclusive o chocolate que eu já havia começado a beber antes mesmo de passar no caixa e sairia do estabelecimento, faminto, humilhado e roxo de constrangimento. Ou pior, a moça poderia não deixar eu devolver os salgados para a estufa, alegando que eu poderia ter muito bem posto as mãos neles. E aí eu teria de pagar com o corpo. Ou com simpatia. Ou o que ela quisesse.
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2 de mar. de 2010
Trabalho que me consome
Cliente me perguntou alguma coisa sobre o arquivo dela. Respondi com grosseria involuntária. Aquela que você só percebe que foi grosso quando ela já saiu da sua boca. Ela virou para mim e perguntou: Moço, você está nervoso?
Estou, pensei eu.
"Não." Respondi verbalmente.
Estou, pensei eu.
"Não." Respondi verbalmente.
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Eu ri
Estou eu aqui, quietinho trabalhando e ouvindo Kate Nash. Quando ele me aparece. Abri um sorrisão de ponta a ponta e fingi que nem estava notando a presença dele. Ele pediu para abrir o arquivo e eu com a voz mais inexpressiva e casual, simultaneamente, possível que consegui fazer e chamei seu nome. Ele entrou e eu espetei o pen drive no meu computador. Coloquei em miniaturas, afim de facilitar a localização do objeto. Quando todas os JPEG carregaram e mostraram seus Thumbnails eu pude reparar a foto de um órgão genital masculino perdido no meio. Fiquei vermelho, ele ficou vermelho e ele pediu para eu apagar. Usou um tom de voz como se não soubesse como aquilo fora parar ali. Embora, eu saiba muito bem que ele sabia sim. Nunca me enganou.
Cá estou eu, com um sorrisinho cretiníssimo preenchendo os meus lábios, enfim descobri aquilo que eu ainda tinha um pouquinho de dúvida.
Cá estou eu, com um sorrisinho cretiníssimo preenchendo os meus lábios, enfim descobri aquilo que eu ainda tinha um pouquinho de dúvida.
Nota sobre a senhorita Babalu
Eu já ia me esquecendo de contar uma coisa. Sim, ontem foi "o" dia bizarro. Decidi parar numa banca de DVD (chiquérrimo) e eis que bati o olho num DVD pornô com a Babalu na capa (conheço todos os atores e atrizes da indústria pornográfica). E comentei com a Aline, de que a Fê adora a Babalu. E o camelô se intrometeu na conversa e disse que já saiu com ela. Já comeu, e já fez de um tudo. Eu olhei desconfiado com aquela cara de "aham cláudia...senta lá" e ele continuou falando. Disse que ela parou de fazer "essas coisas" e agora virou evangélica.
SIM, PASMEM!!! A BABALU VIROU CRENTE!!!
ps: Pra quem não sabe, eu fui até a wikipedia e copiei a descrição dela aqui (só para vocês terem uma idéia:
Babalu (atriz pornô)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Babalu é uma atriz de filmes pornográficos brasileira.
Faz cenas para filmes brasileiros e americanos, além de participações em sites do gênero pornô. Suas principais características fisicas são os seios naturais fartos e o glúteo grande. Suas participações possuem principalmente cenas fortes de sexo anal. É conhecida por falar inúmeros palavrões em cena.
É...o mundo realmente virou de patas pro ar.
SIM, PASMEM!!! A BABALU VIROU CRENTE!!!
ps: Pra quem não sabe, eu fui até a wikipedia e copiei a descrição dela aqui (só para vocês terem uma idéia:
Babalu (atriz pornô)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Babalu é uma atriz de filmes pornográficos brasileira.
Faz cenas para filmes brasileiros e americanos, além de participações em sites do gênero pornô. Suas principais características fisicas são os seios naturais fartos e o glúteo grande. Suas participações possuem principalmente cenas fortes de sexo anal. É conhecida por falar inúmeros palavrões em cena.
É...o mundo realmente virou de patas pro ar.
Os peitão
Daí que ontem eu estava andando pelo centro, a caminho da estação para voltar para casa, juntamente com Aline e uma sacola enorme de guloseimas e avisto uma mendiga, jovem, devia ter uns 20 e poucos anos e completamente louca de pó. E ao que parecia estava grávida. usava um top amarelo cítrico e um corçário, acho que, roxo. Os cabelos crespos formando uma grande massa. Ela tinha uns peitões grandes, pelo que pude perceber. E na nossa frente, tinha duas mulheres andando. Estavam bem vestidas e pareciam de faculdade, alguma coisa assim. E quando a bendita mendiga viu uma delas, começou a dizer: Nossa, seus peitão são maiores que os meus!!!! E todo mundo que passava, ela dizia: Olha!!! Os peitão dela!!!! São maiores que os meus...Eu só conseguia rir disso tudo. A própria mulher ria. E todo mundo ficava sem jeito quando ouvia isso da mendiga.
Coisas que só se vê no centro da cidade.
Coisas que só se vê no centro da cidade.
Ex-crente
Ontem eu estava voltando de ônibus para casa, juntamente com Aline e conversa vai conversa vem, eu me lembrei de uma coisa MUITO bizarra. Tipo, MUITO bizarra mesmo.
Eu sou batizado em igreja de crente. Sim, batizado nas águas, como eles mesmos dizem. Ai gente...Eu realmente tinha me esquecido disso.
Deixe-me contar o caso melhor. Minha mãe, quando era casada com o meu pai era infeliz. Segundo ela mesma sempre dizia. E num certo dia ela decidiu que iria numa igreja de crente. Claro, me arrastou junto. Peguei e fui com a maior cara de cu que eu sabia fazer e fiquei o culto todo pensando em Harry Potter (eu tinha uns treze ou quatorze anos). E o tempo foi passando e minha mãe foi ficando mais fervorosa na fé. E eu lá, sempre acompanhando-a porque ela detestava ir sozinha. Quando me dei conta, eu estava frequentando aquele lugar (ainda de má vontade), já conhecia os membros mais pop por nome, e pasme: eu sabia cantar louvores (AI GENTE). Mais tarde, percebi que já estava indo naquele lugar há um ano, e todo o bentido culto o pastor recrutava aqueles que queriam se batizar. Eu sempre afundava na cadeira e me ocupava de fazer trancinhas na cordinha da bíblia (eu tinha até bíblia!). E daí que teve um dia que eu não tive escapatória. Uma amiga da mãe, que era de lá, disse pra mim que seria muito bom eu me batizar, porque só assim eu conseguria a salvação de deus. Fiquei totalmente sem graça e sem saber o que responder. Ela ficou olhando pro meu rosto, meio sorrindo, meio maravilhada. E eu disse: Tá... Quando me dei conta eu estava dentro de uma piscina usando uma bata que caía sobre o ombro e descia até a canela. Era branca. O pastor colocou a mãe na minha testa e eu quase me afoguei na piscina. Eu até senti uma paz repentina, uma paz muito grande mesmo. Mas eu desconfio que tenha sido psicológica. Pronto, estava eu lá...com desejos sexuais aflorados, gordo, com treze ou catorze anos (não me lembro direito), ouvia rock "do mundo" e crente. Depois de um tempo me cansei. Cansei e larguei mão. Meu pai tinha começado a ir com a minha mãe e eu aproveitei para ficar sozinho em casa, vendo pornogafia e comendo porcaria enquanto eles estavam lá orando por mim. Nunca mais fui.
Depois de um tempo, uma menina que tinha sido minha amiga na igreja, encontrou minha irmã na rua e perguntou para ela o número do meu celular. A tonta passou e a minha paz foi pro saco. Eu recebia SMS de madrugada quase todos os dias, com versículos da bíblia. E no fim de cada mensagem ela semrpe dizia que me amava em Cristo e essas coisas todas que os crentes costumam dizer para todos os semi-conhecidos. Daí que um dia eu troquei de celular e nunca mais recebi essas coisas. Até roda de oração fizeram pra mim, porque fui visto fumando uma vez e eu tinha literalmente "me afastado da palavra". AI GENTE.
My ass pra tudo isso.
Não tenho paciência para igreja, cheia de boyzinho te medindo dos pés à cabeça.
ps: Minha mãe voltou a ser fumante, lésbica e bebe vodka com energético ouvindo Victor e Léo. Eu nem preciso falar o que eu me tornei...hahahaha! Igreja traumatiza, gente.
Eu sou batizado em igreja de crente. Sim, batizado nas águas, como eles mesmos dizem. Ai gente...Eu realmente tinha me esquecido disso.
Deixe-me contar o caso melhor. Minha mãe, quando era casada com o meu pai era infeliz. Segundo ela mesma sempre dizia. E num certo dia ela decidiu que iria numa igreja de crente. Claro, me arrastou junto. Peguei e fui com a maior cara de cu que eu sabia fazer e fiquei o culto todo pensando em Harry Potter (eu tinha uns treze ou quatorze anos). E o tempo foi passando e minha mãe foi ficando mais fervorosa na fé. E eu lá, sempre acompanhando-a porque ela detestava ir sozinha. Quando me dei conta, eu estava frequentando aquele lugar (ainda de má vontade), já conhecia os membros mais pop por nome, e pasme: eu sabia cantar louvores (AI GENTE). Mais tarde, percebi que já estava indo naquele lugar há um ano, e todo o bentido culto o pastor recrutava aqueles que queriam se batizar. Eu sempre afundava na cadeira e me ocupava de fazer trancinhas na cordinha da bíblia (eu tinha até bíblia!). E daí que teve um dia que eu não tive escapatória. Uma amiga da mãe, que era de lá, disse pra mim que seria muito bom eu me batizar, porque só assim eu conseguria a salvação de deus. Fiquei totalmente sem graça e sem saber o que responder. Ela ficou olhando pro meu rosto, meio sorrindo, meio maravilhada. E eu disse: Tá... Quando me dei conta eu estava dentro de uma piscina usando uma bata que caía sobre o ombro e descia até a canela. Era branca. O pastor colocou a mãe na minha testa e eu quase me afoguei na piscina. Eu até senti uma paz repentina, uma paz muito grande mesmo. Mas eu desconfio que tenha sido psicológica. Pronto, estava eu lá...com desejos sexuais aflorados, gordo, com treze ou catorze anos (não me lembro direito), ouvia rock "do mundo" e crente. Depois de um tempo me cansei. Cansei e larguei mão. Meu pai tinha começado a ir com a minha mãe e eu aproveitei para ficar sozinho em casa, vendo pornogafia e comendo porcaria enquanto eles estavam lá orando por mim. Nunca mais fui.
Depois de um tempo, uma menina que tinha sido minha amiga na igreja, encontrou minha irmã na rua e perguntou para ela o número do meu celular. A tonta passou e a minha paz foi pro saco. Eu recebia SMS de madrugada quase todos os dias, com versículos da bíblia. E no fim de cada mensagem ela semrpe dizia que me amava em Cristo e essas coisas todas que os crentes costumam dizer para todos os semi-conhecidos. Daí que um dia eu troquei de celular e nunca mais recebi essas coisas. Até roda de oração fizeram pra mim, porque fui visto fumando uma vez e eu tinha literalmente "me afastado da palavra". AI GENTE.
My ass pra tudo isso.
Não tenho paciência para igreja, cheia de boyzinho te medindo dos pés à cabeça.
ps: Minha mãe voltou a ser fumante, lésbica e bebe vodka com energético ouvindo Victor e Léo. Eu nem preciso falar o que eu me tornei...hahahaha! Igreja traumatiza, gente.
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Abolindo a cozinha
Todo mundo sabe que a minha mãe detesta serviços domésticos, cozinhar e essas coisas típicas de mãe. Todo mundo sabe que na minha casa nunca tem nada normal, tal como sal, açúcar, colher de pau, maionese e afins, mas que é facilmente encontrado um batedor para bolos especiais. Sim, minha família é estranha. E todo munda sabe que ninguém cozinha na minha casa, raramente tem comida feita. Certa vez chegamos ao absurdo de usar um mesmo gás por quase um ano (é sério) e um pacote de arroz durar seis meses. Não que ninguém goste de comida, o problema é que ninguém nunca se arrisca a tentar preparar alguma coisa. Exceto minha mãe que se contenta e sobrevive com coca zero, cigarro e sorvete de chocolate.
Eis que domingo a noite, eu estava no meu quarto desenhando e minha mãe entra lá. Toda agitada, falante. Aquilo sempre me irrita, ao que eu respondo monossilabicamente. No meio do falatório geral, um assunto me chamou a atenção. Estou proibido de cozinhar. Assim como todos naquela casa. Ela quer abolir aquela cozinha e, segundo ela, até os pratos e copos. Eu só disse uma coisa: Ai gente...Disse assim que uma cozinha requer muita manutenção em uma casa, muita mão de obra e dor de cabeça. Ela disse ter uma idéia, e eu pensei: lá vem. A "idéia" se consiste em sobrevivermos a base de marmitex, que ela vai comprar todos os dias. E disse que vamos comer direto da embalagem, para nem louça mais lavarmos naquela casa. E para beber, refrigerante. Direto da garrafa ou da lata. Ela me explicou umas contas doidas, que só faziam sentido na cabeça dela, e disse que é até mais barato viver assim. E disse que quando der vontade cada um compra aquilo que se quer comer (cada qual com o seu dinheiro) desde que já venha pronto. Nesse mesmo dia ela fez um strogonoff de frango e disse ser a ultima refeição caseira que aquela casa já viu.
Talvez seja até uma boa idéia.
Eis que domingo a noite, eu estava no meu quarto desenhando e minha mãe entra lá. Toda agitada, falante. Aquilo sempre me irrita, ao que eu respondo monossilabicamente. No meio do falatório geral, um assunto me chamou a atenção. Estou proibido de cozinhar. Assim como todos naquela casa. Ela quer abolir aquela cozinha e, segundo ela, até os pratos e copos. Eu só disse uma coisa: Ai gente...Disse assim que uma cozinha requer muita manutenção em uma casa, muita mão de obra e dor de cabeça. Ela disse ter uma idéia, e eu pensei: lá vem. A "idéia" se consiste em sobrevivermos a base de marmitex, que ela vai comprar todos os dias. E disse que vamos comer direto da embalagem, para nem louça mais lavarmos naquela casa. E para beber, refrigerante. Direto da garrafa ou da lata. Ela me explicou umas contas doidas, que só faziam sentido na cabeça dela, e disse que é até mais barato viver assim. E disse que quando der vontade cada um compra aquilo que se quer comer (cada qual com o seu dinheiro) desde que já venha pronto. Nesse mesmo dia ela fez um strogonoff de frango e disse ser a ultima refeição caseira que aquela casa já viu.
Talvez seja até uma boa idéia.
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