27 de jul. de 2011

Manhã

Tenho o hábito de dormir muito tarde. Isso é um fato. Não, não sofro de insonia. Apenas, durmo tarde. Não consigo dormir antes da meia noite. Isso faz com que, consequentemente, eu acorde muito em cima da hora para o trabalho. Como hoje, por exemplo. Mas em manhãs bonitas como essa, eu realmente, desejaria acordar mais cedo para aproveitar a manhã. Gosto das manhãs, em geral. Dá uma sensação de renovação, energia ou algo próximo de vigor. Sou um cara com totais hábitos diurnos. Não gosto muito de sair á noite.  Gostaria muito de poder acordar cedo, preparar um café quente, comer um pão na chapa e fumar um cigarrro no quintal. 

Meus dias seriam melhores.

E eu estou com muito sono.

24 de jul. de 2011

Omelete de cachorro quente

Bom, como prometido, aqui vai mais uma postagem sobre comida, gastronomia e afins. Esse fim de semana me arrisquei bastante na cozinha. Percebi que gastando muito pouco, é possível fazer coisas gostosas, aproveitando aquelas coisas que ficam no fundo da geladeira. Daí que eu passei o fim de semana na casa da Perninha, que por sinal, foi muito bom. Estou feliz até agora e com sorriso de idiota, mas isso não vem ao caso neste momento. No sábado resolvemos fazer alguma coisa diferente para almoçar, usando aquilo que tinha na geladeira. Foi daí que surgiu o Omelete de cachorro quente, claro, eu criei (sou chef). Fizemos um gohan (arroz japonês) rápido, naquelas panelas elétricas e aproveitamos uns ovos e alguns ingredientes para fazer o tal omelete. Basicamente, é um omelete comum. Bate-se dois ovos com leite e um pouquinho de farinha de trigo, sal e uma pimentinha básica. Acrescentei uma salsicha picada (resto do cachorro quente que fizemos no dia anterior) e coloquei para fritar. Devo dizer que virar o omelete é sempre a parte mais dificil, mas é muito necessária, a não ser que você queira um omelete queimado embaixo e cru por cima. Feito isso, coloquei um pouco de gohan no prato, com furikake por cima (meu novo vício - e para quem não sabe do que se trata, é basicamente um "temperinho" á base de algas, ovos e peixe seco) e coloquei a tal omelete do lado. Por cima da mesma, coloquei o resto do molho de tomate do cachorro quente e joguei batata palha por cima e TCHARAM, temos um prato bonito como este abaixo.


Ficou gostoso.

Para a sobremesa, fizemos um bolo de caneca que eu não me lembro da receita, mas você encontra aqui. A aparencia dele ficou como a de um monstrinho que grunhe quando a gente olha, mas ficou gostosinho. Tinha até calda, tá? Coisa rica.

22 de jul. de 2011

Laranja Podre

Parte do meu salário caiu ontem na minha conta. Estava um dia atrasado, e coincidiu com a data que a minha fatura do cartão também cai. Eu estou devendo um valor razoável na praça, logo o meu dinheiro caiu, o banco engoliu e ainda continuou negativo (além de ter engolido o que tinha sobrado do mês passado).

Eu não tinha nenhum dinheiro físico. Exceto, cinquenta e cinco centavos.
Eu não tinha cigarros, apenas dois. Os quais já foram consumidos.
Eu tinha stress. Somou-se mais.

Daí que na minha casa, não temos o hábito de cozinhar. Logo, dependo de dinheiro para almoço todos os dias.

Estou com vontade de fumar.

Sentei num banco da Praça, junto com alguns pombos gordos e eis que de repente, não mais que de repente, uma laranja podre vem rolando em direção ao meu pé. E ficou lá, olhando pra mim.

Meio que como a vida dizendo "Coma isso, seu infeliz. É o que te resta".

21 de jul. de 2011

Feira

Trabalho num ambiente fechado, com algumas pessoas dividindo o mesmo espaço. Dentre eles, a maioria, jovens mulheres. Sem querer generalizar, estereotipar ou qualquer coisa do tipo, mas mulher é muito complicado. Neste exato momento estou aqui, com cara de exu encarando o monitor, com pressão baixa, sem ar, com dor de cabeça e tem UM BANDO DE BISCATES gritando e rindo alto perto de mim. Eu estava bem. De bom humor. Eu juro que estava.

MAS NÃO DÁ.

Não bastando, hoje saí para almoçar com as duas unicas pessoas que gosto daqui, a P. e o G., daí que quando voltamos, começaram a dizer que estávamos fazendo suruba. ORGIA.

Ah, vão se foder.

19 de jul. de 2011

Dontido

Quero ouvir você dizer qualquer coisa, só para me desligar um pouco. Porque sim, quando você fala, eu me desligo por alguns instantes e viajo pelas camadas mais bonitas que existem dentro da minha cabeça. Aquela camada que só tem corações, estrelas, pianinhos, ukuleles, banjos felizes e as palavras que criamos. De onde sai as idéias para desenhos com aquarelas delicadinhas. De onde sai a boa educação. O lado escuro da estrada some por alguns instantes. Daí, eu só concordo com o ultimo verbo que você diz e tento te confundir. Eu gosto de você. Gosta.

17 de jul. de 2011

Daisuki da yo

Daí que eu tô feliz.
Tô há trinta minutos tentando escrever alguma coisa que exprima isso. Mas não será possível. :)

Considerações finais: Descobri que a simplicidade é a chave do negócio e eu tenho um bentô de porquinho rosa.


















Daisuki da yo!

15 de jul. de 2011

A Linha do Trem

"A linha do trem tem muitos pedregulhos.
No meio deles existia um que era especial.

Frágil.

O trem da noite chegou e passou pelo trilho,
espalhando todos os pedregulhos.
O frágil se misturou com os outros.

[ilustração de um trem passando]

Não posso mais vê-lo."

Reprodução de uma página do meu caderninho. Rabiscado hoje no início da noite, sob uma gama de sentimentos confusos.

14 de jul. de 2011

Kit Kat Nacional

Bom, como todo mundo sabe, sou uma pessoa que gosta muito de comer bem. Digamos que eu seja o típico bom de prato, de garfo ou o que seja. E na maioria das vezes, não economizo em gastar dinheiro com coisas que quero comer, gosto e tenho vontade. Hoje estava pensando e decidi criar uma sessão semanal para esse blog, falando sobre coisas ou lugares que eu tenha comido. Algo como uma crítica, sugestão e etc. Ok, sei que existem dezenas de blogs famosos que já fazem isso, mas ainda assim achei a ideia interessante, no mínimo divertido. Se tem um assunto que eu gosto de falar é comida, gastronomia, lugares e afins. Então vamos ao primeiro post da sessão :)

Resolvi começar com o Kit Kat. Chocolate famoso por aqui há uma década atrás, antes de ser tirado de linha em terras tupiniquins. Me lembro de quando eu ia visitar a minha avó, que mora do outro lado da cidade, e eu pegava vários onibus até chegar lá. E sempre tinha aquele povo vendendo doces no coletivo, e quase sempre podia encontrar Kit Kat por um real. Juro. Surreal, não? Sempre achei muito gostoso, porém não era meu preferido. Sempre tive o CHARGEEEE como preferido. Até hoje, aliás. Daí que nesse mês de julho, voltaram a comercializar o Kit Kat. O tal do Bis grande, que recentemente adquiriu um enorme hype em cima dele, sendo usado como souvenirs para qualquer mortal que fosse pra fora do país. Idolatrado por muitos. Algo parecido com o que houve com os cupcakes há uns dois anos atrás.



Trabalho no centro da cidade e hoje resolvi me aventurar em restaurantes desconhecidos, no meu horário de almoço. Daí eu passei na frente de um lugar muito grande que vende doces, e como eu sou gordo, e como é de costume meu, comer um doce qualquer depois de almoçar, entrei e logo me enfiei nas prateleiras de chocolates. Foi quando vi essa belezinha e decidi pegar logo três. O preço achei meio salgado, cinco reais cada um, mas como eu estava realmente com vontade de experimentar a versão brasileira do mesmo, fui lá e não hesitei em comprar. Por incrível que pareça, não comi nenhum. Deixando somente para provar agora de noite (um deles eu comi agora há pouco junto com o Sugar) e os outros guardei, pensando no post já.

O gosto é o mesmo do gringo? Não sei exatamente, porque estou usando uma pasta de dente para gengivite que possui muito fluor e isso acaba com o meu paladar, ou se realmente é diferente. Não achei ruim. Chocolate nunca é ruim, mesmo aqueles feitos de banha. Mas não senti aquele sabor orgástico que senti, quando comi alguns importados recentemente. Pode ser muito clichê dizer que coisa nacional não presta, mas de fato, achei que não vale o preço. Eu poderia comprar uma caixa inteira de Bis, por muito mais barato e teria sentido o mesmo "efeito". Aliás, achei a camada de chocolate muito fininha e o biscoito com gosto de cream cracker. Como eu disse, não sei se é o meu paladar, ou se realmente é assim. Alguém que provou, sentiu a mesma coisa?



Se eu compraria de novo? Dificilmente, por esse valor. Não achei um valor justo. Talvez se barateassem uns 2 reais, eu compraria novamente, fácil. Porque querendo ou não, com cinco reais eu posso comprar uma barra grande de chocolate Hershey's meio amargo (um dos meus preferidos), ou mesmo um Talento, que é uma delícia.

13 de jul. de 2011

Yellow Submarine

Daí que hoje o japonês que trabalha comigo, faltou. Faltou pela primeira vez em muito tempo, ao contrário do bonitão aqui. Mas claro, o trabalho dele sobrou todo pra mim. Daí que o inferno subiu para esse lugar e eu enfrentei uma guerra. Estou com a cara toda suja de tinta para camuflagem, cortei meu braço esquerdo ao tentar matar um tigre, atirei errado e acertei meu pé direito e cortei a boca lambendo uma lata de alimento especial para guerra. Claro, estou também todo sujo de areia do deserto e três companheiros morreram em combate. Detesto trabalhar demais.

Corrigindo: Detesto trabalhar, ponto final.

ps: o título da postagem é porque hoje é dia do rock, e porque acordei ouvindo essa música no repeat.

12 de jul. de 2011

Bitch

Trabalho em uma região com várias opções para almoçar. Tem para todos os gostos, desde lugares simples até os mais sofisticados. Hoje senti vontade de ingerir "saúde". Quando isso acontece, recorro ao Subway. Rápido, relativamente saudável e light e barato. Parei na fila, e a mocinha me encarou. Como estou de TPM masculina, senti vontade de chorar porque ela me encarou "diferente". Ok. Perguntei qual era o lanche do dia, e ela me respondeu "almondega". Pedi um no pão integral de 15cm. Mandei colocar todos os vegetais e aguardei ali paradinho, curtindo minha acidez de humor.

Paguei e sentei numa mesa com o lanche. Quando abri, o lanche se desfez INTEIRINHO. A menina esfarelou meu pão todinho de propósito. E cortou ele de fora a fora, fazendo com que na hora que eu pegasse na mão, o recheio caisse pelos lados.

Aposto que ela pensou: Esse é gordo. Tem que sofrer.

Vagabunda.

11 de jul. de 2011

Aleatoriedades do fim de semana

- "Mais você" e "Mais de você" são coisas completamente diferentes.
- Eu nunca devo comer lanche do subway de trinta centímetros depois das 18h. Meu estomago fica chorando.
- Isqueiro Zippo deixa gosto diferente no cigarro.
- Eu ainda sei cantar a música de Sakura Card Captor.
- Gosto muitíssimo de ver a Priscilla. Gosto de te ver leãozinho.
- Dei na moto dela.
- Gosto de receber abraços.
- Gosto do bolinho de carne seca do Estadão.
- Gosto da comida do Estadão.
- Gosto do pudim do Estadão.
- Não sei lidar muito bem com despedidas, mesmo que breves.
- Comprei uma calça. Minha família deu gritinhos de aleluia.
- Descobri que não gosto de fliperama. Só da máquina de puxar ursinhos, apesar de ela ser fisicamente impossível. Não dá pra pegar um ursinho pesado com uma pinça de alumínio e abertura pequena.
- Coloquei a ficha numa máquina que simulava uma moto e eu não sabia nem sair do lugar. Fiquei esperando o tempo acabar, olhando pra tela.
- Eu estava com saudade da Marina, Mariana e Fernanda. E achei muito legal conhecer o Alexandre que desenha.
- Descobri que no Japão existe BOLINHO ANA MARIA EM BAGUETE!
- Descbri que somos parecidos. Pelo menos é o que dizem.



- E eu tô bobão. :)

8 de jul. de 2011

Teresa

Oi Teresa, resolvi deixar alguns pensamentos egocentricos de lado e lhe escrever este email. Estava aqui mexendo nas milhares de pastas do computador e achei algumas fotos, já esquecidas. Me transportei para aqueles dias e lembrei do seu sorriso. Da sua simplicidade. Daquelas tardes despretenciosas de sábado, ou do início da noite que eu via todos se arrumarem para sair, e eu ali á toa para o que viesse. Bons tempos. Ainda tínhamos a disposição de jovens, éramos apenas um ensaio da mentalidade de hoje, mas o corpo era mais saudável. Apesar de bebermos mais, fumarmos mais e passar noites e noites acordados falando sobre espíritos, vida e resoluções. Sinto saudade de você, Teresa. 

Eu sei que passamos por tantas desilusões amorosas, apesar da idade. Mas tudo era mais divertido. O simples fato de tentar passar o VR da sua amiga no bar, pra comprar cigarros, já era uma festa. Nossa vida era uma festa e não tinhamos percebido. É sempre assim, quando não tem mais, faz falta. E eu me encontro aqui, neste exato momento, sentado no degrau da cozinha e digitando essas palavras.

Eu sei seu nome. Lembro das manhãs de derrota. Lembro também de nadamos no meio da chuva, no litoral. Tudo isso me veio na cabeça, em tipo, dois segundos. Mas ó, vou te contar um segredo: Quero te ver bem.

Logo mais estará se achando velha deprimida. Mas não deixe isso te abalar. Coloque seu coturno e vá à luta.

Tchau, Teresa.

7 de jul. de 2011

Vontade do dia

E esse é o meu maior desejo hoje.


















Gordo.

6 de jul. de 2011

Sou desses

Eu não sou o tipo de cara que acredita nas coisas ocultas pelas forças universais. Não sou supersticioso, não acredito que um gato preto me dê azar, não acredito na presença de fantasmas e nem em nada do tipo.
Logo, também não sou esse tipo de cara que acredita em destino e almas gêmeas.

Acredito na afinidade, compatibilidade, atração, afeição, e recentemente, até em amor comecei a acreditar. Veja bem, não sou de todo perdido. Também não sou esse tipo de cara sonhador. Não tenho nenhum sonho, e sempre que me perguntam isso e eu respondo negativamente, se surpreendem e deduzem que estou fazendo média. Não, quem me conhece bem, também sabe que não sou desse tipo de fazer média.

Depois de tanto tentar me enquadrar em algum grupo desse mundo e tentar - forçadamente - me infiltrar em qualquer classe e pertecer à alguma coisa - inutilmente - , eu decidi que viveria para mim mesmo. Não fiz uma faculdade, não me visto de acordo com a moda, não frequento baladas, não uso drogas e sou feliz assim. Se alguém disser que eu não sou um cara legal por causa dos meus hábitos, me desculpe, mas quem julgará como um cara ruim, sou eu. Ou não. Devo dizer que também não sou desse tipo de cara julgador. Acredito que cada pessoa tem as suas razões para justificar as suas ações. Na verdade, isso pouco me importa. Não sou desses que tem interesse pela vida alheia. Mal tenho interesse pela minha própria vida.

Não sou desses caras que comem sanduíche integral e bebem suco de clorofila. Não tomo açaí na tigela  e detesto academia. Não tenho um corpo escultural e nem me alimento corretamente. Vivo de fast foods, refrigerantes e cigarros. E sou feliz assim. Não sei até quando minha saúde aguentará viver nesse ritmo, mas também não sou do tipo consequente. Vivo o hoje e não me importo com o futuro. Nunca gostei de estudar e jamais o fiz para agradar alguém. Sou do tipo que não me importaria em viver trabalhando como chapeiro em lanchonete, desde que eu tivesse dinheiro para gastar em cigarro, café e comida. Sim, sou desses.

Não tenho um motivo concreto pra viver. Isso não significa, que eu queira morrer, veja bem. Vivo um dia de cada vez e estou bem assim. Não espero muita coisa disso tudo e não me surpreenderia em chegar ao final da vida e descobrir que tudo isso foi uma piada. E o tempo todo existiu uma camera lá, vigiando os meus atos como num programa de comédia. Quase um show de Truman.

5 de jul. de 2011

lado direito

Daí que eu tive um inside muito forte sobre um determinado assunto, dentro do ônibus, voltando pra casa. Não pensei duas vezes e comecei a digitar o post no celular, fiz a postagem. Só apareceu o título quando abri aqui no computador. Great.

Nem vou digitar de novo.

4 de jul. de 2011

Meu Arroz doce, meu amor

Daí que eu tô que é pura frescura com o meu arroz doce. Meu primeiro arroz doce. Tô com dó de comer.

















Tô virando Amélia. Amélia que era a mulher de verdade.
No caso, sou o Amélio. O homem de verdade.

3 de jul. de 2011

Kare e bolinho de chuva

Esse fim de semana pude experimentar Kare. Eu nunca tinha comido Kare. Sempre vi em filmes, doramas e animes e achei que gostaria mesmo. E gostei. Foi bonitinho porque além de eu realmente estar com vontade de comer aquilo, foi uma pessoa especial quem fez. E isso multiplicou por mil o fato de eu ter gostado. Enfim, pra quem não conhece, kare é uma mistura de carne, batata, cenoura e caldo de curry (me corrijam se eu estiver errado na descrição). 

E como forma de retribuição, eu fiz bolinhos de chuva que aprendi com o meu pai há uns anos atrás. E posso afirmar que é uma das minhas comidas-conforto mais marcantes, pois passei anos tendo como rotina de domingo, acordando cedo e ajudando o meu pai a fazer. Experimentávamos diversas maneiras de "confecção". Já fizemos versões de banana, chocolate e até salgado. E uma pessoa especial merece uma receita especial. Tudo bem que não saiu da forma que imaginei. Faltou açúcar. Espero ter agradado.

Aliás, foi um fim de semana bem legal. Como há muito tempo eu não tinha. Daqueles que dá vontade de congelar e deixar lá, coexistindo com o mundo real. 

E a semana vai começar feliz. :)