28 de mai. de 2011

Calmaria

Momentinhos simples mas que fazem toda a diferença. Fazia muito tempo que não me sentia tão bem como ontem/hoje. Primeiro, porque ambos os dias tinham tudo para dar errado e no final das contas, deu tudo certo. O clima está frio, perfeito pra ficar em casa, mas eu tive que sair pra trabalhar. Inclusive hoje, sábado. Estou gordo, isso é motivo suficiente para me tirar o sono. E acordei de mau humor em ambos os dias. Mas estou curtindo trabalhar aqui no lugar novo. Tá um clima gostoso, me sinto mais sociável. Ontem fui chamado para ir a um bar pelo meu melhor amigo aqui do trabalho, queria muito ter ido, mas recusei por motivos maiores. Cheguei em casa e fiquei horas interagindo com a minha família, coisa que quase nunca consigo fazer tão "bem-sucedidamente". Comemos pizza juntos e foi tudo legal.

Acabei de me arriscar na cafeteira aqui do trampo, e posso dizer que fui muito bem sucedido na tarefa. Logo peguei meu canecão, enchi metade café quente, metade leite gelado. Aproveitei e comi umas torradinhas com manteiga que estavam moscando no refeitório.

Feliz.

Hoje quero comer waffle. E tem que ser o de lugar "x" no lugar "x". Waffle com doce de leite. NHAM.

E amanhã vou na Liberdade comer tempurá com a minha mãe. :)

Life is good (acho que eu tava realmente merecendo/precisando de momentos legais).

21 de mai. de 2011

Tango, café e cigarros

Um tango tocava e uma galera dançava no ritmo do som. Os carros passavam, muita gente passava e eu estava ali sentado sozinho. Bebia meu café, já morno de tanto resistir ao frio que fazia. Eu fumava um cigarro enquanto ouvia qualquer coisa no meu fone de ouvido. Alguns casais dançavam graciosamente, outros nem tanto. Um gordinho desajeitado, uma velha senhora com cara de rica e mais um tanto de pessoas curiosas se uniam naqueles passos, tentando se divertir, aprender a dança, passar o tempo, ou seja lá qual o motivo, todos estavam unidos ali. Eu tentava apenas passar o tempo, talvez descansar e me sentir um pouco melhor. Na verdade era um misto disso tudo. O café acabou e passei a usar o copo como cinzeiro.

Coloquei a mão no bolso da blusa e senti um plástico. Me lembrei que era o pacotinho de skittles - o arco íris de frutas - e mais precisamente, só as balinhas roxas. As menos gostosas. As rejeitadas. Comi, talvez pra sentir que ainda tenho jeito. Utilidade.

Estava um pouco deprimido. Oras, num sábado à noite, tudo planejado para que fosse um dia legal e eu ali sozinho, sentado, fumando e assistindo as pessoas se divertirem. 

Mas quem se importa? No fim tudo dá no mesmo. 

Tomei 3 comprimidos para dormir.

E é isso.

19 de mai. de 2011

Sayonara Summer

Minha rotina mudou bastante. Ok, nem tanto assim. Mas o suficiente para causar aquele estranhamento quando vamos iniciar alguma coisa nova. Primeiro, porque resolvi assumir uma postura diferente diante das coisas, situações e pessoas que estavam, de certa forma, me causando stress. Tem pessoas que me cansam, pelo simples fato de estarem lá paradas. É. Resolvi me afastar do que me faz mal, do que me faz sentir estranho ou qualquer coisa do tipo. Não sei se estou sendo bem sucedido. Não sei o que vai acontecer daqui pra frente, mas estou tentando.

A rotina no trabalho mudou bastante também. Primeiro, porque mudamos de lugar, estamos num lugar bem mais amplo, prático e bonito agora. O que ajuda bastante na execução do trabalho, já que antes eu ficava o dia todo encarando uma parede roxa e um monitor. Agora posso ver a rua e assistir televisão enquanto faço meu trabalho. Recebi a ordem de não entrar mais em redes sociais enquanto estou trabalhando, o que eu achei bem legal, já que tinha planejado isso independentemente disso. Estava muito viciado em internet e isso não me fez e nunca me fez bem. Por outro lado, eles não contavam com uma simples ferramenta que possuo: celular com acesso à internet. O que nem faz tanta diferença assim, já que a única coisa que faço questão é o gtalk, pra conversar com a mesma meia duzia de pessoas legais de sempre. 

Agora tem pãezinhos, frios, café e leite na cozinha do trabalho. Pode parecer simples, mas não tinha antes. Ah, e agora tenho direito a cinco minutos a cada hora, para esticar as pernas e fumar. Está ótimo pra mim, considerando que não fumo de hora em hora.

Mudando de assunto, hoje fui no Shopping Light e entrei no banheiro. Ao entrar, me deparei com algumas frases curiosas riscadas na porta de madeira. Ao observar mais atentamente, percebi que era a minha letra. Lembrei que fui eu quem escrevi aquilo há uns dois anos atrás, num momento de loucura. Senti um pouco de vergonha de mim mesmo, confesso. 

Preciso dormir, já que não são mais permitidos atrasos no trabalho. Isso foi dito bem pra mim. Bom, nem me abalo. Logo logo essas regras caem no esquecimento e vira toda a aquela várzea que sempre foi.

13 de mai. de 2011

O amor que você e eu procuramos, cadeiras e a sexta feira do capeta

Hoje foi uma sexta feira treze realmente do cão. Cheguei no trabalho e em quinze minutos me descarregaram, tipo, uma semana de serviço. Ok, como bom funcionário que tento ser, fiz tudo, mesmo que cansado. E muita paciência. Muita mesmo. Enfim, e como bom ser humano que sou também, me permiti algumas pausas para fumar e esticar as pernas. Numa dessas pausas, lá na rua, fumando meu cigarro e admirando a paisagem do centro de Sampa, me vem a seguinte questão: Porque a maior meta das pessoas é o amor? Porque os problemas das pessoas, quando desmembramos, sempre termina em amor? Amor realmente move o mundo? O que diabos é o amor? 

As pessoas chegaram num ponto critico (e eu me incluo nisso), de acreditarem "precisar" de alguém para preencher esses dias vazios, para preencher esse cliama sombrio que a cidade nos traz nos dias cinza, alguém que faça a diferença em meio à tantas pessoas que circulam à nossa volta todos os dias. Alguém pra quem ligar no fim de um dia caótico, onde o metrô quebra, a chuva cai sem parar, as pessoas se aglomeram e você recebendo milhares de emails e ligações de cobranças. Isso é o que a maioria dos humanos querem. Nesses tempos onde a solidão é tão grande, que você está acostumado a passar mais de 24h sem dar uma risada diferente, ou mesmo naqueles domingos solitários onde você sequer abre a boca para falar. Nesses tempos que você grita e ninguém te escuta. Essa é a diferença. Você quer alguém que te escute, alguém que te guie, alguém que te - arrisco dizer - entenda. E com certeza, esse alguém quer isso de você também. Ou de qualquer outra pessoa que faça o mesmo. Uma coisa que aprendi, nesses muitos anos de experiência, cof cof - é que você nunca será insubstituível, romanticamente e "amizademente", falando - talvez, familiarmente seja bem diferente. Tudo o que você proporciona a alguém, sempre terá um outro alguém que fará igual ou melhor. Nunca acredite se alguém disser "você é insubstituível". Claro, todos somos únicos como ser humano. Temos nossas peculiaridades, manias, comportamentos e etc. Mas não somos insubstituíveis. Por mais frio que isso pareça, é a realidade. Relacionamentos humanos, de qualquer espécie, tem prazo de validade. Uma hora a torneira quebra, o espelho cai no chão, a cadeira quebra a perna, e elas serão descartadas. E consequentemente, talvez, servirão para que outras pessoas a reciclem e utilize, no melhor dos casos. As vezes não. As vezes a cadeira ficará pra sempre num brechó, esperando por alguém que encontre algum charme ou utilidade nela. E é assim que funciona no nosso mundo. Somos cadeiras.

E eu perdi totalmente o fio da meada, porque li um tweet engraçado.

E é isso. Feliz sexta feira treze! :)

10 de mai. de 2011

Talvez eu tenha aprendido

É um fato que eu ainda sou preso ao passado. Isso não escondo de ninguém. Ainda assisto desenhos antigos e me transporto pros meus 10 anos de idade, quando tudo era tranquilo. Ainda sinto falta das conversas com a minha família, de visitar parentes, de conversar com a minha irmã até de madrugada, dos meus cachorros da infância. E sinto falta de tempos não tão passados assim. Sinto falta de ter algum amigo pra conversar todo o tempo. Sinto falta dos fins de ano no litoral com a família reunida. Mas isso já passou. E não vai voltar. Eles se tornaram outros, e eu também me tornei outro. Estou mais recluso, velho e chato. Sinto falta de ter com quem sair nos fins de semana, sinto falta de poder contar com algum amigo. Estou sozinho.

O que tenho que fazer é me esforçar para ter novos momentos felizes e me desprender do passado.
É isso o que eu vou fazer.

6 de mai. de 2011

E agora

estou completamente sozinho.

5 de mai. de 2011

O não Show da Tulipa Ruiz e a experiência frescurística de um simples cupcake

Para os desinformados, exite uma cantora de São Paulo, chamada Tulipa Ruiz. Não conheço muito sobre ela ou sobre sua carreira, mas do pouco que ouvi posso, seguramente, afirmar que é boa e eu gosto. Ela é da mesma safra dessas novas cantoras tipo Céu, Tiê e afins, mas eu ainda acho que ela é a melhor, justamente por ter algum tipo de diferencial no seu timbre, banda e etc. Suas letras são simples, sinceras e pretenciosamente despretenciosa (é o que passa), mas isso não deixa de ser bom. Enfim, uma cantora muito bacana. Vou postar um video dela, pra quem não conhece:
Daí que ontem teve um show dela no Itaú Cultural, descobri por um acaso no twitter. E ainda era de graça. Claro, não deixei passar a oportunidade e logo escalei alguns amigos para me acompanharem. Combinei com o Vini, fomos até lá com uma hora de antecedência e ficamos abismados com a quantidade de pessoas na fila. Ouvi dizer ali, que tinha gente desde as cinco horas da tarde na fila. O show começaria as oito. Logo desanimei e percebi que não iria rolar. Continuei ali na fila por alguns minutos, por desencargo de consciência até desencanar de vez. Ficamos ali esperando o Juarez chegar até decidir o que fazer. Aí vem a segunda e mais interessante parte da história. Claro, comida. Sempre. Fomos os três até o Shopping Paulista com a ideia de comer Cupcakes. Aqueles bolinhos hypados e caros que vendem por aí. Confesso que sempre tive uma certa resistência a esses bolinhos, pois sempre tenho a impressão de que comida bonita e enfeitada demais, peca no sabor. Ficamos uns 10 minutos na frente da loja olhando e analisando cada sabor (aproximadamente uns 10 disponíveis) e com pesar, cheguei à conclusão de que o de coco com chocolate estava mais apetitoso, visualmente falando. Escolhi ele. Juarez também. Vini escolheu o de mação, que também estava com uma cara ótima. Peguei o bolinho na mão. Pesado. Não era tão leve quanto imaginei. Mas também não era grande. Maior parte da altura dele era devido à ENORME quantidade de cobertura. O bolinho em si é baixinho, tipo aqueles bolos que você assa e não cresce. Dei uma bicadinha na cobertura, e tinha gosto de brigadeiro em lata. Não que seja ruim, mas eu esperava mais. O bolinho em si é seco e esfarelento. Por fim, achei caro e nada de extraordinário, e fiquei com aquela impressão de que poderia ser feito em casa igualzinho, usando como base um bebezinho da panco. Mas nem reclamo, afinal que pagou o meu foi o Juarez. Hahaha! Saímos do stand com a sensação de que teria sido melhor comprar Frozen Yogurt.

Ok. Post sem nada de relevante. Só queria dividir a minha experiência de comer cupcake, o qual sempre fui resistente. :)

Ah, essa semana tá boa. Só pra deixá-los atualizados sobre o meu eu. Isso se alguém se interessa por isso. E no geral está tudo tranquilo, sem muitas novidades. E só pra constar, estou com umas ideias artísticas bem legais para colocar em prática à partir deste domingo, então, a quem interessar, provavelmente semana que vem terá bastante coisa legal no meu blog de ilustrações. E é isso. Bom, finalzinho de semana a todos. :)

1 de mai. de 2011

Querido Diário

Meu nome é Vinícius, não tenho sono. É segunda feira já, e dentro de 5 horas acordarei para trabalhar. Sono, cadê? Não veio. Tudo bem. Osama morreu e a galera tá comentando disso em peso. Preguiça, embora alguns comentários estejam bem engraçados. Ele não fazia diferença alguma na minha vida, assim como 97% das pessoas que eu conheço. Vou escrever aqui até eu ficar com sono, sobre qualquer coisa e qualquer assunto aleatório que vier na minha cabeça. Talvez eu conte da minha vida, talvez não. Tanto faz. O fato é que, estou sem sono porque dormi 3 vezes hoje. Ou ontem, melhor falando. 1- dormi no sábado as 3h da manhã, um fato muito comum de acontecer, já que é a única madrugada da semana que tenho para viver (acende um cigarro). Aí que eu acordei as 11h da manhã no domingo e fui dormir novamente as 14h (sim, fiquei só 3h acordado). De tarde inventei de ver filme (Student Service - ou algo do tipo - um filme francês sobre uma prostitutazinha) e não aguentei terminar, inclusive está aqui pausado ainda nos 43:56, e dormi novamente as 18h. Acordei as 20h com uma fome descomunal e sem saber quem eu era. Esse foi o meu domingo. Além de ter passado por todas as emoções possíveis. Eu quis matar, eu quis rir, eu quis morrer também. E até quase chorei pela Ella. Ella, você vive ainda? Tenho saudade. Um beijo. Tá, faz tempo que não escrevo nada não-depressivo aqui. Vamos lá. O que querem saber? Como tem andado os meus dias? Como foi minha semana? Jura que vocês se interessam pela minha vida? Então tá, vou contar. Primeiro, trabalhei muito. Muito mesmo. Me senti um chinês que fabrica tenis Nike. Literalmente. Pelo menos, consegui pagar meus bons drink por aí. Passei alguns dias subsistindo à base de trufas de prestígio, não que isso seja bom (não façam em casa), mas pelo menos deu uma diferenciada daquela coisa "prato do dia na central de sucos". Daí eu descobri que do lado do meu trabalho vende uma cocada gostosa. Mas não é cocada cocada. É cocada. Ponto. E é um real.

Não estou com sono ainda. Alguém me ajuda? Ok. Eu confesso. Gostaria muito de dormir acompanhado. Esse clima tá ótimo pra isso. Só pra dormir mesmo. E viva o segundo travesseiro! Ah, me disseram que eu sou fofo. O que é ser fofo? É ser gordo? bonitinho? legalzinho? Não gosto desses adjetivos. Gosto de cocada. A cocada de um real. É disso que eu tenho gostado. Daí que voltei a me tornar um amargurado-descrente-crente-freira-louca. As pessoas são chatas demais e não existe ninguém interessante. Tudo muito boooooring. Acho que vou dar um tempo nessa palhaçada geral e dar um unfollow real nas 500 pessoas que me seguem e twitar sozinho (rá rá). Ok, ainda não estou com sono. Quero um frappuccino de morango. E eu nem gosto muito de frappuccino. 

Estava aqui pensando, quando foi a ultima vez que chorei ou dei risada de verdade. Não lembro. Sou chato. Por isso que ninguém gosta de mim. Menino sem sal e sem açúcar. Apático. Vou te bater. Tô louco. Sorvete. Desenhei um sorvete "sensação" hoje. Morango com gotinhas de chocolate. Amanhã posto no Eat it! Ah, e desenhei a Karen O. Mas ficou feia. Aliás, não gostei de nada do que eu desenhei hoje. Falando nisso, lavei o meu banheiro hoje. Minha mãe tava brava por que tava muito sujo. E segundo ela, eu lavo um banheiro como ninguém. Encarei como elogio. E eu lavei como ninguém mesmo. Muito lindo meu banheiro. Ah, coloquei toda a minha roupa pra lavar também. Mas fui bem espertinho, tenho duas calças jeans (antes só tinha uma) e coloquei só uma pra lavar, porque eu sabia que não ia secar. Sou muito inteligente, viu? Aí, eu já tô com a camiseta que eu vou trabalhar amanhã, fica mais fácil, tô só de cueca na parte de baixo. Aí fica mais fácil, é só se enfiar na calça. Nem precisa trocar nada. Aprendi isso quando criança, quando morava com a minha vó. Que é muito da espertinha também. Vontade de tomar o sorvete que eu desenhei. Ah, e tô com vontade de fast food também. Alguém quer comer comigo essa semana? Obrigado.

Espero que amanhã tenha cocada na lojinha.

Nossa, ontem sonhei com o meu pai. Estávamos os dois na praia, tomando hi-fi e conversando sobre alguma coisa muito séria (mas eu não me lembro o que era). E ao mesmo tempo, tinha alguém assistindo a gente. Era um cara velho que sorria muito. Parecia que a cara dele tinha congelado aquele sosrriso doentio. Acordei muito assustado, porque era a mesma expressão do cara que se masturbou olhando pra mim no ônibus, na volta da escola quando eu tinha catorze anos (foi traumático, gente). Desde então fiquei assim. Sequelado. Louco. Mentira, mas foi muito desagradável. Tenho muito nojo de pedófilos, tanto quanto tenho nojo de gente com pelos na orelha e nas costas. Eca.

Sem sono ainda. sacosacosacosacosaco. Acende mais um cigarro.
Minhas costas estão doendo de tanto ficar deitado. O tempo que eu não fui Amélia hoje, eu passei deitado. Aliás, o tempo que estou em casa, estou deitado. Sempre. Esparramado obeso. Tão gostoso. Se eu pudesse, viveria deitado numa cama. Ah, um amigo disse que sonhou comigo esses dias, disse que eu precisava lutar contra aliens e ele acabou me trazendo pra casa. E a minha casa no sonho era um barraco de favela e a minha cama era feita de tijolos com um cobertor cobrindo tudo. Acho que passei umas duas horas rindo disso ontem. Aí ontem a gente foi comer pastel, foi legal. Um beijo e um abraço especial pra ele.

Ai, chega. Sem sono. Sem animo. Sem vida. Sem amor. Sem comida. Sem calor. Sem felicidade. Sem dignidade. Sem cabeça. Sem braço. Sem coração. Vinícius, cala a sua boca.

tá.