Hoje está tudo tão bonitinho, tudo muito divertidinho e coloridinho.
Dá vontade de abraçar o mundo e ficar a noite toda fazendo carinho.
Visualize o mundo como sendo uma bola azul e verde. Felpuda. Muito felpuda.
31 de jul. de 2009
Aleatoriedades
Hoje eu senti uma epifania diferente, talvez uma coisa que eu nunca tinha sentido com tanta intensidade antes. Eu amo São Paulo. Amo essa cidade, de coração. Nasci aqui e , muito provavelmente, irei morrer aqui também. Não me imagino morando e em outro lugar.
Sempre escuto as pessoas reclamarem dos problemas de São Paulo, da poluição, do custo de vida alto, das pessoas, enfim, de tudo o que é comum em grandes metrópoles. Pode parecer clichê, mas essa cidade é realmente para todos. Eu adoro a correria da cidade grande, aquela coisa de ser um anônimo no meio da multidão, os edifícios imponentes e pessoas apressadas o tempo todo. Isso me faz feliz.
Aqui podemos ir do luxo ao lixo em questão de quadras. Isso me fascina.
Sempre gostei da velocidade em que as coisas caminham numa metrópole como São Paulo, fica aquela impressão de que precisamos sempre correr, antes de sermos engolidos por uma massa cinzenta de concreto e vigas de ferro. As pessoas parecem vazias nas ruas, inexpressivas, sempre em seus passos apertados, batendo com bolsas e sacolas no seu corpo. E você continua correndo sem parar, mesmo quando não está com pressa. É incrível.
Me lembro de quando eu era criança, ficava contagiantemente alegre quando meu pai anunciava em alto e bom tom: - Vamos passear por São Paulo hoje!
Vestíamos uma roupa bem leve de passeio, deixávamos o carro no estacionamento do metrô e íamos passear pela cidade. Liberdade, Avenida Paulista, São Joaquim, Vila Mariana, USP e por vários outros lugares que eu não me recordo agora. Era ótimo. Me lembro de uma vez em especial em que ele disse; - Vamos até a Liberdade, eu sei que você ama coisas japonesas. Foi lindo! Esse dia eu voltei pra casa abarrotado de revistas japonesas importadas, eu não sei quase nada de japonês, mas mesmo assim adorava "ler" essas revistas e absorver um pouco da cultura japonesa - que, para mim, era o máximo. Esse dia significou tanto pra mim que eu nunca esqueci, lembro-me como se fosse ontem. Nessa época eu não tinha amigos, meus pais sempre tentavem suprir essa falta que eu tinha. Claro que nunca era uma satisfação plena, afinal amigos são fundamentais na vida de um ser humano, mas o gesto em si me fazia bem. Sinto falta.
Porque meus posts sempre vão pro lado mais nostálgico e triste da coisa.
Ok, me dispersei.
***
Bom, vou falar de uma coisa legal que me aconteceu na semana passada. Como todos sabem, trabalho em uma gráfica. E estava trabalhando num sábado de manhã, completamente e calado e mal-humorado, quando chega um casal, ambos jovenzinhos e aparentemente simples. Muito simpática a mocinha me pediu ajuda com os convitinhos do casamento. Muito simples em preto e branco. Por um designer aquilo teria sido considerado até brega e sem fundamento. Mas a beleza estava na forma como eles olharam pro convitinho, com brilhinho no olhar (tudo no diminutivo mesmo, pra ficar mais bonitinho).
Não costumo ser simpático com os clientes daqui, confesso que não faço a mínima da íntima (exceto quando o cliente é rico e dá caixinhas gordas), mas com esse casal foi diferente, eu sabia que não ganharia caixinha alguma, mas só de ver o sorriso no rosto daquele casal eu me enchi de alegria e me esforcei ao máximo para sair uma coisinha menos pior do que estava. Alegria sincera e sem esperar nada em troca. Naquele dia eu me senti realizado e feliz comigo mesmo. Para uma pessoa sem coração, até que é um bom começo, né mesmo?
Os convitinhos ficaram engraçadinhos (dizer que ficaram bonitos seria algo muito forte de se dizer), e eles saíram daqui com a sacolinha roxa repleta de convites e com sorrisos estampados de orelha a orelha. E eu fiquei lá, feliz, torcendo para que eles sejam felizes e que o casamentinho deles dê certo. Afinal, até parece que vai dar errado.
Hoje de manhã, inexplicavelmente, me peguei pensando neles. E senti uma vontade de abraçar alguém, tão intensa, tão forte.
Ahhhh...estou num momento meu, dá licença. Momento ternurinha do dia.
ps: Vai pro INFERNO, carência do caralho!
:)
Sempre escuto as pessoas reclamarem dos problemas de São Paulo, da poluição, do custo de vida alto, das pessoas, enfim, de tudo o que é comum em grandes metrópoles. Pode parecer clichê, mas essa cidade é realmente para todos. Eu adoro a correria da cidade grande, aquela coisa de ser um anônimo no meio da multidão, os edifícios imponentes e pessoas apressadas o tempo todo. Isso me faz feliz.
Aqui podemos ir do luxo ao lixo em questão de quadras. Isso me fascina.
Sempre gostei da velocidade em que as coisas caminham numa metrópole como São Paulo, fica aquela impressão de que precisamos sempre correr, antes de sermos engolidos por uma massa cinzenta de concreto e vigas de ferro. As pessoas parecem vazias nas ruas, inexpressivas, sempre em seus passos apertados, batendo com bolsas e sacolas no seu corpo. E você continua correndo sem parar, mesmo quando não está com pressa. É incrível.
Me lembro de quando eu era criança, ficava contagiantemente alegre quando meu pai anunciava em alto e bom tom: - Vamos passear por São Paulo hoje!
Vestíamos uma roupa bem leve de passeio, deixávamos o carro no estacionamento do metrô e íamos passear pela cidade. Liberdade, Avenida Paulista, São Joaquim, Vila Mariana, USP e por vários outros lugares que eu não me recordo agora. Era ótimo. Me lembro de uma vez em especial em que ele disse; - Vamos até a Liberdade, eu sei que você ama coisas japonesas. Foi lindo! Esse dia eu voltei pra casa abarrotado de revistas japonesas importadas, eu não sei quase nada de japonês, mas mesmo assim adorava "ler" essas revistas e absorver um pouco da cultura japonesa - que, para mim, era o máximo. Esse dia significou tanto pra mim que eu nunca esqueci, lembro-me como se fosse ontem. Nessa época eu não tinha amigos, meus pais sempre tentavem suprir essa falta que eu tinha. Claro que nunca era uma satisfação plena, afinal amigos são fundamentais na vida de um ser humano, mas o gesto em si me fazia bem. Sinto falta.
Porque meus posts sempre vão pro lado mais nostálgico e triste da coisa.
Ok, me dispersei.
***
Bom, vou falar de uma coisa legal que me aconteceu na semana passada. Como todos sabem, trabalho em uma gráfica. E estava trabalhando num sábado de manhã, completamente e calado e mal-humorado, quando chega um casal, ambos jovenzinhos e aparentemente simples. Muito simpática a mocinha me pediu ajuda com os convitinhos do casamento. Muito simples em preto e branco. Por um designer aquilo teria sido considerado até brega e sem fundamento. Mas a beleza estava na forma como eles olharam pro convitinho, com brilhinho no olhar (tudo no diminutivo mesmo, pra ficar mais bonitinho).
Não costumo ser simpático com os clientes daqui, confesso que não faço a mínima da íntima (exceto quando o cliente é rico e dá caixinhas gordas), mas com esse casal foi diferente, eu sabia que não ganharia caixinha alguma, mas só de ver o sorriso no rosto daquele casal eu me enchi de alegria e me esforcei ao máximo para sair uma coisinha menos pior do que estava. Alegria sincera e sem esperar nada em troca. Naquele dia eu me senti realizado e feliz comigo mesmo. Para uma pessoa sem coração, até que é um bom começo, né mesmo?
Os convitinhos ficaram engraçadinhos (dizer que ficaram bonitos seria algo muito forte de se dizer), e eles saíram daqui com a sacolinha roxa repleta de convites e com sorrisos estampados de orelha a orelha. E eu fiquei lá, feliz, torcendo para que eles sejam felizes e que o casamentinho deles dê certo. Afinal, até parece que vai dar errado.
Hoje de manhã, inexplicavelmente, me peguei pensando neles. E senti uma vontade de abraçar alguém, tão intensa, tão forte.
Ahhhh...estou num momento meu, dá licença. Momento ternurinha do dia.
ps: Vai pro INFERNO, carência do caralho!
:)
Marcadores:
até parece que ia dar errado,
carência,
chega a fazer dó,
cotidiano,
lembranças,
stuff
27 de jul. de 2009
"Não fiz o requisito"
- Tô eliminada *joga o cabelo
- E porque?
- Não fiz o requisito
É minha filha, com essa boquinha linda que deus te deu, mas nunca que você conseguria, bonitinha.
Ih fudeu! Geremia apareceu!
Ontem eu fui ver Bonde do Rolê no Outs. Não precisei de nenhuma gota de álcool pra subir no palco, cantar "solta o frango" no microfone, passar a mão na coxa e nos peitos da vocalista Ana, chupar um geladinho da cueca do Pedro (vocalista) e roubar o lencinho de onça dele, ficar sem voz de tanto berrar, ficar pulando igual um retardado e dançar engatado na Paula (em cima do palco).
No fim do show o Pedro veio pedir o lenço, porque era da prima dele, todo simpático. A Bob disse pra ele me dar um beijo e ele disse:- Não posso! Mas eu pego no seu pau.
E pegou.
No fim do show o Pedro veio pedir o lenço, porque era da prima dele, todo simpático. A Bob disse pra ele me dar um beijo e ele disse:- Não posso! Mas eu pego no seu pau.
E pegou.
25 de jul. de 2009
GULOSEIMAS ATTACK!
Estava andando pelo centro da cidade, voltando pra casa do trabalho, quando me deparo com várias comidas serelepes andando pra lá e pra cá e fazendo do trânsito um verdadeiro caos. Pensei: Meu deus! Cheguei num ponto da glutonaria que estou tendo até visões! Olhei mais de perto e vi que não era coisa da minha cabeça. Era um ataque das guloseimas revoltadas. Estavam todas armadas. Fiquei com medo.

Reparem que uma mulher tenta agredir fisicamente o dogão, tentando assim, impedir o caos, a batata frita encara os passageiros do carro vermelho com desdém, o sorvetão de morango tenta impedir o motoqueiro de seguir o seu caminho e no cantinho ali, vemos uma pizza tímida - mas pronta pra entrar em ação também.
ps: a foto tá tremida porque o caos tava enorme.

Reparem que uma mulher tenta agredir fisicamente o dogão, tentando assim, impedir o caos, a batata frita encara os passageiros do carro vermelho com desdém, o sorvetão de morango tenta impedir o motoqueiro de seguir o seu caminho e no cantinho ali, vemos uma pizza tímida - mas pronta pra entrar em ação também.
ps: a foto tá tremida porque o caos tava enorme.
Se um dia eu me suicidar
A carta está pronta (podem imprimir e entregar pra minha família, por favor?):
Já estive aqui antes. Nesse mesmo escuro, olhando para todos esses rostos aflitos. Me sinto estranho, como se todos estivessem me segurando,me dando apoio. Mas a realidade não é essa, eles apenas querem a minha melhor parte. O melhor pedaço da carne. O que eles não sabem é que eu não tenho um melhor pedaço. Eu estou podre, em decomposição. Sendo sustentado apenas por um pequeno nervo fraco. Ele está ameaçando quebrar, e assim fazer com que eu caia. Eu quero cair. Mas até esse dia eu quero esperar. Testar, observar e analisar cada limite. O limite sempre me foi um problema. Nunca gostei de limites e eu nunca soube progredir em relação a eles. Sempre fui fraco. Não tenho a mínima intenção de ser forte. Isso não é e nunca foi pra mim. Venho de uma linhagem imperfeita. Almas que se completam quando estão juntas, mas que não suportam o 'ficar junto'. Nunca estamos completos. Exceto naquele tempo...eu gostava daquele tempo. Éramos a família bonitinha de margarina. Eu gostava da vida. Não gosto mais, ela é muito insonsa. O mundo está apodrecido e escuro, e minha alma está seguindo o mesmo curso. Uma alma completamnete imperfeita, que eu queria com todas as minhas forças, por deus, assassinar. Como quem pega um caco de espelho e fere um coração. Eu ficaria ali, assistindo o sangue jorrar em jatos, brilhante, vermelho e vivo. Talvez eu me sentisse enojado com tanta tripa e órgão. Talvez eu sugasse aquele sangue todo, para me sentir um pouco mais vivo, mais forte.
Quero apenas me jogar no rio e me deixar levar pelo penhasco abaixo. A sensação de falha me causa dor. O desejo de fazer alguém feliz, de fazer alguém sorrir foi falho e isso me corrói, como o ácido estomacal cumprindo a sua função de transformar o alimento em uma massa nojenta. Eu me importo. Sempre me importei. Mas não quero mais. A única coisa, que eu talvez iria querer agora é sentar no chão e chorar. Eu poderia abraçar a minha mãe mais uma vez? Eu sentirei falta dela. Penso que ela tenha sido a única pessoa que me amou de verdade, mesmo eu sendo o que sou. As pessoas não costumam gostar muito de mim. Mas não tem problema, eu também não gosto de muitas pessoas. Queria poder vê-lo antes de sair daqui, queria dar um abraço de despedida ou quem sabe, apenas um aceno de cabeça. Só queria ser reconhecido.
Carrego no peito uma frustração. A de não de ter feito nada grandioso nessa vida. Eu não consegui ter a minha marca de camisetas e eu desisti dela, mesmo sabendo que conseguiria. Eu quis me destruir. Eu sempre quis isso. Sempre olhei com ódio aquele reflexo que me encarava no espelho. Ele não me agradava em nada. Nada. Sentia prazer me destruindo. Gostava de me curvar diante do deus branco, chorar e eliminar todo o sentimento ruim que estava lá, todo o conteúdo que me fazia sofrer, tudo aquilo que eu tanto desprezava. Eu sentia minhas pernas tremerem, mas eu não poderia cair. Isso nunca foi uma opção, eu tinha um segredinho e ele era divertido no começo. Um vício, um hábito e eu ficava ali parado, encarando a mim mesmo no espelho e experimentando sorrisos blasé, expressões apáticas e doentias. Sorria por dentro.
As dores constantes de cabeça e estômago sinalizando defeitos me eram a glória. A certeza de que algo ainda estava dando certo. Eu destruia o meu corpo e ele queria vida. Eu ria do corpo, ele não era forte o suficiente pra vencer a batalha. Patético.
Agora eu consegui, neste exato momento estarei indo embora. Vejo todos vocês continuando suas vidas e planejando compulsões em lanchonetes. Eu rio, viro as costas e subo cada vez mais alto. Longe daqui. Finalmente.
Já estive aqui antes. Nesse mesmo escuro, olhando para todos esses rostos aflitos. Me sinto estranho, como se todos estivessem me segurando,me dando apoio. Mas a realidade não é essa, eles apenas querem a minha melhor parte. O melhor pedaço da carne. O que eles não sabem é que eu não tenho um melhor pedaço. Eu estou podre, em decomposição. Sendo sustentado apenas por um pequeno nervo fraco. Ele está ameaçando quebrar, e assim fazer com que eu caia. Eu quero cair. Mas até esse dia eu quero esperar. Testar, observar e analisar cada limite. O limite sempre me foi um problema. Nunca gostei de limites e eu nunca soube progredir em relação a eles. Sempre fui fraco. Não tenho a mínima intenção de ser forte. Isso não é e nunca foi pra mim. Venho de uma linhagem imperfeita. Almas que se completam quando estão juntas, mas que não suportam o 'ficar junto'. Nunca estamos completos. Exceto naquele tempo...eu gostava daquele tempo. Éramos a família bonitinha de margarina. Eu gostava da vida. Não gosto mais, ela é muito insonsa. O mundo está apodrecido e escuro, e minha alma está seguindo o mesmo curso. Uma alma completamnete imperfeita, que eu queria com todas as minhas forças, por deus, assassinar. Como quem pega um caco de espelho e fere um coração. Eu ficaria ali, assistindo o sangue jorrar em jatos, brilhante, vermelho e vivo. Talvez eu me sentisse enojado com tanta tripa e órgão. Talvez eu sugasse aquele sangue todo, para me sentir um pouco mais vivo, mais forte.
Quero apenas me jogar no rio e me deixar levar pelo penhasco abaixo. A sensação de falha me causa dor. O desejo de fazer alguém feliz, de fazer alguém sorrir foi falho e isso me corrói, como o ácido estomacal cumprindo a sua função de transformar o alimento em uma massa nojenta. Eu me importo. Sempre me importei. Mas não quero mais. A única coisa, que eu talvez iria querer agora é sentar no chão e chorar. Eu poderia abraçar a minha mãe mais uma vez? Eu sentirei falta dela. Penso que ela tenha sido a única pessoa que me amou de verdade, mesmo eu sendo o que sou. As pessoas não costumam gostar muito de mim. Mas não tem problema, eu também não gosto de muitas pessoas. Queria poder vê-lo antes de sair daqui, queria dar um abraço de despedida ou quem sabe, apenas um aceno de cabeça. Só queria ser reconhecido.
Carrego no peito uma frustração. A de não de ter feito nada grandioso nessa vida. Eu não consegui ter a minha marca de camisetas e eu desisti dela, mesmo sabendo que conseguiria. Eu quis me destruir. Eu sempre quis isso. Sempre olhei com ódio aquele reflexo que me encarava no espelho. Ele não me agradava em nada. Nada. Sentia prazer me destruindo. Gostava de me curvar diante do deus branco, chorar e eliminar todo o sentimento ruim que estava lá, todo o conteúdo que me fazia sofrer, tudo aquilo que eu tanto desprezava. Eu sentia minhas pernas tremerem, mas eu não poderia cair. Isso nunca foi uma opção, eu tinha um segredinho e ele era divertido no começo. Um vício, um hábito e eu ficava ali parado, encarando a mim mesmo no espelho e experimentando sorrisos blasé, expressões apáticas e doentias. Sorria por dentro.
As dores constantes de cabeça e estômago sinalizando defeitos me eram a glória. A certeza de que algo ainda estava dando certo. Eu destruia o meu corpo e ele queria vida. Eu ria do corpo, ele não era forte o suficiente pra vencer a batalha. Patético.
Agora eu consegui, neste exato momento estarei indo embora. Vejo todos vocês continuando suas vidas e planejando compulsões em lanchonetes. Eu rio, viro as costas e subo cada vez mais alto. Longe daqui. Finalmente.
24 de jul. de 2009
Old Times

Eu e minhirmã (lá na rua). - piada interna, desculpa.
Ontem enquanto meu PC dava piriri e reiniciava loucamente eu olhei pro lado e reparei no antigo baú velho de fotos. Há muito tempo eu não mexia ali. Na verdade, eu mal me lembrava que ele existia.
Decidi abrir e fuçar (o computador reiniciando sem parar) enquanto esperava o meu PC sossegar. Comecei a folhear os álbuns e me lembrando de cada momento e pessoa que eu via (nem todos). Eu tinha muitas fotos rindo e muitas fotos abraçado em crianças que eu não faço idéia de quem sejam e nem de onde eram. As fotos não mostravam o quanto eu era chato. Insuportável, eu diria. Eu tinha muitas manias peculiares. Mas ainda assim, as pessoas sempre se simpátizavam pela criança pequenininininiiinha e de cabelos clariiiinhos. Sim, eu nasci loiro com cabelo quase branco (pasmem!). Todo mundo deslocava a bunda de casa e ia me ver. Eu fiquei relativamente famoso no bairro em que eu nasci (bairro de gente fofoqueira), meus pais eram conhecidos por todos. Minha mãe me teve com dezessete anos, meu pai tinha dezesseis. Ambos eram porra-loucas e a criança tinha nascido de oito meses. Eu era muito pequeno. Nasci pouca coisa maior do que uma régua de trinta centímetros e pesando pouco mais de um quilo. Todo mundo achou que eu fosse morrer logo.
Eu era uma criança muito from hell. Tomei meu primeiro porre com três anos de idade, quando meus pais foram numa degustação de bebida. Me deixaram solto lá e eu fui abrindo todas as torneirinhas de bebida e provando, sem mais nem menos. Minha mãe reparou que eu comecei a andar torto e a não falar coisa com coisa. Quase fui parar no hopital. E minha vó xingou todo mundo de incompentente.
Teve uma outra vez que eu minha família inteirinha fomos pra praia. Acho que era Bertioga, sei lá. E em certa noite largaram o portão aberto, e eu cansado de ficar na cama resolvi que seria muito divertido sair pelo mundão de Deus. E assim fiz. Sozinho (eu tinha três anos ainda), andando pela orla da praia inteirinha, com um fraldão parecendo o pato donald. Foram me encontrar no outro dia de manhã. Andando ainda.
ps: Eu sou um smurf.
22 de jul. de 2009
Drink Coke
Sentindo uma necessidade incontrolável de tomar uma garrafa (de dois litros) de coca-cola. E não é da light e muito menos da zero. É da normal. Pra fazer mais mal.
Tenho medo das minhas vontades que vem do nada e se tornam incontroláveis.

"Menino é encontrado caído no quarto. Causa: overdose de sódio, cafeína e cola. O quarto cheirava a coisa doce e ele tinha um sorriso estranho no rosto, alguma coisa de satisfação. A mãe chora desoladamente na sala e os bombeiros tentam, em vão, reanimar o menino. Debaixo da cama foram encontradas dezessete garrafas de refrigerante sabor cola. No mesmo dia o mesmo fora acusado de roubo à um supermercado, as cameras do estabelecimento registraram imagens do garoto saindo com uma caixa grande e de aparência pesada. Assim que o garoto reagir aos cuidados do resgate, ele será imediatamente encaminhado à delegacia policial, onde prestará depoimento do ocorrido. A mãe ainda chora copiosamente, sentada no sofá terra-cota da casa."
Tenho medo das minhas vontades que vem do nada e se tornam incontroláveis.

"Menino é encontrado caído no quarto. Causa: overdose de sódio, cafeína e cola. O quarto cheirava a coisa doce e ele tinha um sorriso estranho no rosto, alguma coisa de satisfação. A mãe chora desoladamente na sala e os bombeiros tentam, em vão, reanimar o menino. Debaixo da cama foram encontradas dezessete garrafas de refrigerante sabor cola. No mesmo dia o mesmo fora acusado de roubo à um supermercado, as cameras do estabelecimento registraram imagens do garoto saindo com uma caixa grande e de aparência pesada. Assim que o garoto reagir aos cuidados do resgate, ele será imediatamente encaminhado à delegacia policial, onde prestará depoimento do ocorrido. A mãe ainda chora copiosamente, sentada no sofá terra-cota da casa."
Deus do céu! Como fui um adolescente estúpido. Sinto vergonha de mim mesmo quando vejo fotos do colegial. Eu era completamente sem personalidade e fazia tudo o que os outros queriam que eu fizesse. Dizia que não me importava com o que pensavam sobre mim - o que era uma mentira deslavada - e fazia completamente aquilo que esperavam que eu fizesse, justamente para obter aceitação alheia. Você se pergunta se isso mudou. Não, isso não mudou. Infelizmente ainda continuo com a mesma forma de pensar - a minha cruz - mas ultimamente tenho sentido tanta preguiça de tentar ser bom pros outros. Acho que eu estou apenas mostrando quem eu sempre fui. E acredito que até o fim, muitas pessoas irão simplesmente 'desgostar' de mim.
Decidi que vou viver pra mim mesmo, a partir de agora. Fazendo somente o que eu tiver vontade e quando eu tiver vontade. Vou falar ainda menos e manerar nas brincadeiras idiotas.
Decidi que vou viver pra mim mesmo, a partir de agora. Fazendo somente o que eu tiver vontade e quando eu tiver vontade. Vou falar ainda menos e manerar nas brincadeiras idiotas.
21 de jul. de 2009
Virado no Diabo
Acabo de ser informado, educada e irritantemente, que não posso entrar mais no twitter.
Estava demorando para descobrirem que o site em que eu tanto entrava, era nada mais nada menos que um site de relacionamentos, tal qual orkut.
Consegui enganar por alguns bons meses.
Mas não deixo de estar virado no diabo. Meu único meio de contato com o mundo exterior nesse emprego chato foi me arrancado (drama mode on).
Vai ter volta. Tudo tem volta.
*ódio no olhar
Estava demorando para descobrirem que o site em que eu tanto entrava, era nada mais nada menos que um site de relacionamentos, tal qual orkut.
Consegui enganar por alguns bons meses.
Mas não deixo de estar virado no diabo. Meu único meio de contato com o mundo exterior nesse emprego chato foi me arrancado (drama mode on).
Vai ter volta. Tudo tem volta.
*ódio no olhar
20 de jul. de 2009
I can't wait for the valium to hit
18 de jul. de 2009
17 de jul. de 2009
Sexo falado - Analisando Pagodes
Meu bem nosso amor, tem o maior calor
Reflete a nossa vida
Pois é, fulaninho mora lá na favela de não sei onde...aquele puta sol desgraçado, latinha de cerveja na mão e aquela alegria toda. Favelagem me lembra sol. Amor? o que isto?
É duro como a flor renega até a dor
Cura qualquer ferida
É uma coisa estranha que me dá tamanha força
Pra te amar
Repare no verso: "É duro como a flor renega até a dor" isso me faz entender que a fulaninha é virgem, e não quer dar e ela renega a dor de dar pela primeira vez. E sexo cura qualquer coisa. Será? E percebe-se a selvageria do macho, porque segundo ele o tesão "é uma coisa estranha" que lhe dá tamanha força pra amar a guria (sexo primeiro e amor depois). Brega.
Um sentimento intenso que a todo momento me invade
Eu fico a pensar
Será que há no mundo
Caso tão profundo, de paixão assim
O sentimento intenso é o tesão. E pelo visto (como ele sempre ressalta) ele é insaciável, pois esse "sentimento intenso" o invade a todo momento. Esse deve andar de pauzão duro vinte e quatro horas por dia. E não, não há no mundo paixão assim. Brega desse jeito não.
Você é meu princípio, eu sou o seu meio
Não existe fim
Claro que é princípio e meio. Junta-se tudo num corpo só. Não existe fim porque é tudo uma coisa só. Um grande mix de cor de pele. Nojo.
Na cama o lençol manchado
Precisa falar alguma coisa? Não né? (ele estava comendo pastel e pingou óleo rá rá rá)
Revela o fato consumado
Fizemos um amor gostoso
Transamos sexo falado
Que tipo de homem sai por aí descrevendo suas 'transas loucas'?
e o que é sexo falado? é por telefone? ahhhh entendi agora, o lençol manchado é com sêmen dele próprio, que se masturbava enquanto fazia 'sexo por telefone'.
Tenho que admitir
Pois, nunca vi coisa igual
Pois é...nem eu.
A sedução é fundamental
O que é sedução, amico? É você de camisa aberta até o umbigo, carinha de quem tá gostando demais e o cabelinho miojinho descolorido no topo da cabeça? Não obrigado.
(6)
Reflete a nossa vida
Pois é, fulaninho mora lá na favela de não sei onde...aquele puta sol desgraçado, latinha de cerveja na mão e aquela alegria toda. Favelagem me lembra sol. Amor? o que isto?
É duro como a flor renega até a dor
Cura qualquer ferida
É uma coisa estranha que me dá tamanha força
Pra te amar
Repare no verso: "É duro como a flor renega até a dor" isso me faz entender que a fulaninha é virgem, e não quer dar e ela renega a dor de dar pela primeira vez. E sexo cura qualquer coisa. Será? E percebe-se a selvageria do macho, porque segundo ele o tesão "é uma coisa estranha" que lhe dá tamanha força pra amar a guria (sexo primeiro e amor depois). Brega.
Um sentimento intenso que a todo momento me invade
Eu fico a pensar
Será que há no mundo
Caso tão profundo, de paixão assim
O sentimento intenso é o tesão. E pelo visto (como ele sempre ressalta) ele é insaciável, pois esse "sentimento intenso" o invade a todo momento. Esse deve andar de pauzão duro vinte e quatro horas por dia. E não, não há no mundo paixão assim. Brega desse jeito não.
Você é meu princípio, eu sou o seu meio
Não existe fim
Claro que é princípio e meio. Junta-se tudo num corpo só. Não existe fim porque é tudo uma coisa só. Um grande mix de cor de pele. Nojo.
Na cama o lençol manchado
Precisa falar alguma coisa? Não né? (ele estava comendo pastel e pingou óleo rá rá rá)
Revela o fato consumado
Fizemos um amor gostoso
Transamos sexo falado
Que tipo de homem sai por aí descrevendo suas 'transas loucas'?
e o que é sexo falado? é por telefone? ahhhh entendi agora, o lençol manchado é com sêmen dele próprio, que se masturbava enquanto fazia 'sexo por telefone'.
Tenho que admitir
Pois, nunca vi coisa igual
Pois é...nem eu.
A sedução é fundamental
O que é sedução, amico? É você de camisa aberta até o umbigo, carinha de quem tá gostando demais e o cabelinho miojinho descolorido no topo da cabeça? Não obrigado.
(6)
15 de jul. de 2009
Lições de como destruir o ego de alguém

Para homens:
Faça amizade com alguém no orkut. Convide a pessoa para sair. Várias vezes. Faça a sentir-se única e especial. Aja com galanteio escancarado, do tipo que abre portas, paga a conta, entrega ramos e mais ramos de flores campestres. Enfim faça-a se apaixonar completamente e incondicionalmente por você. Não dê o seu telefone e nem endereço em hipótese alguma (isso é muito importante futuramente). Em uma bela noite estrelada, convide-a para jantar (economize muito dinheiro para esta noite, ser cretino custa caro), vale levar uma caixa de bombons finos também, isso seria beeem legal, se puder, pegue o carro do seu pai emprestado e vá. Peça-a em namoro e faça uma cara de paixonite que seja convicente e leve-a ao motel. Faça o melhor sexo da sua vida. Fique quinze dias em extremo amor. Preste atenção, a pessoa ainda não tem o seu telefone residencial e muito menos o seu endereço. Não apresente amigos seus de jeito nenhum. Ok, passado os quinze dias delete a pessoa do seu msn (falso, que você irá criar somente para esse fim) e do seu orkut. Não deixe rastro algum. Suma. Troque o chip do seu celular. A pessoa irá te procurar, tentará te ligar (epa, mas ela não tem o seu número residencial). Ah não se esqueça de trocar o seu nick no orkut (se possível, fazer um novo e excluir o antigo) e fechar a sua conta criada no msn. Pronto, você foi um cafageste perfeito e ganhou a minha admiração.
ps: depois de quatro meses, procure a pessoa no orkut e mande um scrap assim: "Oi, tudo bem? te vi numa comunidade, me add? Gostei do seu perfil, podemos nos conhecer melhor...o que acha?" HAHAHAHAHAHAHAHAHA
Para mulheres (de cabelos longos):
Comece a sair com algum rapaz. Será melhor ainda se for daqueles caras que adoram se gabar da sua masculinidade. Não dê a sua genitália de início, faça-se de difícil ao extremo. Dê algum jeito de ele se apaixonar por você. Depois de alguns dias de insistência do macho para transar você cede. Vá com qualquer roupa (ele irá tirar mesmo) e com seus longos cabelos soltos (isso é bem importante). Ele irá te jogar na cama, enquanto ele faz isso você faz aquela cara de blasé que só você sabe fazer. Vale ficar olhando pro teto também. Quando a coisa começar a esquentar mais, trance o seu cabelo. Ele irá fazer caras e bocas, dizendo: ah, isso! ah, aquilo! E você estará trançando o seu cabelo. Isso, faça trancinhas pequenas com mechinhas de cabelo. No fim da transa você terá um belo canicalon. Quando ele estiver recuperado e não mais ofegante, mostre a ele a sua bela obra de arte. Balance as trancinhas para ele. Acho que ele irá ficar bem feliz.
:]
É, eu estou venenoso hoje.
14 de jul. de 2009
Felinos e Orientais
Hoje de manhã, no metrô eu estava pensando em como japoneses me lembram felinos.
Ambos têm os cabelos lisinhos (pêlos), têm olhinhos apertados e são ariscos e frios.
Ok, descobri a América.
Ambos têm os cabelos lisinhos (pêlos), têm olhinhos apertados e são ariscos e frios.
Ok, descobri a América.
13 de jul. de 2009
Conversas Aleatórias
From: XXXXXXXX@hotmail.com
To: XXXXXX@hotmail.com
Subject: RE: xaninha molhada
Date: Mon, 13 Jul 2009 20:41:18 +0000
Porque não experimenta sorrir? (Só se certifique de que não haja nada grudado nos dentes)
Eu acho que isso irá constrange-la e ela vai sorrir em resposta. Ou não.
Mas o que é que vc tem a perder não é?
Eu faria isso.
....................
RE: xaninha molhada
De: XXXXXXXXX (XXXXXXXXX@hotmail.com)
Enviada: segunda-feira, 13 de julho de 2009 20:44:06
Para: XXXXXXXXXX@hotmail.com
é, sorrirei pra ela.
sem salsinha no dente
acho feio sorrir com salsinha no dente
ou naco de maquiagem.
eu consigo ficar com lápis de olho no dente
Ai ai...adoro as minhas tardes de ócio.
To: XXXXXX@hotmail.com
Subject: RE: xaninha molhada
Date: Mon, 13 Jul 2009 20:41:18 +0000
Porque não experimenta sorrir? (Só se certifique de que não haja nada grudado nos dentes)
Eu acho que isso irá constrange-la e ela vai sorrir em resposta. Ou não.
Mas o que é que vc tem a perder não é?
Eu faria isso.
....................
RE: xaninha molhada
De: XXXXXXXXX (XXXXXXXXX@hotmail.com)
Enviada: segunda-feira, 13 de julho de 2009 20:44:06
Para: XXXXXXXXXX@hotmail.com
é, sorrirei pra ela.
sem salsinha no dente
acho feio sorrir com salsinha no dente
ou naco de maquiagem.
eu consigo ficar com lápis de olho no dente
Ai ai...adoro as minhas tardes de ócio.
Dia do Rock é o Caralho!
Hoje é o dia do rock. Se eu, ao menos, conseguisse baixar o CD novo do Sonic Youth eu poderia me considerar um pouco feliz. E comemoraria ouvindo a voz da Kim Gordon.
Bah!
Por que diabos as gravadoras tiram os links do ar???
Tudo bem...eu não vou comprar o álbum do mesmo jeito. Sou marrento e só de pirraça não compro!
Bah!
Por que diabos as gravadoras tiram os links do ar???
Tudo bem...eu não vou comprar o álbum do mesmo jeito. Sou marrento e só de pirraça não compro!
É uma Peleja Travada
Todo mundo sabe que eu odeio responder pesquisa. Acho perda de tempo.
Eis que eu estava no meu horário de almoço, panguando por aí enquanto esperava a hora de voltar pro meu calvário e aparece uma mulher, daquelas que andam com prancheta "pesquisando" sobre a vida dos outros. Acendo um cigarro e deixo ele pendurado na boca enquanto guardo o isqueiro. Ela se aproxima e pergunta: Mocinho, você é fumante?
Eu, muito do ligeiro que sou, respondo: Não. (com o cigarro ainda pendurado na boca).
Ela: Tá bom, fio. Brigada.
Não sei o que foi pior. Eu mentindo com o cigarro na boca, ou ela acreditando na minha mentira e vendo que eu estava com o cigarro na boca.
Eis que eu estava no meu horário de almoço, panguando por aí enquanto esperava a hora de voltar pro meu calvário e aparece uma mulher, daquelas que andam com prancheta "pesquisando" sobre a vida dos outros. Acendo um cigarro e deixo ele pendurado na boca enquanto guardo o isqueiro. Ela se aproxima e pergunta: Mocinho, você é fumante?
Eu, muito do ligeiro que sou, respondo: Não. (com o cigarro ainda pendurado na boca).
Ela: Tá bom, fio. Brigada.
Não sei o que foi pior. Eu mentindo com o cigarro na boca, ou ela acreditando na minha mentira e vendo que eu estava com o cigarro na boca.
Pára de fazer a Hebe, por favor!
Sabe o que eu queria? Ter expressões faciais decentes. Ontem eu estava sozinho em casa e resolvi que seria a hora de treinar esse lado. Parei na frente do espelho e fiquei quinze minutos treinando expressões faciais - as mais diversas possíveis. Eu pensava: Minha mãe morreu! - e lá estava eu fazendo a cara condizente. Eu pensava: Acabei de fazer sexo e não foi gostoso. E lá estava eu mais uma vez fazendo a cara condizente. Me senti ridículo e desisti.
Não é fácil não ser munido de expressões faciais. E o pior é que isso constrange (me constrange, te constrange). Eu consigo, facilmente, utilizar a mesma expressão para parabenizar uma pessoa que está casando como para anunciar que a mãe de fulano morreu. Alguns chamam isso de blasé. Mas não é. E eu bem sei disso.
Em algumas situações isso pode ser um tanto ruim. Já deixei de pegar muita gente por causa dessa minha cara de cu. A pessoa sempre fica com aquela impressão de que eu estou odiando estar ali. Mas quando, na verdade, eu estou até que gostando.
É complicado negada.
Não é fácil não ser munido de expressões faciais. E o pior é que isso constrange (me constrange, te constrange). Eu consigo, facilmente, utilizar a mesma expressão para parabenizar uma pessoa que está casando como para anunciar que a mãe de fulano morreu. Alguns chamam isso de blasé. Mas não é. E eu bem sei disso.
Em algumas situações isso pode ser um tanto ruim. Já deixei de pegar muita gente por causa dessa minha cara de cu. A pessoa sempre fica com aquela impressão de que eu estou odiando estar ali. Mas quando, na verdade, eu estou até que gostando.
É complicado negada.
10 de jul. de 2009
Devaneios de fim de tarde
Estou no trabalho virado e há quase 48 horas sem dormir.
Atendi um cliente e apaguei de vez. Os olhos ainda abertos.
Nada mais me lembro.
Só me lembro de flashes. Lembro de montar alguma coisa no corel umas trezentas vezes...na verdade eu nem sabia o que eu estava montando. O cliente atrás de mim, parado...esperando sair alguma coisa coerente.
Me lembro de perguntar a quantidade de impressões. Umas cinco vezes.
Me lembro também da Mara entrar algumas vezes aqui. Mas eu não sabia se estava sonhando ou se estava acordado. Perguntei pra minha amiga depois e ela confirmou.
E eu ainda montando coisas no corel...montando coisas que eu nem sabia o que era. No corel.
Acordei.
Me lembro de ter perguntado mais uma vez pro cliente qual ia ser a quantidade.
Levantei e fui na máquina buscar a provinha da impressão. Mas eu percebi que não havia mandado nada.
Voltei pro meu computador e vi que só tinha um arquivo em word aberto.
E nada de corel aberto com coisas montadas.
Gente, isso é loucura.
Na verdade essa loucura se chama sono. SONO! SONOOO!
Atendi um cliente e apaguei de vez. Os olhos ainda abertos.
Nada mais me lembro.
Só me lembro de flashes. Lembro de montar alguma coisa no corel umas trezentas vezes...na verdade eu nem sabia o que eu estava montando. O cliente atrás de mim, parado...esperando sair alguma coisa coerente.
Me lembro de perguntar a quantidade de impressões. Umas cinco vezes.
Me lembro também da Mara entrar algumas vezes aqui. Mas eu não sabia se estava sonhando ou se estava acordado. Perguntei pra minha amiga depois e ela confirmou.
E eu ainda montando coisas no corel...montando coisas que eu nem sabia o que era. No corel.
Acordei.
Me lembro de ter perguntado mais uma vez pro cliente qual ia ser a quantidade.
Levantei e fui na máquina buscar a provinha da impressão. Mas eu percebi que não havia mandado nada.
Voltei pro meu computador e vi que só tinha um arquivo em word aberto.
E nada de corel aberto com coisas montadas.
Gente, isso é loucura.
Na verdade essa loucura se chama sono. SONO! SONOOO!
Até parece que ia dar certo
Cliente quer imprimir um arquivo. Me entrega o pen drive e entra pra me mostrar o dito cujo a ser impresso. O cliente não encontra o arquivo e nota que pegou o pen drive errado.
Ele me pergunta ,gentilmente, se poderia retirar o material do seu e-mail. Respondo prontamente que sim. Ele me manda entrar no gmail e digita o login...
Mas ele esqueceu a senha.
Penso: Que dó.
Até parece que ia dar certo.
Ele me pergunta ,gentilmente, se poderia retirar o material do seu e-mail. Respondo prontamente que sim. Ele me manda entrar no gmail e digita o login...
Mas ele esqueceu a senha.
Penso: Que dó.
Até parece que ia dar certo.
Marcadores:
chega a fazer dó,
cotidiano,
loser,
stuff
Don't Try
Já se via no túmulo de Bukowski: Don't Try. [Nem tente]
Se você sabe que vai se frustrar, porque diabos insiste em tentar?
Isso se aplica a ALGUMAS áreas da minha vida.
ps: sim, eu pesquisei mais sobre bukowski depois dessa noite-overdose-cultura.
Se você sabe que vai se frustrar, porque diabos insiste em tentar?
Isso se aplica a ALGUMAS áreas da minha vida.
ps: sim, eu pesquisei mais sobre bukowski depois dessa noite-overdose-cultura.
Lembrança distante agora
Ontem eu vi aquela pessoa passar na minha frente. E eu não me dei permissão para ficar mal.
Isso é tão bom.
Isso é tão bom.
Desculpa
Nossa, meu último post estava CHEIOS de erros gramaticais. Mas eu etou super sem coragem de repassá-lo. Eu escrevi isso com uma rapidez incrível, não queria perder nada do texto. Por isso saiu isso.
E porque caralhos estou pedindo desculpas?
Ahhh paputaquepariu.
Hahahahahaha!
E porque caralhos estou pedindo desculpas?
Ahhh paputaquepariu.
Hahahahahaha!
Os fios interligados que percorrem os canais humanos
Estava sentado no Frans Café, de madrugada. Simplesmente ali, esperando o tempo passar para ir trabalhar - assim pela manhã - e ao mesmo tempo desfrutando da presença agradável da amiga cowy. Discutíamos acaloradamente sobre o motivo real que move uma amizade, chegamos à conclusão de que a amizade nada mais é do que um jogo de interesses, que consequentemente pode gerar um afeto maior. Observo ao lado e reparo que existe um rapaz sozinho - aparentemente muito louco - degustando singelamente um pão na chapa e uma xícara fumegante de café ou cappuccino, não sei bem - tenha em mente que ainda são quatro da madrugada, aproximadamente. Eis que estamos lá, ainda discutindo sobre o significado real da amizade e temas profundos da vida, quando o rapaz vira e diz algo que eu não entendo de cara. Ele escutava a nossa conversa e se sentiu na liberdade de se intrometer. Eu ficaria irritado em condições normais, mas resolvi não ignorá-lo e até chamei ele para sentar conosco. O que foi acatado mais do que depressa. Ele era baixo, louro com cabelos arrepiados e falava de um jeito meio maníaco, com um sotaque estranho. Perguntamos à ele de onde ele era. Ele nos relatou a sua história e descobrimos que aquilo não era um sotaque. E sim uma sequela de algum acidente - reparei que ele tinha alguns hematomas, aparentemente de cirurgias pelo corpo todo. Por alguns instantes achei que ele tivesse algum problema mental, em alguns momentos ele agia como tal. Mas conforme a conversa foi se desenvolvendo, ele se mostrou uma pessoa muito inteligente - inteligente e carente na mesma proporção, o que me causou uma certa pena no primeiro momento, tendo em vista a história que ele nos contou, mas confesso a vocês que essa pena deu lugar a um certo carinho. Você deve se perguntar: - como você pode sentir carinho por uma pessoa que você conheceu a poucos minutos? Mas deixe-me explicar. Sabe aquelas pessoas que você olha para o rosto e lê a palavra "CARÊNCIA" "ATENÇÃO" e isso é tão gritante que você simplesmente decide que quer cuidar daquela alma? Pois é, isso nunca havia me ocorrido antes. Ele se mostrava realmente à vontade e contente por estar no meio de nós. O que me deixou até feliz, não é todos os dias que eu tenho a oportunidade de fazer algo oualguém. Imaginei que ele seria o tipo de pessoa que não tem amigos. Não por falta de simpatia ou algo do tipo, simplesmente por algum medo ou trauma interno. O que justificava a inteligência e o vasto repertório literário, já que uma pessoa que não tem amigos procura outra alternativa de se divertir, entreter...enfim, a dele - acredito eu - é a leitura. Ele citou livros que eu jamais ouvi falar ou jamais tive alguma pretensão de ler. Não por ser ignorante e fechado, mas por simplesmente não ter acesso a tais materiais. Ou mesmo por desconhecer completamente a existência. Nunca fui adepto da leitura chamada, muitas vezes pejorativamente CULT. Mas tenho uma boa bagagem de livros diversos. Afinal uma leitura NUNCA é inútil. Enfim, reparei que ele não tinha amigos. Ele estava voltando de uma balada - a funhouse - e chegou no café completamente sozinho, e aparentemente não esteve com ninguém naquela noite. Pensei: que triste.
Passamos alguns poucos minutos conversando sobre músicas e livros, até que somos interrompidos por um: Bom Dia! - extremamente sonoro. Respondemos e nos apresentamos na mesma hora. No primeiro momento essa pessoa me chamou a atenção pela beleza, aquele tipo de beleza implícita, que está presente num simples traço do rosto que você nunca sabe muito bem como explicar e sabe menos ainda onde exatamente está essa beleza, você sabe muito menos ainda se ela está lá. Nesse momento estávamos conversando sobre escrever. E esse rapaz - já com jeito de maduro e com ar muito misterioso - nos informou, com um leve desdém na entonação, que ele escrevia também. E mais, tirou um caderno de anotações da mochila e leu algumas poemas e prosas pra gente. Me surpreendi com a qualidade do material dele, claro que eu observei alguns errinhos básicos de concordância, mas ainda assim a qualidade era inegável. Eu fiquei levemente - observe, LEVEMENTE - irritado com o fato de ele aparentar querer ser superior a nós. Ele falava com um certo desprezo na voz, como se cada palavra daqueles poemas fossem irrelevantes e nós éramos ignorantes cretinos que babavam com qualquer texto idiota. Pensei comigo mesmo que ele não podia desenhar como eu. Ri pra mim mesmo.
Ele nos informava com certa petulância sobre ter feito faculdade de direito na PUC, ter vinte e três e não trabalhar. E ainda assim, comer putas e beber café com o dinheiro dos pais. Eu não costumo gostar de gente assim. Mas alguma coisa nele me causava uma certa atração. Não sei bem o que era, mas eu senti que era o tipo de gente que nos convida por pura brincadeira a decifrá-lo. Mas que jamais deixa pistas de qualquer coisa.
Já estava quase amanhecendo. Eu ainda precisava trabalhar e eu já estava cansado da companhia deles. Até que o garoto numero um lança uma pergunta, um tanto inusitada [super querendo polemizar]: Se toda amizade tem um interesse, porque você está aqui conversando com desconhecidos? - Lançou essa pergunta no geral.
Eu respondi que estava apenas esperando a hora de eu ir pro trabalho, e achei que seria agradável passar essas horas ao lado de pessoas inteligentes - que iriam me acrescentar algo, expliquei que eu não tinha a mínima intenção de ser amigos deles. Eles não fizeram cara de perplexos, ao que eu supus que eles já imaginavam certa resposta.
Estava de manhã, finalmente. Pagamos a nossa conta e seguimos - os quatro - juntos até o cruzamento. Na hora da despedida, o garoto numero um foi dar um abraço no garoto numero dois. O garoto numero dois esquivou-se com uma rapidez incrível. O garoto número um ficou com cara de desentendido e explicou que gostava de abraçar as pessoas - CARÊNCIA, EU SABIA! - e eu fiz questão de dar um abraço naquele ser necessitado. Claro que um abraço à la Praguejento [quem me conhece sabe do que estou falando] mas, porra! ainda assim era um abraço. Eu senti vontade de pegar e cuidar desse serzinho - leia-se sem conotação erótica NENHUMA fazfavor.
Passado o momento despedida, cada um seguiu seu caminho. Sabendo que nunca mais se viriam novamente - e muito provavelmente.
Engraçado como a vida nos oferece momentos quase íntimos com pessoas, e segundos depois essa pessoa se vai e você sabe que não tornará a vê-la e você nem pretenção tem.
Fiquei pensando...se eu tivesse ido dormir no hotel, que era o plano inicial isso não teria acontecido, se eu tivesse optado por outro café ao invés de outro eu teria sido poupado de conhecer duas pessoas incríveis - incríveis no sentido de diversidade, no sentido de ser humano essencialmente. É nessas horas que eu acredito em destino, em que nada é por um acaso. As coisas simplesmente acontecem e elas são ligadas umas às outras. Naquele momento um pequeno fio de ligação entre eu e aquelas pessoas foi estabelecido e ele não irá se soltar jamais. Uma vez o contato feito o elo estará sempre lá. Esquecido as vezes, mas ainda assim presente. Imagino o tanto de fios que tenho ligados à pessoas, muitas vezes um simples olhar cria um elo com alguém. Eu acredito nisso. Você deve estar pensando: Ele deve ter cheirado uma bela duma carreira de pó pra estar falando isso. Mas faz todo o sentido pra mim.
O elo entre seres humanos é algo indiscutivelmente incrível.
Passamos alguns poucos minutos conversando sobre músicas e livros, até que somos interrompidos por um: Bom Dia! - extremamente sonoro. Respondemos e nos apresentamos na mesma hora. No primeiro momento essa pessoa me chamou a atenção pela beleza, aquele tipo de beleza implícita, que está presente num simples traço do rosto que você nunca sabe muito bem como explicar e sabe menos ainda onde exatamente está essa beleza, você sabe muito menos ainda se ela está lá. Nesse momento estávamos conversando sobre escrever. E esse rapaz - já com jeito de maduro e com ar muito misterioso - nos informou, com um leve desdém na entonação, que ele escrevia também. E mais, tirou um caderno de anotações da mochila e leu algumas poemas e prosas pra gente. Me surpreendi com a qualidade do material dele, claro que eu observei alguns errinhos básicos de concordância, mas ainda assim a qualidade era inegável. Eu fiquei levemente - observe, LEVEMENTE - irritado com o fato de ele aparentar querer ser superior a nós. Ele falava com um certo desprezo na voz, como se cada palavra daqueles poemas fossem irrelevantes e nós éramos ignorantes cretinos que babavam com qualquer texto idiota. Pensei comigo mesmo que ele não podia desenhar como eu. Ri pra mim mesmo.
Ele nos informava com certa petulância sobre ter feito faculdade de direito na PUC, ter vinte e três e não trabalhar. E ainda assim, comer putas e beber café com o dinheiro dos pais. Eu não costumo gostar de gente assim. Mas alguma coisa nele me causava uma certa atração. Não sei bem o que era, mas eu senti que era o tipo de gente que nos convida por pura brincadeira a decifrá-lo. Mas que jamais deixa pistas de qualquer coisa.
Já estava quase amanhecendo. Eu ainda precisava trabalhar e eu já estava cansado da companhia deles. Até que o garoto numero um lança uma pergunta, um tanto inusitada [super querendo polemizar]: Se toda amizade tem um interesse, porque você está aqui conversando com desconhecidos? - Lançou essa pergunta no geral.
Eu respondi que estava apenas esperando a hora de eu ir pro trabalho, e achei que seria agradável passar essas horas ao lado de pessoas inteligentes - que iriam me acrescentar algo, expliquei que eu não tinha a mínima intenção de ser amigos deles. Eles não fizeram cara de perplexos, ao que eu supus que eles já imaginavam certa resposta.
Estava de manhã, finalmente. Pagamos a nossa conta e seguimos - os quatro - juntos até o cruzamento. Na hora da despedida, o garoto numero um foi dar um abraço no garoto numero dois. O garoto numero dois esquivou-se com uma rapidez incrível. O garoto número um ficou com cara de desentendido e explicou que gostava de abraçar as pessoas - CARÊNCIA, EU SABIA! - e eu fiz questão de dar um abraço naquele ser necessitado. Claro que um abraço à la Praguejento [quem me conhece sabe do que estou falando] mas, porra! ainda assim era um abraço. Eu senti vontade de pegar e cuidar desse serzinho - leia-se sem conotação erótica NENHUMA fazfavor.
Passado o momento despedida, cada um seguiu seu caminho. Sabendo que nunca mais se viriam novamente - e muito provavelmente.
Engraçado como a vida nos oferece momentos quase íntimos com pessoas, e segundos depois essa pessoa se vai e você sabe que não tornará a vê-la e você nem pretenção tem.
Fiquei pensando...se eu tivesse ido dormir no hotel, que era o plano inicial isso não teria acontecido, se eu tivesse optado por outro café ao invés de outro eu teria sido poupado de conhecer duas pessoas incríveis - incríveis no sentido de diversidade, no sentido de ser humano essencialmente. É nessas horas que eu acredito em destino, em que nada é por um acaso. As coisas simplesmente acontecem e elas são ligadas umas às outras. Naquele momento um pequeno fio de ligação entre eu e aquelas pessoas foi estabelecido e ele não irá se soltar jamais. Uma vez o contato feito o elo estará sempre lá. Esquecido as vezes, mas ainda assim presente. Imagino o tanto de fios que tenho ligados à pessoas, muitas vezes um simples olhar cria um elo com alguém. Eu acredito nisso. Você deve estar pensando: Ele deve ter cheirado uma bela duma carreira de pó pra estar falando isso. Mas faz todo o sentido pra mim.
O elo entre seres humanos é algo indiscutivelmente incrível.
4 de jul. de 2009
O olhar triste e os presentes coloridos
Esta noite eu acho difícil de esquecer.
- Seus olhos exalam tristeza.
- Eu não sabia que era tão explícito.
- Mas é...
Eu escolhi seguir o caminho dos presentes coloridos. Que não é necessariamente o caminho mais fácil. E eu ainda estou me sentindo culpado por ter deixado tudo de negativo, que me pertencia, à aquela garota.
PS: Estou há quase quarenta e oito horas sem dormir e quase vinte e quatro horas sem comer nada. Estou chapado. Perdi 2kg.
PS2: Não, isso não era pra ser entendido. É apenas um registro meu mesmo. Eu não quero esquecer essa data. O dia em que eu decidi mudar (desta vez de verdade e mais sério do que nunca).
- Seus olhos exalam tristeza.
- Eu não sabia que era tão explícito.
- Mas é...
Eu escolhi seguir o caminho dos presentes coloridos. Que não é necessariamente o caminho mais fácil. E eu ainda estou me sentindo culpado por ter deixado tudo de negativo, que me pertencia, à aquela garota.
PS: Estou há quase quarenta e oito horas sem dormir e quase vinte e quatro horas sem comer nada. Estou chapado. Perdi 2kg.
PS2: Não, isso não era pra ser entendido. É apenas um registro meu mesmo. Eu não quero esquecer essa data. O dia em que eu decidi mudar (desta vez de verdade e mais sério do que nunca).
Classe B1, Desculpa!
Ontem minha amiga P. veio até aqui onde trabalho para almoçar comigo. Decidimos comer no Subway do Shopping e assim o fizemos. Enquanto comíamos o nosso lanche (frango o meu, carne com queijo o dela) uma mulher, educadamente, nos aborda e pergunta se depois de comermos poderíamos responder á sua pesquisa. Eu como trouxa que sou, disse que sim. Ok, imaginamos que seria uma coisa rápida e depois do nosso almoço nos dirigimos até a mesa da moçoila em questão. Pedi pra ela agilizar e começar logo com aquilo. Ela perguntou dados como endereço, telefone e nome completo, que foram sumariamente trocados por qualquer coisa que me veio á mente. Ela fez diversas perguntas sobre lanchonetes (?) e tudo o que eu possuía em casa. Ela ficou escandalizada com o fato de eu não ouvir rádio e nem assistir TV (não gosto, o que eu posso fazer?). Essa enquete me rendeu dezesseis minutos. Sim eu olhei no relógio. No fim do teste ela somou os meus pontos e informou-me que eu era da classe B1 (média alta). E o da P. (que é mais afortunada do que eu) deu B2. Achei estranho, pois eu não omiti nada do que eu tenho (isso foi tudo verdade) e ela também só falou a verdade. Achei bizarro. Alguma coisa errada tem. Eu moro numa casa comum, sem nenhuma frescura, tem um carro comum na minha garagem e eu não tenho milhares de PC's e nem milhares de televisões. E moro na Zona Lost. Bah!
3 de jul. de 2009
Sketch#2
Atrasos em massa
7:10 da madrugada e o maldito celular desperta. Ensandecidamente ao som de The kills (Rodeo Town...passei a odiar essa música porque ela me remete a acordar cedo, o que é uma pena, porque a música é linda...). Percebi que estava relativamente cedo, e decidi dormir mais meia hora. Dormi o que me pareceu cinco minutos (sonhei que estava na casa da minha tia, nesse meio tempo). Mas olhei no display do celular e notei os números: 8:10.
Respirei fundo e pensei: Nessa hora eu já deveria estar dentro do ônibus. Levantei apressadamente e vesti a primeira coisa que eu vi (uma calça jeans e uma camiseta dos rolling stones). Escovei os dentes ultra-rapidamente e corri.
Ao chegar no ônibus, percebi que as pessoas que pegam ônibus comigo todos os dias (sim, eu reparo e já as conheço até por nome...) estavam lá sentados e belos, cada qual em seu banco. Eu de pé.
Pensei: Que estranho...essas pessoas não deveriam estar aqui. Eu estou atrasado. Será que ocorreu um atraso em massa? As pastas de dente de todas as casas acabaram e elas perderam tempo demais espremendo o tubinho? Ou será que houve um assalto em todas as casas e roubado todas as roupas dos respectivos guarda-roupas e elas tiveram que pedir pra mãe, vó, tia e etc? Ou será que os celulares resolveram não acordar seus donos, pura e unicamente por sacanagem?
Depois de pensar em todas essas hipóteses eu me lembrei: Hoje é sexta-feira. As pessoas costumam relaxar de sexta-feira e demoram menos tempo pra chegar em seus devidos destinos, porque o metrô costuma ser mais rápido e vazio. Bah!
Preciso de uma reviravolta na minha vida. Estou até fantasiando aburdos já. Chega dar dó...
Hoje é sexta. Vou pra casa da F. mas antes a gente vai beber na augusta!
Respirei fundo e pensei: Nessa hora eu já deveria estar dentro do ônibus. Levantei apressadamente e vesti a primeira coisa que eu vi (uma calça jeans e uma camiseta dos rolling stones). Escovei os dentes ultra-rapidamente e corri.
Ao chegar no ônibus, percebi que as pessoas que pegam ônibus comigo todos os dias (sim, eu reparo e já as conheço até por nome...) estavam lá sentados e belos, cada qual em seu banco. Eu de pé.
Pensei: Que estranho...essas pessoas não deveriam estar aqui. Eu estou atrasado. Será que ocorreu um atraso em massa? As pastas de dente de todas as casas acabaram e elas perderam tempo demais espremendo o tubinho? Ou será que houve um assalto em todas as casas e roubado todas as roupas dos respectivos guarda-roupas e elas tiveram que pedir pra mãe, vó, tia e etc? Ou será que os celulares resolveram não acordar seus donos, pura e unicamente por sacanagem?
Depois de pensar em todas essas hipóteses eu me lembrei: Hoje é sexta-feira. As pessoas costumam relaxar de sexta-feira e demoram menos tempo pra chegar em seus devidos destinos, porque o metrô costuma ser mais rápido e vazio. Bah!
Preciso de uma reviravolta na minha vida. Estou até fantasiando aburdos já. Chega dar dó...
Hoje é sexta. Vou pra casa da F. mas antes a gente vai beber na augusta!
2 de jul. de 2009
Nem queria mesmo.
Estou ouvindo uma música que diz isso:
But I said no, no, no,no-no-no
I said no, no, you're not the one for me
No, no, no,no-no-no
I said no, no, you're not the one for me
E isso me faz todo o sentido.
Não era para dar certo e eu não vou mais ficar aqui "chorando".
E sabe porque?
Porque eu gosto do estrago, gosto de bagaceira.
Bagaceira atrai bagaceira.
ps: O trechinho é de uma música FODA da KT Tunstall, chamada Black Horse and the Cherry Tree (Nome legal né?).
But I said no, no, no,no-no-no
I said no, no, you're not the one for me
No, no, no,no-no-no
I said no, no, you're not the one for me
E isso me faz todo o sentido.
Não era para dar certo e eu não vou mais ficar aqui "chorando".
E sabe porque?
Porque eu gosto do estrago, gosto de bagaceira.
Bagaceira atrai bagaceira.
ps: O trechinho é de uma música FODA da KT Tunstall, chamada Black Horse and the Cherry Tree (Nome legal né?).
Me causa náusea
Dúvidas que não querem calar (e que certamente me causam náusea só de pensar):
(para ler ouvindo o rock mais pesado e gritado que você tiver na sua playlist. Como não sou adepto de tal estilo, a que eu tenho aqui é ART STAR do yeah yeah yeahs).
• Porque diabos TODA letra de pagodão tem que ter "Olere-lerê" "Digui-Digui-Digui-ô" "Obá-Obá" "Isquindô Isquindô"? Ahhhh pra puta que pariu.
• Porque casaizinhos de adolescentes têm mania de falar como se fossem bebês: "Aiiiin Ti Amuuuu, minhaaaááá namoladááá. SSupa meu pipi, môôô???" Ahhhh caralho na boca de toda essa racinha.
• Porque tem gente que ainda INSISTE em macacão???? Me diga, meu deus do céuuuuu!!!! Ai gente, será que não percebem que já estamos no ano 2009 (DOIS MIL E NOVEEEEEE). Assim, não que eu seja ligado em moda e tal, na verdade acho entediante. Mas macacão??? não dá né? E masculino ainda...pra piorar. Ok, dá pra piorar. Vizualize a cena (eu imagino o estereótipo de quem usa macacão assim): Macacão jeans de boquinha agarrada, BRANCO (não sei porque imaginei branco), sem camiseta por baixo (no máximo uma camisa social em cores cítricas) e uma alça caída, estilo ombro único, saca? O cabelo? sempre MULLETS. Crespo. Na altura do ombro. vale usa uma correntinha de ouro (apenas dourada, na verdade).
• Porque caralhos o DIDI MOCÓ ainda está trabalhando na Televisão Brasileira???? Quem gosta desse homem, meu deus do céu? Me respondam porque eu não conheço. Motivos pelos quais eu DETESTO esse senhor: ele NÃO tem graça alguma, ele está mais velho do que a minha vó e ainda se acha o ENGRAÇADÃO. Rá rá rá. Minha pica pra ele. Juro que se eu o visse eu iria estapeá-lo e gritar: PRESTENÇÃO, CARALHO! e provavelmente viriam meia dúzia de seguranas pra me segurar, antes de cometer um crime. Ok, exagerei. Próximo item.
• Porque tem gente que tem bafo de COCÔ?! Gente, isso não entra na minha cabeça DE JEITO NENHUM. O que essas pessoas fazem? defecam e abaixam na privada e lambem todos os coliformes fecais? Ou escovam os dentes com pasta de dente com aroma de MERDA? ahhh, acho o fim. Não tenho um pingo de paciência e não levo a sério pessoas com bafo de bosta. Quer ter bafo, até tenha...vá lá...mas de COCÔ NÃO. Não perto de mim. Adoraria ter coragem nessas pessoas e falar: - Cálega, gel dental faz bem, sabia? Esse seu hálito fecal não é nada elegante. Nem sensual. Aliás, muito menos. E digo mais, vem cá que eu vou fazer você passar vergonha (vira pra mocinha da farmácia) Ãmiga, me traz uma escova e um tubo de pasta de dente. De menta. (volta a atenção pra vítima) Agora abre essa porra de boca e eu vou escovar até esfolar essa merda que você chama de boca. Caralho.
O pior de tudo é que eu nem estou de mau-humor. Pelo contrário.
(para ler ouvindo o rock mais pesado e gritado que você tiver na sua playlist. Como não sou adepto de tal estilo, a que eu tenho aqui é ART STAR do yeah yeah yeahs).
• Porque diabos TODA letra de pagodão tem que ter "Olere-lerê" "Digui-Digui-Digui-ô" "Obá-Obá" "Isquindô Isquindô"? Ahhhh pra puta que pariu.
• Porque casaizinhos de adolescentes têm mania de falar como se fossem bebês: "Aiiiin Ti Amuuuu, minhaaaááá namoladááá. SSupa meu pipi, môôô???" Ahhhh caralho na boca de toda essa racinha.
• Porque tem gente que ainda INSISTE em macacão???? Me diga, meu deus do céuuuuu!!!! Ai gente, será que não percebem que já estamos no ano 2009 (DOIS MIL E NOVEEEEEE). Assim, não que eu seja ligado em moda e tal, na verdade acho entediante. Mas macacão??? não dá né? E masculino ainda...pra piorar. Ok, dá pra piorar. Vizualize a cena (eu imagino o estereótipo de quem usa macacão assim): Macacão jeans de boquinha agarrada, BRANCO (não sei porque imaginei branco), sem camiseta por baixo (no máximo uma camisa social em cores cítricas) e uma alça caída, estilo ombro único, saca? O cabelo? sempre MULLETS. Crespo. Na altura do ombro. vale usa uma correntinha de ouro (apenas dourada, na verdade).
• Porque caralhos o DIDI MOCÓ ainda está trabalhando na Televisão Brasileira???? Quem gosta desse homem, meu deus do céu? Me respondam porque eu não conheço. Motivos pelos quais eu DETESTO esse senhor: ele NÃO tem graça alguma, ele está mais velho do que a minha vó e ainda se acha o ENGRAÇADÃO. Rá rá rá. Minha pica pra ele. Juro que se eu o visse eu iria estapeá-lo e gritar: PRESTENÇÃO, CARALHO! e provavelmente viriam meia dúzia de seguranas pra me segurar, antes de cometer um crime. Ok, exagerei. Próximo item.
• Porque tem gente que tem bafo de COCÔ?! Gente, isso não entra na minha cabeça DE JEITO NENHUM. O que essas pessoas fazem? defecam e abaixam na privada e lambem todos os coliformes fecais? Ou escovam os dentes com pasta de dente com aroma de MERDA? ahhh, acho o fim. Não tenho um pingo de paciência e não levo a sério pessoas com bafo de bosta. Quer ter bafo, até tenha...vá lá...mas de COCÔ NÃO. Não perto de mim. Adoraria ter coragem nessas pessoas e falar: - Cálega, gel dental faz bem, sabia? Esse seu hálito fecal não é nada elegante. Nem sensual. Aliás, muito menos. E digo mais, vem cá que eu vou fazer você passar vergonha (vira pra mocinha da farmácia) Ãmiga, me traz uma escova e um tubo de pasta de dente. De menta. (volta a atenção pra vítima) Agora abre essa porra de boca e eu vou escovar até esfolar essa merda que você chama de boca. Caralho.
O pior de tudo é que eu nem estou de mau-humor. Pelo contrário.
1 de jul. de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)




