28 de dez. de 2011

dois milenios, uma década e um ano

Uma entrada regada de excessos. Erroneamente, claro. Ainda acho que isso foi o meu maior erro dos ultimos tempos, uma porta para destruir algo que alguém construiu. Uma grande perda, talvez, de minha parte. Lembranças boas, tipo as risadas bebadas ou a chuva que caía lá fora, me levando ainda mais pra dentro de mim. Ciúme reprimido. Algo do tipo. Punk.

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Sentado em cima de uma lixeira na Avenida Paulista, bebendo uma garrafa de cerveja e rindo de qualquer coisa. Certeira, veio-me a insegurança, o medo de me expor. Estava tudo muito bom para poder existir. Algo além do que eu me permitira. Isso não podia acontecer. Fugi e retirei a minha permissão.

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Eu podia sentir o cheiro da praia, algum mau humor repentino e aquele vazio de sempre. Estava com vontade de fumar, será que alguém poderia me dar um cigarro? Eu não queria estar ali, minha cabeça estava cá. A alegria só era crescente quando eu visualizava aqueles envelopinhos pequenos que estampavam o display do celular.

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Insegurança. Novamente eu fugi. Saí praticamente correndo daquele apartamento e decidi que aquilo não poderia ser para mim. Eu não sabia como funcionava. Não sabia de mais nada, sobretudo quem eu era e o que estava fazendo. Sem falar, caminhamos até o ponto de onibus. Eu fui pra casa e foi a ultima vez que te vi.

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Dentro de um carro, com a cabeça para fora, vendo as luzes desfocadas da cidade e cantando alguma canção que tocava no momento. Eu estava tonto, completamente bebado. Auto destruição. Eu não tinha muita coisa à perder, e ninguém se importava com isso. Então era uma troca justa, até eu fugir novamente.

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Estava bem, de pé até. Tentando fazer alguma coisa que prestasse, daí uma lata de Campbels armou o restante do destino. Grande amigo, que por mais que eu seja falho, por mais que eu seja um zero à esquerda, guardo com carinho.

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Restaurante japonês. Algo passava numa tv, tipo algum clipe de J-pop. Eu bebia cerveja, ou suco, não me lembro exatamente. Você ria do que eu falava e estava tudo bem. Eu me sentia bem, você se sentia bem. Auto destruição me atingiu novamente. E lá estava eu, no ponto zero. Fugindo de alguma coisa, ou alguém, sei lá. Até que novamente eu fugi, para novamente encontrar o cinza gelado.

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Um café. Uma noite que, eu ainda não tinha noção, mas mudaria a minha vida. Algo como auto conhecimento, conhecimento de algumas coisas que até então eu nem imaginava. Eu estava feliz. Tudo era novo e feliz.

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Uma dorzinha no estomago, que foi evoluindo a ponto de eu não conseguir comer à noite, por um tempo. Isso me levou ao médico, ao que descobri que possuia laringite, esofagite e gastrite.

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Show do The Kills - o melhor até hoje, dos quais pude assistir.

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A grande certeza de ter encontrado o amor da minha vida, e por mais que você ache isso cafona, ainda continuarei dizendo isso.

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Expectativas de um ano bom. Expectativa de que 2012 seja um ano melhor ainda.

21 de dez. de 2011

Não gosto de festa de natal

É sempre a mesma coisa todo ano. Família reunida dentro da casa daquela sua tia chata, sua vó preparando itens da ceia, algumad crianças brigando por presentes, muito barulho, muitos cheiros de comida misturados que te causam aquela indigestão antes mesmo de comer. Sempre tem aquele tio chato que não para de fazer piada sobre tudo e todos (sempre sendo ofensivo e/ou sem graça). O cachorro da família latindo e/ou chorando com medo de fogos. Sua prima passando de toalha no meio da sala, pois acabou de chegar da casa damiga e tomou um banho pra vestir o vestido novo que comprara especialmente pra noite de natal. A televisão ligada na globo, em algum especial babaca de fim de ano, sendo estrelado pela Xuxa ou Hebe ou Silvio Santos. Aquela sua tia gorda chorando, porque é emotiva demais e mais um ano se passou sem que ela tenha emagrecido alguns quilos. Seu pai lá emburrado na sala, porque quer atenção mas ninguém dá. Sua vó reclamando das dançarinas de biquini, chamando-as todas de vagabundas e alguns xingamentos mais chulos. Aquelas aves ruins, secas e arroz com uva passas. Odeio uvas passas.

Aí você gasta todo o seu tempo na internet, sem participar de nada e saindo do quarto apenas pra fazer seu prato da ceia.

Depois volta pro quarto, onde adormece de tanta tristeza.

19 de dez. de 2011

Radio Cure

Estou sentado, esperando o meu pedido no restaurante. Posso ouvir muitas conversas e, claro, o meu silencio interior. Silêncio disfarçado em barulho. Muita coisa sendo dita e nada ao mesmo tempo. De repente, ouço um barulho muito alto atrás de mim, algo como pratos caindo, garfos e ao que suponho eu, seria uma bandeja com um aparelho completo de almoço. Não me viro para olhar, como todos no local. Não faz diferença. Aquilo não vai curar os pensamentos tortos que carrego. Não me preocupo se alguém se machucou. Não me preocupo se os pratos quebraram.

Ninguém morreu. Tá tudo ali. No máximo cortou um dedo, e levou um prejuízo de uns 40 reais pelo aparelho de almoço barato.

Os pensamentos tortos continuaram.

13 de dez. de 2011

Adoro fim de ano quando a produtividade no trabalho cai. Assim, sobra mais tempo pra eu ficar quietinho no meu canto, fingindo que não existo e vendo bobagem na internet.

eta, jesus maravilhoso.

8 de dez. de 2011

O que eu quero neste natal (ou no ano de 2012)

Nunca fui de muitas ambições. Me contento com poucas coisas, mas o que eu mais gostaria de comprar / ganhar é:

Lápis de cor. Adoro lápis de cor, acho a coisa mais divertida do mundo. Porém nunca me arrisquei muito a esse estilo de pintura, sempre preferi as técnicas mais "molhadas". Penso que se eu tivesse, de fato, uma boa caixa de lápis de cor, eu praticaria mais, e até poderia ficar bom. Enfim, eu ficaria muito feliz em ter uma caixa de lápis de cor.



Uma tarde no Centro Cultural de São Paulo. Bem, não é segredo que este é o meu lugar favorito da cidade. Sempre foi, desde adolescente. Costumava passar tardes e tardes perdido no meio das prateleiras da Biblioteca. Tenho saudade, mas a vida de adulto me fez abrir mão desse meu gosto pelo local. Preciso voltar lá e gastar uma tarde inteira, como antigamente. Me faz muita falta.

Tá aí, uma coisa super simples que eu nunca tive. Desde pivetinho, eu queria ter uma escrivaninha pra fazer lição, desenhar, escrever e etc. Sempre achei a coisa mais legal do mundo, talvez por sempre ver nos filmes e nos desenhos, tipo Doug. O Doug tinha uma escrivaninha e uma luminária que me faziam sonhar. Tão simples né?

Bem, eu já tenho uma gaita, a Bernadette. Fato. Mas ainda não sei tocar. Longe de saber tocar. A única coisa que eu sei é sopra-la e tentar tirar algum sonzinho safado e com ritmo limitado. Queria aprender. É uma grande vontade, mas tentar ser auto didata nisso é algo que não tento mais.



Dos autores atuais, este é um dos meus preferidos (Haruki Murakami). É um japonês que escreve sobre relações interpessoais, focando sempre nas dores e dificuldades que isso causa. Faz uns 4 anos que tenho vontade de ler esse livro, mas nunca tive coragem de pagar 60 reais nele, e nem conheço alguém que me empreste.

As vezes acho bobeira, mas eu assumo, gostaria de ter um iPod Touch de 64 gb. Nunca tive um produto da Apple, até ganhar um iPod Nano este ano. Confesso, o que antes eu achava uma total frescura consumista, agora reconheço a qualidade impecável da Apple.



Odeio telefone, mas este do Mickey é bonitão.



Podem me chamar de puxa saco, mas eu queria essa camiseta só porque é da cidade que o Bob Dylan nasceu (meu cantor favorito). Faz um tempão que quero uma camiseta com o mapa de Minnesota, mas é muito difícil de encontrar.

Um jogo de pincéis novos. Os meus ainda estão bons, mas só tenho 3 tamanhos e estão velhinhos demais. Faz uns 5 anos que tenho e sempre me são muito úteis, mas gostaria muito de trocá-los.



Prateleiras. Tenho vontade de ter um jogo de prateleiras para poder colocar os meus DVDs, livros, cds, bonecos e afins. Pode parecer que não, mas tenho muita coisa enfiada no guarda roupa, que ficaria muito bonitinho exposto.


Um boneco do Woody. Quero isto desde que eu tinha uns 13 anos. Uma vez meu pai comprou uma cópia vagabunda (com a melhor das intenções, nem tô reclamando), mas a vontade de ter um autentico de pano e corda ainda permaneceu.


Travesseiros novos. Faz muitos meses que uso os mesmos e nunca comprei novos, por pura preguiça e por achar caro demais pra um saco de penas.


Um vans de couro preto. Vi em uma loja no início do ano, mas o preço me fez recuar. Tô na minha fase mais mão de vaca. Nem é falta de não ter, porque na medida do possível até tenho.

Um chapéu. Total influencia dos folk singers, confesso. 

:P












5 de dez. de 2011

ócio - festa da globo

eu: mas e aí
como tá os planos pra essa carnaval maravilhoso?
vai ver a mangueira entrar?
e o corpo?
 P:  kkkkkkkkkkk
 eu:  como tá os preparativos?
conta pra gente sua dieta
 P:  ai não faço nada, sou naturalmente magra, Angélica
 eu:  entendi
então na hora que bate a vontade de comer um docinho, vc vai lá e se joga no brigadeiro?
conta pra gente
P:  Não é assim, né
Eu cuido da minha saúde
 eu:  tá namorando? solteira?
essa é a pergunta que os marmanjos do brasil querem saber
 P:  Tô com um rolinho com um empresário, mas nada sério hihihi
 eu:  ahhhh, que pena
e como está a novela neste momento?
vc tem se preparado para o papel da trama de luis carlos mariano?
vc pode contar um pouquinho do personagem pra gente?
 P:  então
 eu:  o brasil quer saber

P:  a minha personagem é a viviane giselly
ela é uma fotógrafa paparazzi
que fica atrás dos babados do leblon
ela vai conhecer um ator que vai mudar a vida dela, mas é só até aí que posso adiantar pra vcs hehehe
 eu:  rsrsrs
ahhhh, então gente, vamos acompanhar essa maravilhosa trama na íntegra!!!!
estamos aqui na festa de lançamento da novela Corações de Primavera Veraneio Invernal do Amor
o clima está ótimo e olha só quem encontramos aqui....

ficou engraçado
vou postar
hihihih
 P:  ficou ótimo
posta la
 eu:  a gente pode começar a brincar assim

Nasce mais uma brincadeira. Brincar de globo.

3 de dez. de 2011

fim de ano

Mais um fim de ano que chega. O meu vigésimo segundo final de ano.
Nessa época do ano é comum pensarmos em nossas vidas, em manter coisas para a posteridade, ou eliminar outras para sempre. É assim. Fazemos planos.

É aí que a gente promete parar de fumar, emagrecer, realizar um sonho de consumo, fazer listinhas de coisas a se fazer no ano. Pular de bungee jump, acampar na praia, arrumar um grande amor da tua vida. Sempre a mesma coisa. Pra no próximo final de ano, desejarmos as mesmas coisas.

No ano que vem você estará lá de novo, fazendo planos para parar de fumar e emagrecer 20kg.

Fez sentido? posso parar de digitar e não parecer um texto solto?
Porque sim, foi um texto solto.


2 de dez. de 2011

Sexta feira pizzicato five

Acordei e vi o céu nublado. Dois pontos acima pro humor. Saí cantando Twiggy Twiggy pelas ruas cinzas do centro. Uhul. Cheguei atrasado, mas eu não liguei. Tô de verde. Verde alegre.

Hoje senti muita saudade da P. que trabalhava comigo. Pensei muito nela esses dias. Gosto de P. Uma menina rara hoje em dia.


30 de nov. de 2011

E então é natal

Bom, dezembro mal começou e a vinheta de final de ano da globo já começou a ser veiculada. Lembro de gostar muito dela, quando mais novo, me trazia boas sensações. Talvez, por estar intimamente ligada ao natal e as festas de fim de ano, as quais eu sempre gostei, quando criança. Eram os meus feriados preferidos do ano. Família inteira reunida na casa da minha vó, aquele monte de comida gostosa, os preparativos, em que todos nos empenhávamos em ajudar sempre, os especiais da Xuxa na globo, a arvorezinha de natal que a minha vó sempre montava na sala, as festas da igreja católica que ela frequentava. Era tudo tão mágico, tão sem preocupação e somente com alegrias.

Sinto saudade desse sentimento.

Passou o tempo e eu cresci, abandonei esse entusiasmo naturalmente. Hoje, posso dizer que não gosto tanto do natal. Sei lá, virou uma festividade comum - quando não, nula.

24 de nov. de 2011

meu drama parte dois

Terça feira fui ao médico. Já estava melhorzinho, mas ainda assim achei melhor ir e ver se conseguia um atestado pro dia seguinte, e consequentemente, ficar vadiando em casa.

Me deram soro na veia, misturadinho com omeprazol e buscopan. Sarei na hora, o restinho de enfermidade que tinha. 

Não me deram atestado pro dia seguinte.

Acordei perfeito na quarta.

Cheguei no trabalho e a dor voltou automaticamente (juro).
Tive crises de diarréia, pelo menos umas 4 ou 5 até o presente momento (é meio dia e trinta e sete minutos).

Fui dormir com a cabeça latejando de dor ontem, e demorei umas duas horas para conseguir dormir, depois do momento em que deitei e fechei os olhos. 

Acordei hoje de manhã sem dor de cabeça. Tive mais crise de diarréia.
Vim trabalhar mesmo assim, bonitinho.

Estou com dor de cabeça agora. Muita.
Estou enjoado. Muito.

Estou há 24h sem comer. Estou com fome. Muita.

Só consigo pensar em bistecas gigantes.

Como ter bom humor num dia desses, me diz?
Pelo menos sinto ter emagrecido. PELO MENOS.

Morram.

22 de nov. de 2011

meu drama

Terça feira. catorze horas e cinquenta e quatro minutos. Estou sem comer. Sem vontade de comer. Isso é grave, amigos. Fora isso parece que um trator passou por cima do meu corpo, deu ré e passou por cima de novo. E ficou uns 30 segundos estacionado em cima de mim, até descarregar 30 mulheres de salto agulha pra pisarem na minha testa, uma a uma, sapateando.

Não quero mais viver.

11 de nov. de 2011

Nada

Faz um bom tempo que não apareço aqui. Não por falta de assunto, mas sim por pura preguiça e falta de vontade de compartilhar as minhas atuais ideias. Aliás, a maioria tem sido tortas. Eu tenho sido uma pessoa torta. Mas algumas coisas mudaram ao longo desse tempo, dentre elas:

- Ando sonhado muito com animais, em geral. Ou com situações constrangedoras onde eu sempre sou prejudicado. A interpretação é ao pé da letra, ou tem algum significado oculto? Enfim, tanto faz. Não acredito nessas interpretações.

- "Ganhei" uma cama maravilhosa de casal.

- Temos um cachorro em casa agora, da raça beagle. Meus braços arranhados e os meus tenis comidos mostram que tipo de cão ele é.

- Comprei um par de fronhas novas e uma toalha nova essa semana. Isso me fez extremamente feliz. Ah, comprei uma emabalagem de mentos também.

- Voltei a fazer análise. Vamos ver se viro uma pessoa equilibrada.

31 de out. de 2011

I'll fight

Não quero que esse post soe mimizento. Não quero, veja bem. Isso não significa que eu consiga. Está frio, e meus dedos não estão tão flexíveis para uma boa digitação. E isso nem vem ao caso, aliás. Falei de alegre que sou. Gostaria de dividir mais uma de minhas frequentes epifanias. Hoje voltando do trabalho para casa, pensei, ao mesmo tempo que olhava para a paisagem nublada e ainda clara: Eu poderia morrer hoje, e morreria feliz. Digo isso com absoluta certeza de alguém que sabe das coisas. Eu não sei das coisas, calma. Eu sei dessa coisa, apenas. Que coisa? Porque eu morreria feliz? Simples como a coisa em si, mas a realidade é que amar alguém é a coisa mais simples e difícil que pode existir. E eu amo alguém.

Fato.

Nunca achei que diria algo assim, tendo absoluta certeza do que estava falando. Não sabia nem o significado dessa palavra. Aliás, achava que sabia. Pra mim amor era aquela coisa complicada, batalhada, suada e sofrida. Em outras palavras, o amor para mim era aquela coisa de história de contos de fadas, onde eu precisaria expulsar demônios, enfrentar dragões e matar bruxas para, enfim, salvar a princesa do alto da torre. Isso é mesmo amor? O amor tem que ser, necessariamente, difícil? Não. O amor está naquelas coisinhas do dia-a-dia, convivendo com alguém. Amor é poder ser você mesmo perto de alguém, sem medo do que pensa. Amor é arrotar na frente do outro e rir. É dividir o último cigarro. É ser sincero, sem medir palavras e saber que o outro vai entender e aceitar. É respeitar as diferenças um do outro e gostar delas. É inventar palavras que só ele e o outro entenderão. É ter cumplicidade, usar apelidinhos babacas. É abraçar com toda a força, como se o outro fosse sumir a todo momento. É estar lado a lado, em todos os momentos, inclusive nos ruins. É não ter vergonha de assumir fraquezas. É a convicção de que nem um astro de Holywood não tem um terço da beleza do que o outro. É aprender coisas sobre o outro, para ser útil. É rir das idiotices que outro fala. É estar irritado com um mundo, receber um abraço e esquecer tudo. É fazer planos que envolvam os dois daqui a 15 anos, tendo certeza que eles irão acontecer.

É a melhor coisa do mundo.

27 de out. de 2011

Alison Mosshart

Vulgo VV, do Kills (banda anglo-americana).

Por sinal, uma das minhas bandas favoritas.


















Daí que enquanto ela cantava Last Goodbye, eu levantei o caderninho (estava bem de frente pra ela) e ela olhou, fez cara de "aun, cute" e pedi pra assinar o desenho. Ela assinou. #win

25 de out. de 2011

Cronica de um homem amarelo

Acordou no horário habitual, às sete horas da manhã. Pronto para o trabalho, deu uma rápida conferida em sua aparencia e pensou "amarelo" - sem saber exatamente do porquê disso. Ignorando o fato, foi trabalhar. Pegou o mesmo vagão do metrô habitual, sempre no mesmo cantinho da porta. Estava apinhado de pessoas, como sempre. Todos olhavam para ele. Alguns desviavam o olhar e voltavam a olhar. Intrigado e sem saber o que acontecia, olhou para baixo e deu uma rápida verificada em sua roupa, sapato e gravata. Nada. Tudo impecável.

O dia correu como de costume, exceto com a única diferença dos olhares a mais. Não era um cara feio e nem bonito. Logo, daquele tipo que não chama a atenção numa multidão, então porque?

Foi quando o dia deu uma reviravolta, ao adentrar o banheiro da empresa e reparar que ele estava amarelo. Sim, meus caros amigos, amarelo. Se perguntou desde quando estava assim. E o porquê disso, claro. Não sabia com precisão, ignorou e pensou que o próximo passo seria seus olhos esbugalharem, seus cabelos cairem, sua barriga crescer alguns centímetros, começar a beber cerveja duffy e contar piadas sem graça. Isso ele já fazia, aliás.

Qualquer semelhança com a realidade é coincidência. Ou não.

21 de out. de 2011

Por essas ruas

As vezes quando caminho nas ruas dessa cidade, meu coração se esfria. Esfria por me sentir tão só, esfria por me sentir prensado por esses muros de concreto, esses gritos silenciosos que insistem em não querer sair. E esfria pelo olhar de desprezo que é lançado ás coisas não habituais, ao que é diferente. Nessas horas eu me sinto gelado, pequeno, frágil.

Aí eu acendo um cigarro, sento e espero passar.

15 de out. de 2011

A vida

- E aí, sumido! Como você tá?
- Ah, tá indo né?
- Humm...Liguei mais pra perguntar se você pode fazer aquele favor pra mim.
- Ah, é que eu tô meio sem tempo. Com uns problemas pessoais, juntando o fato de que me demiti e estou com milhares de trabalhos na faculdade, a minha mãe morreu faz 3 dias e ontem me foi diagnosticado um cancer no dedo mindinho.
- Puxa, que pena, cara...Mas você consegue fazer?
- Olha, sinceramente estou sem cabeça para pensar em qualquer coisa, viu...desculpe.
- Ah, faz de qualquer jeito, cara, é só pra tapar buraco mesmo.
- Tá...
- Beleza! Sabia que você ia quebrar esse galho para mim! Mas e aí, no mais tá tudo bem?
- Tá...
- Então tá. Me manda amanhã até o meio dia, pode ser via e-mail mesmo.

14 de out. de 2011

I like you

Vivemos num tempo onde quem pode mais, onde quem é o mais amado, é aquele cujo as redes sociais são mais movimentadas. Não sei até que ponto isso realmente se aplica. Internet apesar de manter todos por perto um do outro, mesmo estando longe, ainda assim consegue separar. Eu não me sinto íntimo de alguém só porque houve uma interação na internet. Existem os amigos de fora, que estão também na internet, e existe os amigos feitos na própria rede.

Um like não significa nada. Um Retweet não significa nada. Um reblog não significa nada.

Um abraço significa.

13 de out. de 2011

No supermercado

Foco.

Entro no supermercado para comprar frango.

Vou diretamente ao ponto dos resfriados e escolho a bandeja de frango mais barata e volto rapidamente à direção do caixa. No caminho, passo pelo corredor de molhos e me deparo com uma maionese temperada que ficaria ótima acompanhada do meu frango. Pego a maionese e coloco na cestinha.

Continuo andando e mais á frente encontro bolinhos recheados na promoção. Promoção imperdível e os bolinhos preferidos. Não penso duas vezes e coloco-os na cestinho para fazer companhia com a maionese temperada.

Caminho mais um pouco e me lembro que estou sem sabonetes. Me enfio entre as prateleiras estreitas e abaixo no chão, afim de sentir o cheiro dos sabonetes. Maçã verde, escolho. O meu preferido. Sempre sinto vontade de lambê-lo.

Olho pro lado e vejo cotonetes. Preciso de cotonetes. Duas embalagens? Tá tão baratinho, vale a pena. Coloco-os na cestinha.

Um corredor depois, e estou no meio de caixas de sucos e garrafas de refrigerantes. Todos os sabores e marcas existentes no mercado. Um verdadeiro pomar industrializado. Penso que seria agradável ter algo para beber junto com o frango com maionese temperada. Suco de uva, escolho. 0% açúcar, 50% menos calorias do que os concorrentes. Life is good.

Lembro de pegar óleo, como vou fritar o frango sem óleo, ora pois? No caminho, passo pelo corredor de pães.

Lá no meio de pães light, integrais, de algodão e tudo o que você possa imaginar com a menor quantidade de calorias existentes, eu vejo uma embalagem bonita. Torradinhas, nham. Perfeitas para serem degustadas com a maionese temperada.

Passei dos limites, pensei. Não compro mais nada.
Me foco até o caixa e bem na saída, vejo os sorvetes.
Sorvete de limão. Sempre foram meus preferidos. Está calor lá fora, me auto justifico mentalmente. Pego o sorvete e enfio na cestinha.

Lembro que não tenho dinheiro suficiente para levar tudo aquilo. Preciso tirar algo.

Tiro o frango.

3 de out. de 2011

Almondegas

Vamos fazer almondegas com aquela carne moida que eu comprei?
Claro...vamos. Você sabe fazer?
Lógico.
Tem que fritar antes de colocar no molho né?
Não, né. É cozida no molho direto.
Ah, entendi.

...

Vou olhar na internet a receita das almondegas, só pra confirmar.
Ok.
Aqui diz que precisa fritar antes...
Ah sim, eu falei.
Falou nada. Você disse que cozinharia direto no molho.
Não disse não. Eu ainda falei duas vezes que teria que fritar.

...

Ficaram gostosas.

1 de out. de 2011

ok

Desde bem pequeno sempre fui acostumado com o pouco. Meus pais, até os meus 4 ou 5 anos de idade, foram muito pobres. Nunca fui a criança mais afortunada da turma, e não culpo meus pais por isso, na verdade isso nunca me importou tanto. Nunca fui a criança mais bonita, sempre fui desajeitado. Não fui uma criança planejado, o que não significa que os meus pais não me amavam, a diferença é que eu apenas não havia sido planejado e não tinha um enxoval me esperando, hoje sei que isso é uma bobagem e não influencia em nada na minha vida, mas saber disso quando ainda se é criança, realmente pode causar algumas coisas indesejáveis na sua cabeça, de modo, que cresci achando os meus pais não gostavam de mim da forma que eu era, somado ao fato de eu sempre me ver diferente das outras crianças e do mundo ao redor. Tudo foi um grande engano. Eu era amado de uma forma muito diferente do que eu idealizava o amor. Eu sempre tinha muitas pessoas ao meu redor, me agradando de diversas formas. Talvez por nunca acreditar nisso, eu não me tornei uma pessoa mimada. 

Aos 12 anos achei que eu poderia viver sozinho, sem laço algum com qualquer ser vivente, afinal eu não fazia diferença alguma e ninguém precisava de mim. Outro erro. Eu fazia diferença dentre um pequeno universo e, querendo ou não, os meus pais e a minha família ainda precisava de mim, de alguma forma. Novamente me fechei.

Eu sempre estudei em escola particular, desde criança. Sempre me vi rodeado de crianças mais ricas do que eu e/ou mais bonitas. Elas sempre tiveram o que eu não tinha, sempre tiveram a beleza que eu não tinha e tudo o que me diferia do resto deles. Eu que sempre fui na minha, nunca fui mimado, e na medida do possível sempre tentei ser um bom filho, não tinha tanta coisa assim. Eles com seus espiritos mesquinhos, chorões e mimados, sempre tiveram tudo o que eu não tinha. A única coisa que eu tinha de destaque era o fato de saber desenhar. Sempre desenhei, desde criança. E talvez o fato de eu sempre tentar ser legal com as pessoas, afim de facilitar a minha sobrevivencia. Eu já não tinha dinheiro e beleza, só me restava ser legal, simpático, custando o que custasse. E assim sempre vivi, sem retorno algum, apenas mantendo a guarda. 

Nunca sofri bullying em escolas. Nunca fui excluído propositalmente e nunca briguei de porrada. Sempre consegui manter um certo respeito por ser o "menino legal". Nunca passou disso. Eu era legal com todos, e eles permitiam que eu sobrevivesse no meio deles pacificamente. Era uma troca. Sempre fui a criança sonsa que jamais falava não. Era sempre sim, e com sorriso no rosto, mesmo que isso fosse contra a minha vontade. 

Até hoje carrego traços disso. Não consigo falar um não tão facilmente e raramente consigo ofender uma pessoa por vontade própria. Hoje por exemplo, acordei no horario certinho, vim trabalhar e cheguei pontualmente. O prédio ainda estava fechado, o que me obrigou a ficar alguns 20 e tantos minutos na porta esperando alguém chegar. Aqui trabalhamos em dois, aos sábados. Revesando a criação e execução de materiais gráficos. O outro garoto apareceu aqui as 11h30 da manhã. E eu desde as nove me fodendo sozinho e fingindo que estava tudo bem. 

Por muitas vezes, permito que as pessoas me massacrem, apenas por falta de iniciativa de magoar alguém. Permito que me magoem para não magoar. Isso não é racional, vindo da minha parte. Não está certo.

Talvez por isso eu vivo esperando para viver. Não acho que eu já esteja vivendo, fico aqui sempre na esperança de um dia começar a viver de verdade. Sei lá, algum dia que eu alcance o céu. Acordo cedo todos os dias, demoro cerca de uma hora para chegar ao meu trabalho, que é um lugar que mal posso ser eu mesmo, fingindo ser alguém que todo mundo quer que eu seja, sempre com problemas de dinheiro e sempre com alguma questão emocional pendente, tendo apenas como momento de relaxamento os domingos e ainda assim não recebo nada da vida. Só me fodo. Sempre. Fico pensando quando isso realmente vai mudar. O que mais preciso fazer? 

Aliás, nem sei porque escrevi isso aqui. O máximo que eu vou receber é um "ok" de alguém, como sempre e nada vai mudar. De qualquer forma, escrever para pessoas fantasmas ainda é mais libertador do que continuar com isso tudo na cabeça, se infiltrando em cada entradinha do seu cérebro, fazendo você acreditar com ainda mais força que você é um merda.

28 de set. de 2011

Dia das crianças, esclarecimentos e a minha cabeça oca

O dia das crianças está chegando. A televisão começa a apelar para esse gênero de propagandas, claro, destinadas às crianças em geral. Bonecas que falam, respiram, comem cabelos e video games que funcionam com o seu movimento. Podem me chamar de velho, mas a minha geração, talvez, tenha sido a última que aproveitou a infancia de verdade. Nós, que nascemos na segunda metade da década de oitenta, tivemos a última infancia de verdade. 

Eu sabia brincar com bolinhas de gude, assim como também sabia todas as brincadeiras do tipo de mamãe polenta, mãe da mula, mãe da rua, barra manteiga, queimada e etc. Eu me juntava com 500 crianças e varava  tardes brincando de esconde-esconde. Eu vivia caindo. Eu vivia ralado. Ainda me lembro bem da dor que o merthiolate causava nos meus joelhos. Lembro de chegar em casa morto de fome, depois de ter passado o dia todo subindo morros, brincando de aventuras em terras loucas (lembro muito bem da tal da ilha da caveira louca, que era um buraco negro em algum lugar que eu não lembro exatamente).

Também gastei meu tempo jogando campo minado no computador antigo que meu pai comprou, na segunda metade da década de 90. Disquetes! Como eu adorava disquetes! Principalmente os coloridos. Ah, claro, e o clássico Paint. Quem nunca ficou horas e horas desenhando bonecos no paint usando spray amarelo como cabelos louros? E quando veio a internet então? Nada de msn, orkut, facebook, twitter. Minha diversão na internet eram as tirinhas que o Mauricio de Souza disponibilizava no site da Turma da Mônica, ou ficar a tarde toda vendo perfis de pokémons. E o sufoco que era esconder conexão no meio da semana, quando ainda era aquela fortuna na conta de telefone? E o barulhinho de discagem?

Hoje em dia crianças pedem 20 reais pros pais. Apenas para ir á escola. Eu ficava super feliz quando 3 reais pra levar á escola. 3 reais pra mim, era o dinheiro perfeito. As coisas eram muito mais baratas. Com 3 reais eu conseguia comprar um salgado (R$ 1,00), um refrigerante (R$ 1,50) e um dip'n'link (R$ 0,50). Eu não precisava mais do que isso para ser feliz.

xxx

Ontem foi um dia realmente confuso, mas que serviu para me esclarecer muitas coisas. Decidi que, definitivamente, preciso me cuidar. Cuidar da minha saúde, da minha imagem e da forma que uso para tratar a mim mesmo. Não sou um sem valor e eu preciso me tratar como tal.

xxx

Sou tão desligado que de manhã comprei uma senha pra recarregar meu celular, guardei a notinha na mochila, tomei meu café, abri a mochila, tirei todo o lixinho (inclusive a senha) , joguei tudo no lixo e saí como se nada tivesse acontecido. Perdi doze reais. Dinheiro pra um almoço. Bad.

21 de set. de 2011

Dificuldades de vestimenta

Quando eu tinha uns 4 anos de idade e ia para a escolinha, minha mãe me vestia com um macacão jeans (de bermudinha) preto. E eu odiava aquilo.

Quando eu tinha 12 anos, usava somente os restos do meu pai. Uns camisetões polo tamanho GG. Uma criança de 12 anos usando, praticamente, batas enormes. Ia em festa de escola assim e tudo.

Hoje aos 22 anos, ganhei barriga e perdi quase todas as minhas camisetas. Não tenho dinheiro pra comprar roupas novas e estou com um armario cheio de "mini camisetas".

20 de set. de 2011

babaquices á parte e outras frescurites do mundo moderno

Cupcakes. Cupcakes são as coisas mais idiotas já inventadas nesse mundo. Propositalmente, fiz com que ele ficasse no topo dessa lista. É um bolinho ana maria com dois quilos de cobertura brigadeiro fiesta (a seis reais a lata) por cima e ainda vendem por seis reais um único represantante de tal classe frescurística, ou seja, quer dizer...Aí você vem e me diz: ah, mas você nunca comeu pra saber. Comi sim e a análise está aqui.

Frozen Yogurt. Eu adoro frozen yogurt, de coração. Mas reconheço o tamanho da babaquice e frescura que ele representa. Muitos compram ele por dizerem ser light, sem gordura e sem açúcar. Ok, eu finjo que acredito. Inclusive já bati boca com terceiros alegando ser realmente light. Eu sei que é mentira, sei que é tudo uma conspiração maligna pro mundo ficar obeso, achando que vai emagrecer tomando frozen yogurt com frutas frescas da estação. Além de custar caro (sou hipócrita, adoro frozen e não abro mão e pago o quanto for, mas que é babaca, é). Muito mais vale um Haagen Dasz na mão do que dois frozen yogurts voando.

Gente que ainda utiliza a expressão "aham, claudia". Realmente acho que já enjoou, gente. É sério. Sem querer dar uma de alternativinho babaca, nem nada, mas eu conheço essa expressão desde 2006. Foi numa daquelas tardes preguiçosas do Ensino Médio na casa da Renata. Internet discada, youtube, xuxa. Um parto, mas foi.

Biscatinhas que carregam a bolsa no antebraço custando mais do que o meu salário do mês. N'outra mão um blackberry e uma garrafinha d'água para mostrar ao mundo como são magras, ricas e bonitas, e sim, elas podem beber perrier!


13 de set. de 2011

Weirdo

Pegou o copo de café com as duas mãos, sentindo o calor da bebida quente e - quase - queimando os seus dedos. Até que por fim, resolveu que repousar o café sobre a mesa seria o mais sensato a se fazer. Olhou para a janela, e a paisagem era cinza. Deu um longo suspiro e disse:

- Não. Não. Não. Não. Não. Não. Não!

Sem abóbora

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7 de set. de 2011

Por todos os poros

As vezes o "fingir" estar bem cai por terra e a insegurança, falta de confiança em si e a baixa auto-estima entra por todos os seus poros, te fazendo sentir como uma pessoa nua no meio de uma multidão.

Tenho a impressão de que não tenho um lugar no mundo, algum lugar pra estar, ficar. O que eu tenho que fazer é continuar esperando.

5 de set. de 2011

Cadê feriado

Depois de passar o fim de semana toda alternando momentos de amor, comilança e nerdice, eis que nessa bela manhã de segunda-feira, eu acordo atrasado. Atrasado, e veja bem, sem a mínima disposição para viver.

Quero que o tempo se arraste até a quarta-feira, feriado e dia de comer pizza.

Tô chato hoje.

3 de set. de 2011

De quando fiz endoscopia

Bem, ontem fui fazer endoscopia. Estou há um bom tempo sentindo algumas dores no estômago e decidi que seria a hora de procurar ajuda médica. Pois bem, Sugar me acompanhou, já que é obrigatória a presença de algum responsável. Cheguei lá atrasado, e corri para tirar sangue. Até aí tudo tranquilo. Após isso, me colocaram numa sala com uma maca e me mandaram deitar. Deitei e logo trataram de me sedar, a fim de eu não sentir dor no exame. Ok, injetaram sedativo na minha veia, colocaram um medidor de batimentos cardíacos e me deixaram lá sozinho algum tempo, o qual gastei olhando para o monitor de batimentos - que variavam entre 63 e 67 normalmente. Comecei a rir porque achei tudo muito patético. Eu ali sozinho numa sala, deitado numa maca e sendo sedado. Foi aí que reparei que meus batimentos cardíacos subiam para 75 quando eu ria. E eu comecei a rir ainda mais porque achei isso muito engraçado na hora.

Logo em seguida, entrou o médico e a enfermeira. Ela borrifou xilocaína na minha boca e me mandou deitar de lado, como se eu fosse dormir. Obedeci e quando me dei conta, eu apaguei.

Depois disso só me lembro de estar de pé saindo do laboratório. Porém, Sugar disse que nesse meio tempo, eu fiz um verdadeiro auê no local, perguntando tudo toda hora, e repetidas vezes. E que eu comi bolachinhas e bebi café, e ri, ri e ri. De tudo. Disse também que eu queria descer a escada de quatro.

Segundo ele, eu estava muito engraçado. E até agora ele tá rindo de mim.


1 de set. de 2011

O que te faz sorrir de verdade?

Algumas coisas podem fazer a diferença na sua vida. Seja ela de forma agradável ou não. Você já parou para pensar o que te faz realmente sorrir? Eu sei, você pode ser aquele tipo de pessoas que sorri o tempo, mas já parou para se perguntar quantas vezes você sorri de verdade? Aquele sorriso bonito, branco e verdadeiro. Aquele que não exige nada em troca e que sai de repente, e você nem percebe, só se dá conta que está, de fato, sorrindo quando sente seus músculos da face repuxados. Confesso que isso não me é tão frequente. Me sinto mal por passar dias sem que isso aconteça. 

Mas eu sei exatamente o que me faz sorrir. Ah, se eu sei. É acordar cedinho, disposto para encarar o dia, abrir a janela e sentir o solzinho de leve. É sentar no quintal, fumar um cigarro olhando a rua. É comer alguma coisa gostosa e me sujar inteiro, me sentir como criança. É passar horas conversando com a minha mãe e dormir em seguida, com a conversa ainda fresca na cabeça. É perceber que ainda tenho dinheiro guardado em algum bolso de calça velha. É ver alguém querido depois de muito tempo e perceber que nunca estiveram longe um do outro. É andar pelas ruas correndo o dedo nas paredes com textura, só para ouvir o "rec rec" que faz. É assisti-lo enquanto faz as suas coisas, vê-lo comer com gosto, vê-lo feliz. Gosto de quando desconhecidos falam comigo. Gosto de verdade. Me sinto como se a minha teoria de "sou esquisito, ninguém jamais irá querer falar comigo" caia por terra. Gosto quando estou nervoso, surtando por algum motivo xis e alguém me diz para parar, que estou sendo ricidulo. É um prazer descomunal, experimentem. Gosto do dia. Não gosto da noite. Noite não me faz sorrir. Viaduto do Chá. Viaduto do Chá sempre me faz sorrir ou querer chorar. Nunca consegui me sentir imune a ele. Nunca. Mas vejam só, isso faz dele o meu lugar preferido da cidade. Gosto de deitar em cima dos pássaros pretos e ficar olhando pro teto, pensando na morte da bezerra. Gosto de acordar, olhar no espelho e ver alguma coisa que valha a pena. Isso me faz sorrir.

E você? O que te faz sorrir?

30 de ago. de 2011

dieta

Daí que ontem fui ao gastro. Estou com uma endoscopia marcada para sexta-feira (agora) e algumas restrições na minha alimentação. Embalado pela minha vontade de perder alguns bons cinco dez quinze vinte ou trinta quilos (brincadeira), aproveitei para começar uma dieta. Estou há dois dias sem gordura trans ou saturada no meu corpo. Imaginem o meu humor.

O que é uma vida sem torresmos, bistecas, baconzitos e chocolates? Nada.

Estou me alimentando basicamente de club social integral e uma mistura de banana picada, maçã também picada, iogurte desnatado light e granola com banana seca.

É isso. Junte tudo isso ao calor de 40º que fez hoje durante o dia e suponham que o meu humor esteja em seu nível máximo de alegria.

26 de ago. de 2011

De quando a orgia alimentar se inicia na sexta feira

Acordei na gordura.

Cheguei no trabalho, tomei meu habitual café preto com uma colherinha e meia de açúcar e vim para a frente do computador. Pensei: vou comprar uma carrinha de cereais light. Fui na lojinha e comprei duas, afinal não podia ser tão nociva, né?

Não bastando, comprei dois club social, só pra arredondar o valor. No almoço, "vou comer só um negocinho pra não ficar com fome mais tarde". Nisso vieram duas coxinhas graúdas.

De tarde, "ai que vontade de comer um docinho". E lá fui eu comprar um pacote de negresco e um saquinho de pão de mel.

Agora me passa uma mulher vendendo bolos e eu compro um de brigadeiro branco "só pra experimentar, risos".

E ainda vou num rodizio logo mais.

Armou-se a desgraça.

25 de ago. de 2011

Feliz dia do miojo

- Hoje é dia do miojo. Comemorei com um Cup Noodles de costela e furikake.
- Comprei um par de tenis novos, já que o antigo estava cedendo.
- Comprei a biografia oficial do Dylan e estou dopado de alegria ainda (mas não comecei a ler).
- Vou viajar sozinho em Janeiro. Ainda estou em duvida sobre Serras Gaúchas ou Buenos Aires (ganhei de presente a viagem, sou pobre).
- Experimentei chocolate japonês ontem, e achei uma delicia.

Feliz dia do miojo.

22 de ago. de 2011

#perdi a conta

aí ele disse:

"tu dissolve a minha alma com um olhar
  quebra meus olhos com dois passos
planta sementes coloridas no mar
  fala sobre coisas que não podemos entender,
mas que podemos ver e viver - vi-ver.

e porque deveria?

prefiro fazer cafuné e inventar palavras com você, enquanto o sol nos visita, pela janela."

Sobre as alegrias atuais

Ontem foi um dia muito importante e esclarecedor para mim. Juntei   as pessoas mais importantes pra mim e o retorno foi o melhor possível, todos se gostaram. Fomos numa casa de fondue com atendimento ruim e produtos de nem tanta qualidade assim, porém pelo preço, super valeu - foram comprados pelo groupon, por menos de dez reais cada. No fim valeu a pena. Foi engraçado e só me fez ter mais certeza do que eu quero.

Saí de lá com a boca e a barba suja de chocolate, como sempre.

17 de ago. de 2011

Happy song

Hoje eu acordei bem. Estou ainda mais quieto do que de costume, fato, mas estou muito bem.

Vou guardar a felicidade.

16 de ago. de 2011

notinha

sei lá, não consigo dormir. sinto falta de amigos.
sinto saudade de tantas pessoas que já foram próximas, e por alguma razão se afastaram. talvez fizeram isso por minha causa mesmo, ou talvez tenham se cansado.

acho que muitas coisas só ficarão na memória.

15 de ago. de 2011

The Sun and I

A cidade parecia assustadoramente assustadora quando estava sol. Eu ficava ali parado naquela janela enorme, olhando para baixo, fingindo ser superior e disfarçando o medo que eu sentia de altura, e sobretudo das pessoas que habitavam aquele lugar, e da forma como o sol, o asfalto, o calor e a multidão se tornava um só naquele clima escaldante. Gostava de ver as distorções causadas pelo calor. Eram bonitas.

Eu ficava ali o tempo todo, uma tarde, duas tardes, todas as tardes, fumando um cigarro atrás do outro e sendo triste naquela janela. Já não fazia diferença. As pessoas já não perguntavam mais o que acontecia, o meu psicólogo já não se surpreendia com coisa alguma que eu dissesse, a minha avó não mais me dava conselhos e o meu telefone nunca tocava. As vezes alguém vinha à minha porta me entregar alguma coisa, algum alimento que eu - medrosamente - pedia pelo telefone. Era a minha maior forma de interação com o mundo. A única, talvez.

As vezes eu descia, sentava no banco do parque e ficava horas observando as folhas das árvores caídas, já vermelhas, amarelas e em tom alaranjado. Gostava da forma que elas se misturavam com as cores do por do sol. Gostava do por do sol em geral, aliás. Era um sinal de que a noite estava chegando e eu poderia ficar dormindo. Me desligar um pouco. Os sonhos costumavam ser bons. Talvez fossem os meus desejos de felicidade reprimidos se espalhando pelo universo do meu subconsciente.

Eu costumava ouvir a mesma música todas as noites, antes de dormir. Uma letra simples sobre amor frustrado. É o que todos gostam. É a música que faz sucesso. Mas não importava por que isso não me fazia diferença. Era apenas uma ponte de ligação entre o eu e o mundo.

Mas isso também não fazia diferença.

Eu comi - Prato pronto Seara / Batata frita BK

Bem, como prometido, estou organizando posts sobre coisas que experimentei ao longo dos dias. Hoje vou falar sobre uma coisa boa que comi e uma coisa ruim. Primeiro vou falar sobre o prato pronto da Seara. Estávamos, Sugar e eu ontem à noite de bobeira e resolvemos encher a barriga com qualquer coisa gostosa. Descemos até o Pão de Açucar e compramos alguns itens - muitos itens, na verdade - dentre eles, uma embalagem de prato pronto da Seara. Escolhemos o Peito de Frango ao Molho com Catupiry e Vegetais. A foto da embalagem tinha uma cara ótima, como vocês podem ver abaixo:

Quando abrimos a embalagem, depois de deixar os treze minutos recomendados no microondas, eis que a nossa cara de decepção foi impagável. Uma massaroca branca, sem cheiro, sem sabor, sem nada. Apesar de tudo, mantivemos a esperança e incrementamos com molho de tomate, pimenta japonesa e alecrim. Não adiantou NADA. Ainda continuou com aquele gosto de nada com coisa nenhuma. O frango parecia uns pedaços de colchão. O catupiry parecia creme de leite. Vegetais? Quase não vi. O preço achei caro, pelo custo-benefício sabor. Pagamos R$ 10,10. Não valeu a pena. Não volto a comprar.

Agora o ponto alto do fim de semana, foi ter ido ao Burger King e ver que lançaram no Brasil a porção de batatas fritas com cheddar e BACON! Meus olhos brilharam e não hesitei em pedir a iguaria por apenas dois reais acrescidos ao valor do combo! E a porção veio melhor do que imaginei. Grande, gostosa e barata.


Inclusive, tal qual em raros casos, a quantidade de cheddar e bacon foi mais do que na foto publicitária. E eu adorei. Se vale a pena? MUITO! Se volto a comprar? Certeza que sim.

ps: não tirei fotos dos alimentos, pois estava sem a minha camera à mão e a camera do meu celular não funciona mais, devido a uma atualização de firmware. Aliás, se algum leitor souber como arrumar, agradeço se me disser como. 

notinha

aí ele disse:

"abraço forte. esmago. machuco.

como se a vida dependesse da intensidade do abraço.

queria fundir os dois corpos."

12 de ago. de 2011

Gatinhos Peraltas

Essa noite sonhei que eu morava numa casa sozinho com uns 6 gatos. Todos filhotinhos. Me lembro de estar numa cozinha - que não é a minha - e nenhuma conhecida. Eu fritava alguma coisa, que não sei bem o que era. Os gatinhos andavam por toda a cozinha, e eu me lembro de estar achando aquilo insuportável. Um ao um, eles subiam no fogão e começavam a pegar fogo, e lá ia eu correr com eles para a pia, para apagar o fogo no pelo deles. Isso se repetiu umas cinco vezes. Aí eu acordei.

Tormento.

11 de ago. de 2011

Vícios Atuais

Sou de fase com as coisas. Diria, que bem sazonal, até. No momento as coisas que mais tem me agradado são, não necessariamente em ordem:

Furikake
Temperinho japonês que é usado por cima do arroz. Geralmente vem nos sabores de alga, atum ou algumas variações de peixe. É realmente gostoso. Aprendi a comer isso com o Sugar, e desde então não larguei mais o vício. Como sempre comia quando ia pra casa dele, resolvi que seria legal ter em casa também. Fui na Liberdade e comprei esse da Hello Kitty - na verdade eu queria o do pokémon, mas estava em falta, e como os sabores são os mesmos, acabei pegando o da gatinha sem boca mesmo.

Club Social de Bacon
Bem, esses dias fui à loja de doces que tem do lado do meu trabalho, a fim de comprar algum lanche para tapear a fome. Como sempre faço, anunciei em voz alta e perguntei se alguém queria algo. O meu amigo respondeu que queria um club social de bacon. Fiz cara de interrogação, mas fui mesmo assim, afinal nem sabia que existia esse sabor. No fim das contas, acabei comprando um pra mim também. E adorei. Tem gosto de infancia - porque o sabor me lembra aqueles biscoitinhos da piraquê, que vinha numa embalagem branca com a estampa de várias peças de presunto.


Balas de goma
Confesso que fazia muitos anos que eu não comia isso, mas de um tempo pra cá percebi que o menino que trabalha comigo sempre estava com um desses na mesa. E eu sempre roubava algumas. Não demorou para que eu começasse a comprar também, sustentando assim, o meu próprio futuro-vício, que não é mais futuro e sim presente. Ficou confuso? Enfim, são gostosas. Puro açúcar e corante. Mas gostosas. As minhas preferidas são as verdes, amarelas e laranjas. Não gosto das roxas e nem das vermelhas. Sempre escolho as embalagens que contem mais das minhas preferidas.


Como eu me conheço, logo pego nojo de tudo isso e troco por outros itens.



10 de ago. de 2011

O louco do cartão perdido no meio da cidade grande

Daí que ontem o banco liberou novamente o meu cartão de crédito. Eu já tinha reclamado aqui, em algum momento, o fato de eu estar pelado. Não literalmente, mas no sentido de só usar trapos. Aí que num ataque subito, decidi sair pra comprar roupas.

Imaginei uma cena meio bizarra. Eu no meio da cidade, louco com o cartão na mão. Carregando um monte de sacolas e bebendo champanhe, rindo para o alto, sozinho. O louco do cartão de crédito.

No fim, só comprei uma camisa e duas camisetas. 
E dois mousses de chocolate.

8 de ago. de 2011

60

E aí, ele virou e disse:

"Se tem alguma coisa que desejo que nunca acabe, é acordar do teu lado, sentindo os primeiros raios de sol que atravessam a enorme janela do quarto. É poder criar palavras que só a gente entende. É excluir o mundo por algumas horas e voltar, assim, renovados à essa cidade suja. É andar pela cidade, fingindo que somos os donos dela. É comer, comer e comer. É aprender línguas novas. É o porco e a cadela. É o cheiro da minha avó na sala. A gata arisca. A falta de dinheiro que nos acomete a cada quinzena. É a barriguinha."

E aí que mudou muita coisa, desde então.

4 de ago. de 2011

Night Train

Era meia noite. O último trem se preparava para partir. Ela, com seu casaco ainda úmido da garoa fina que caía lá fora, se sentou do lado dele. Ele usava um chapéu e repousava sua cabeça no vidro, fazendo-o parecer embriagado ou algo do tipo. A respiração dela parou por alguns bons e longos segundos, como se a presença dele a completasse. Ela jamais teria visto-o. E ele jamais teria visto-a. Mas ela sentiu, naquele momento, que aquele instante estava preparado para ambos. Era algo inevitável. O encontro pelo qual ela sempre esperou, sem saber que esperava. A necessidade fora criada naquele momento e ela jamais saberia viver sem ele.

E ele nem sabia de sua existência.

Golpe na praça

Ontem foi um daqueles dias que eu penso seriamente em me tornar um golpista na praça. Daqueles que vivem passando cheques sem fundo por aí. Daqueles que se disfarçam de outras pessoas, arrumam outro nome novo e limpo na praça e essas coisas que achamos absurdo, mas que existe aos montes por aí.

Perguntei aos meus amigos próximos, quem tinha nome limpo no SPC.
...
Ninguém.

Daí que resolvi entrar no site do banco e vi, que por um acaso, o meu crédito estava disponivel novamente, depois de um grande tempo bloqueado, devido a pendências junto ao banco. Não era um valor muito alto, mas o suficiente para eu conseguir comprar roupas. Preciso de roupas, estou andando quase pelado. Tudo surrado, fazendo dó por aí.

Saí do trabalho, todo feliz, caminhando pelas lojas que tem aqui perto e escolhi um tenis. Um tenis que eu já estava pensando, há um tempo. Último par, do tamanho do meu pé, exatamente. Só podia ser meu, claro. Experimentei, perfeito. Vou levar, anunciei em bom som. A mulher, toda feliz por ter realizado uma venda quase na hora de fechar a loja. Saquei o cartão de crédito e mandei passar.

Não autorizado.

Dei risada e pedi para tentar novamente, "deve ser problema na máquina, né rs".

Não autorizado.

Devolvi a sacola e saí.
Alegria de pobre dura pouco.
Até agora não sei exatamente o que aconteceu. Nem tô com coragem para pesquisar e descobrir.

texto sincero de alguém que está feliz

Estava encostado na cozinha do Sugar, enquanto o mesmo preparava um bolo de caneca. Pensei, pensei e pensei por alguns instantes e percebi "eu estou feliz". Essa frase sempre me deu um certo medo, confesso. Talvez por não saber como lidar, ou mesmo por temer a angústia que se seguiria e o medo de não conseguir mais "estar feliz". Tudo vira uma bagunça.

Mas e daí? O que importa é o que se sente na hora e o que te faz bem no momento. Somos acostumados a viver pensando no amanhã e deixamos de viver o hoje.

Estou bem. E vou me agarrar a isso, mesmo que isso passe, mesmo que um prédio caia sobre mim, mesmo que eu nunca mais tenha dinheiro na minha vida.

2 de ago. de 2011

O porquê de eu não querer fazer faculdade

Muita gente me pergunta: Você faz faculdade do que?
Ao que invariavelmente, respondo: De nada. - Como nada?, rebate a outra pessoa. Nada. Rebato eu. E nisso ficamos por algumas longas horas. Mentira, mas o tempo suficiente para a pessoa saber que não está falando com uma pessoa muito regrada e de acordo com os padrões da sociedade. Quem disse que eu preciso sair do ensino médio e já ter na cabeça, o que eu quero para o resto da vida? E se eu quiser apenas viver?

Pois bem, eu nunca fui um aluno ortodoxamente disciplinado. Claro, nunca fui daqueles que bagunçam aula, batem no colega e nem nada do tipo. Nunca recebi reclamação sobre mau comportamento. Ok, já recebi sim, afinal uam criança é uma criança. Mas nunca fui da turma do estudo. Sempre gostei de ficar no meu canto analisando a paisagem externa à janela da sala de aula, ou mesmo desenhando na mesa. Sempre desenhei.

Desde que eu era uma criança, eu já sabia o que eu queria. Trabalhar com arte. E assim segui decidido a nunca pisar numa faculdade, sentado em uma cadeira, ouvindo um professor de 80 anos falar sobre As mais eficazes Teorias da Administração. Jamais conseguiria.

Meu pai sempre quis que eu fizesse Engenharia, tendo proposto até mesmo pagar o meu curso. Pois esse era o sonho dele. Já a minha mãe, é menos exigente. Ela se contenta com apenas um diploma. Mas para que serve um diploma?

Aí voltemos ao que eu escolhi para viver. Arte.
E você me pergunta, o que é arte, afinal?

Arte é aquilo que exprime o seu coração. Apenas.
E eu te pergunto, como alguém pode ensinar o que vem do seu coração?

27 de jul. de 2011

Manhã

Tenho o hábito de dormir muito tarde. Isso é um fato. Não, não sofro de insonia. Apenas, durmo tarde. Não consigo dormir antes da meia noite. Isso faz com que, consequentemente, eu acorde muito em cima da hora para o trabalho. Como hoje, por exemplo. Mas em manhãs bonitas como essa, eu realmente, desejaria acordar mais cedo para aproveitar a manhã. Gosto das manhãs, em geral. Dá uma sensação de renovação, energia ou algo próximo de vigor. Sou um cara com totais hábitos diurnos. Não gosto muito de sair á noite.  Gostaria muito de poder acordar cedo, preparar um café quente, comer um pão na chapa e fumar um cigarrro no quintal. 

Meus dias seriam melhores.

E eu estou com muito sono.

24 de jul. de 2011

Omelete de cachorro quente

Bom, como prometido, aqui vai mais uma postagem sobre comida, gastronomia e afins. Esse fim de semana me arrisquei bastante na cozinha. Percebi que gastando muito pouco, é possível fazer coisas gostosas, aproveitando aquelas coisas que ficam no fundo da geladeira. Daí que eu passei o fim de semana na casa da Perninha, que por sinal, foi muito bom. Estou feliz até agora e com sorriso de idiota, mas isso não vem ao caso neste momento. No sábado resolvemos fazer alguma coisa diferente para almoçar, usando aquilo que tinha na geladeira. Foi daí que surgiu o Omelete de cachorro quente, claro, eu criei (sou chef). Fizemos um gohan (arroz japonês) rápido, naquelas panelas elétricas e aproveitamos uns ovos e alguns ingredientes para fazer o tal omelete. Basicamente, é um omelete comum. Bate-se dois ovos com leite e um pouquinho de farinha de trigo, sal e uma pimentinha básica. Acrescentei uma salsicha picada (resto do cachorro quente que fizemos no dia anterior) e coloquei para fritar. Devo dizer que virar o omelete é sempre a parte mais dificil, mas é muito necessária, a não ser que você queira um omelete queimado embaixo e cru por cima. Feito isso, coloquei um pouco de gohan no prato, com furikake por cima (meu novo vício - e para quem não sabe do que se trata, é basicamente um "temperinho" á base de algas, ovos e peixe seco) e coloquei a tal omelete do lado. Por cima da mesma, coloquei o resto do molho de tomate do cachorro quente e joguei batata palha por cima e TCHARAM, temos um prato bonito como este abaixo.


Ficou gostoso.

Para a sobremesa, fizemos um bolo de caneca que eu não me lembro da receita, mas você encontra aqui. A aparencia dele ficou como a de um monstrinho que grunhe quando a gente olha, mas ficou gostosinho. Tinha até calda, tá? Coisa rica.

22 de jul. de 2011

Laranja Podre

Parte do meu salário caiu ontem na minha conta. Estava um dia atrasado, e coincidiu com a data que a minha fatura do cartão também cai. Eu estou devendo um valor razoável na praça, logo o meu dinheiro caiu, o banco engoliu e ainda continuou negativo (além de ter engolido o que tinha sobrado do mês passado).

Eu não tinha nenhum dinheiro físico. Exceto, cinquenta e cinco centavos.
Eu não tinha cigarros, apenas dois. Os quais já foram consumidos.
Eu tinha stress. Somou-se mais.

Daí que na minha casa, não temos o hábito de cozinhar. Logo, dependo de dinheiro para almoço todos os dias.

Estou com vontade de fumar.

Sentei num banco da Praça, junto com alguns pombos gordos e eis que de repente, não mais que de repente, uma laranja podre vem rolando em direção ao meu pé. E ficou lá, olhando pra mim.

Meio que como a vida dizendo "Coma isso, seu infeliz. É o que te resta".

21 de jul. de 2011

Feira

Trabalho num ambiente fechado, com algumas pessoas dividindo o mesmo espaço. Dentre eles, a maioria, jovens mulheres. Sem querer generalizar, estereotipar ou qualquer coisa do tipo, mas mulher é muito complicado. Neste exato momento estou aqui, com cara de exu encarando o monitor, com pressão baixa, sem ar, com dor de cabeça e tem UM BANDO DE BISCATES gritando e rindo alto perto de mim. Eu estava bem. De bom humor. Eu juro que estava.

MAS NÃO DÁ.

Não bastando, hoje saí para almoçar com as duas unicas pessoas que gosto daqui, a P. e o G., daí que quando voltamos, começaram a dizer que estávamos fazendo suruba. ORGIA.

Ah, vão se foder.

19 de jul. de 2011

Dontido

Quero ouvir você dizer qualquer coisa, só para me desligar um pouco. Porque sim, quando você fala, eu me desligo por alguns instantes e viajo pelas camadas mais bonitas que existem dentro da minha cabeça. Aquela camada que só tem corações, estrelas, pianinhos, ukuleles, banjos felizes e as palavras que criamos. De onde sai as idéias para desenhos com aquarelas delicadinhas. De onde sai a boa educação. O lado escuro da estrada some por alguns instantes. Daí, eu só concordo com o ultimo verbo que você diz e tento te confundir. Eu gosto de você. Gosta.

17 de jul. de 2011

Daisuki da yo

Daí que eu tô feliz.
Tô há trinta minutos tentando escrever alguma coisa que exprima isso. Mas não será possível. :)

Considerações finais: Descobri que a simplicidade é a chave do negócio e eu tenho um bentô de porquinho rosa.


















Daisuki da yo!

15 de jul. de 2011

A Linha do Trem

"A linha do trem tem muitos pedregulhos.
No meio deles existia um que era especial.

Frágil.

O trem da noite chegou e passou pelo trilho,
espalhando todos os pedregulhos.
O frágil se misturou com os outros.

[ilustração de um trem passando]

Não posso mais vê-lo."

Reprodução de uma página do meu caderninho. Rabiscado hoje no início da noite, sob uma gama de sentimentos confusos.

14 de jul. de 2011

Kit Kat Nacional

Bom, como todo mundo sabe, sou uma pessoa que gosta muito de comer bem. Digamos que eu seja o típico bom de prato, de garfo ou o que seja. E na maioria das vezes, não economizo em gastar dinheiro com coisas que quero comer, gosto e tenho vontade. Hoje estava pensando e decidi criar uma sessão semanal para esse blog, falando sobre coisas ou lugares que eu tenha comido. Algo como uma crítica, sugestão e etc. Ok, sei que existem dezenas de blogs famosos que já fazem isso, mas ainda assim achei a ideia interessante, no mínimo divertido. Se tem um assunto que eu gosto de falar é comida, gastronomia, lugares e afins. Então vamos ao primeiro post da sessão :)

Resolvi começar com o Kit Kat. Chocolate famoso por aqui há uma década atrás, antes de ser tirado de linha em terras tupiniquins. Me lembro de quando eu ia visitar a minha avó, que mora do outro lado da cidade, e eu pegava vários onibus até chegar lá. E sempre tinha aquele povo vendendo doces no coletivo, e quase sempre podia encontrar Kit Kat por um real. Juro. Surreal, não? Sempre achei muito gostoso, porém não era meu preferido. Sempre tive o CHARGEEEE como preferido. Até hoje, aliás. Daí que nesse mês de julho, voltaram a comercializar o Kit Kat. O tal do Bis grande, que recentemente adquiriu um enorme hype em cima dele, sendo usado como souvenirs para qualquer mortal que fosse pra fora do país. Idolatrado por muitos. Algo parecido com o que houve com os cupcakes há uns dois anos atrás.



Trabalho no centro da cidade e hoje resolvi me aventurar em restaurantes desconhecidos, no meu horário de almoço. Daí eu passei na frente de um lugar muito grande que vende doces, e como eu sou gordo, e como é de costume meu, comer um doce qualquer depois de almoçar, entrei e logo me enfiei nas prateleiras de chocolates. Foi quando vi essa belezinha e decidi pegar logo três. O preço achei meio salgado, cinco reais cada um, mas como eu estava realmente com vontade de experimentar a versão brasileira do mesmo, fui lá e não hesitei em comprar. Por incrível que pareça, não comi nenhum. Deixando somente para provar agora de noite (um deles eu comi agora há pouco junto com o Sugar) e os outros guardei, pensando no post já.

O gosto é o mesmo do gringo? Não sei exatamente, porque estou usando uma pasta de dente para gengivite que possui muito fluor e isso acaba com o meu paladar, ou se realmente é diferente. Não achei ruim. Chocolate nunca é ruim, mesmo aqueles feitos de banha. Mas não senti aquele sabor orgástico que senti, quando comi alguns importados recentemente. Pode ser muito clichê dizer que coisa nacional não presta, mas de fato, achei que não vale o preço. Eu poderia comprar uma caixa inteira de Bis, por muito mais barato e teria sentido o mesmo "efeito". Aliás, achei a camada de chocolate muito fininha e o biscoito com gosto de cream cracker. Como eu disse, não sei se é o meu paladar, ou se realmente é assim. Alguém que provou, sentiu a mesma coisa?



Se eu compraria de novo? Dificilmente, por esse valor. Não achei um valor justo. Talvez se barateassem uns 2 reais, eu compraria novamente, fácil. Porque querendo ou não, com cinco reais eu posso comprar uma barra grande de chocolate Hershey's meio amargo (um dos meus preferidos), ou mesmo um Talento, que é uma delícia.

13 de jul. de 2011

Yellow Submarine

Daí que hoje o japonês que trabalha comigo, faltou. Faltou pela primeira vez em muito tempo, ao contrário do bonitão aqui. Mas claro, o trabalho dele sobrou todo pra mim. Daí que o inferno subiu para esse lugar e eu enfrentei uma guerra. Estou com a cara toda suja de tinta para camuflagem, cortei meu braço esquerdo ao tentar matar um tigre, atirei errado e acertei meu pé direito e cortei a boca lambendo uma lata de alimento especial para guerra. Claro, estou também todo sujo de areia do deserto e três companheiros morreram em combate. Detesto trabalhar demais.

Corrigindo: Detesto trabalhar, ponto final.

ps: o título da postagem é porque hoje é dia do rock, e porque acordei ouvindo essa música no repeat.

12 de jul. de 2011

Bitch

Trabalho em uma região com várias opções para almoçar. Tem para todos os gostos, desde lugares simples até os mais sofisticados. Hoje senti vontade de ingerir "saúde". Quando isso acontece, recorro ao Subway. Rápido, relativamente saudável e light e barato. Parei na fila, e a mocinha me encarou. Como estou de TPM masculina, senti vontade de chorar porque ela me encarou "diferente". Ok. Perguntei qual era o lanche do dia, e ela me respondeu "almondega". Pedi um no pão integral de 15cm. Mandei colocar todos os vegetais e aguardei ali paradinho, curtindo minha acidez de humor.

Paguei e sentei numa mesa com o lanche. Quando abri, o lanche se desfez INTEIRINHO. A menina esfarelou meu pão todinho de propósito. E cortou ele de fora a fora, fazendo com que na hora que eu pegasse na mão, o recheio caisse pelos lados.

Aposto que ela pensou: Esse é gordo. Tem que sofrer.

Vagabunda.

11 de jul. de 2011

Aleatoriedades do fim de semana

- "Mais você" e "Mais de você" são coisas completamente diferentes.
- Eu nunca devo comer lanche do subway de trinta centímetros depois das 18h. Meu estomago fica chorando.
- Isqueiro Zippo deixa gosto diferente no cigarro.
- Eu ainda sei cantar a música de Sakura Card Captor.
- Gosto muitíssimo de ver a Priscilla. Gosto de te ver leãozinho.
- Dei na moto dela.
- Gosto de receber abraços.
- Gosto do bolinho de carne seca do Estadão.
- Gosto da comida do Estadão.
- Gosto do pudim do Estadão.
- Não sei lidar muito bem com despedidas, mesmo que breves.
- Comprei uma calça. Minha família deu gritinhos de aleluia.
- Descobri que não gosto de fliperama. Só da máquina de puxar ursinhos, apesar de ela ser fisicamente impossível. Não dá pra pegar um ursinho pesado com uma pinça de alumínio e abertura pequena.
- Coloquei a ficha numa máquina que simulava uma moto e eu não sabia nem sair do lugar. Fiquei esperando o tempo acabar, olhando pra tela.
- Eu estava com saudade da Marina, Mariana e Fernanda. E achei muito legal conhecer o Alexandre que desenha.
- Descobri que no Japão existe BOLINHO ANA MARIA EM BAGUETE!
- Descbri que somos parecidos. Pelo menos é o que dizem.



- E eu tô bobão. :)

8 de jul. de 2011

Teresa

Oi Teresa, resolvi deixar alguns pensamentos egocentricos de lado e lhe escrever este email. Estava aqui mexendo nas milhares de pastas do computador e achei algumas fotos, já esquecidas. Me transportei para aqueles dias e lembrei do seu sorriso. Da sua simplicidade. Daquelas tardes despretenciosas de sábado, ou do início da noite que eu via todos se arrumarem para sair, e eu ali á toa para o que viesse. Bons tempos. Ainda tínhamos a disposição de jovens, éramos apenas um ensaio da mentalidade de hoje, mas o corpo era mais saudável. Apesar de bebermos mais, fumarmos mais e passar noites e noites acordados falando sobre espíritos, vida e resoluções. Sinto saudade de você, Teresa. 

Eu sei que passamos por tantas desilusões amorosas, apesar da idade. Mas tudo era mais divertido. O simples fato de tentar passar o VR da sua amiga no bar, pra comprar cigarros, já era uma festa. Nossa vida era uma festa e não tinhamos percebido. É sempre assim, quando não tem mais, faz falta. E eu me encontro aqui, neste exato momento, sentado no degrau da cozinha e digitando essas palavras.

Eu sei seu nome. Lembro das manhãs de derrota. Lembro também de nadamos no meio da chuva, no litoral. Tudo isso me veio na cabeça, em tipo, dois segundos. Mas ó, vou te contar um segredo: Quero te ver bem.

Logo mais estará se achando velha deprimida. Mas não deixe isso te abalar. Coloque seu coturno e vá à luta.

Tchau, Teresa.