28 de abr. de 2009

Coisas que precisa saber para pensar que me conhece

Faço questão que o volume da TV sempre termine em 0 ou 5. Quando faço faxina, gosto de desarrumar tudo para depois arrumar. Tenho mania de simetria. Quando vejo alguma pessoa atraente sinto necessidade de tocar nela (Incontrolável, eu diria, mesmo que seja um esbarrão). Não recebo sms nem ligações. Voltei a usar e-mail, depois de anos. Tenho preferência por celulares grandes e com displays enormes. Não uso cuecas bege. Minhas roupas são pretas e brancas, em sua maioria. Vivo sem dinheiro. Toda semana estipulo metas para emagrecer e parar de fumar (Nunca são cumpridas). Não consigo mais desenhar à mão. Tenho dificuldade em manter e começar relacionamentos. Tenho amizades duradouras e preciosas que pretendo levá-las ao resto da vida. Tenho síndrome de patinho feio. Tenho pavor de ser gordo, apesar de ser. Gosto de comer bem e não economizo para tal. Fico sem jeito quando recebo elogios. Não gosto que escostem em mim a toa. Não tomo refrigerante normal (só em último caso). Assisto novelas japonesas. A maioria das pessoas que compõem meu círculo de amizade possui piercing no septo. Já fui assexuado. Fui feio (realmente feio) até os 17 anos e não pegava ninguém. Um dia resolvi mudar e fiquei mais bonito e comecei a pegar deus e o mundo. Não gosto muito de sorvete de coco. Tenho saudade dos bolinhos de chuva do meu pai. Gasto muito dinheiro com roupa, mas uso sempre as mesmas (não me pergunte o que acontece). Já li muitos mangás nessa vida e quase fui otaku, percebi o quão ridículo isso era antes mesmo de me tornar um (convenhamos, é muito irritante fulaninho de vinte anos usando touca de animal e pulando no meio da Liberdade e dizendo coisas como: Nyan! ou Kawaiiiii!), Já tive uma fase em que quase virei emo. Eu sou exatamente do jeito que eu queria ser quando eu era menor. Odeio a cor marrom. Gosto de preto e branco. Nunca me destaquei em esportes. Sou movido a música, sinto necessidade de escutar batidas, guitarras, baterias e vozes o dia todo. Tenho mania de deixar a TV ligada quando estou sozinho em casa, pra dar impresão de que não estou sozinho. Um miojo não é suficiente pra mim, mas dois miojos acho muito. Gosto de Street Art. Sou ex-viciado em internet. Detesto trabalhar. Nunca comi churrasco grego, mas morro de vontade. Não gosto de animais. Bebo café de litro. Tomo chá verde para emagrecer. Odeio fazer exercícios. Não assiSTO tv. Bato na minha irmã mais nova. Me sinto um cidadão japonês quando estou dentro de um metrô (!?). Tenho a apelido de 'agarradinho' no trabalho, porque uso calças skinny. Já passei quatro meses sendo vegan, até eu perceber que ser politicamente correto é muito chato e clichê. Isso me lembra que eu detesto pessoas politicamente corretas e santinhas. Gosto de gente que não presta. Costumo me apaixonar por pessoas que não gostam de mim. Pessoas que eu não gosto tanto assim costumam se apaixonar por mim. Eu já chorei por amor duas vezes na vida. E já faz tempo. Teria coragem de matar gente, na facada. Já desmaiei dentro de um vagão de metrô lotado pela manhã. Tenho três personalidades (isso merece um post próprio), uma no serviço (a mais ou menos), uma em casa (a santinha), outra na rua (o cão). Brinco com os meus amigos de virar o copo de vodka. Sou fraco e não consigo carregar mais do que cinco quilos nos braços. Não preciso usar óculos, mas adoraria (q). Minhas roupas brancas são todas manchadas, resultado das bebedeiras de fim de semana, onde quase sempre eu caio no chão e rolo. Tenho machucados que não conheço a procedência em quase todo o corpo. Já suspeitei que eu tivesse herpes genital, mas descobri depois de um tempo que era só uma marca de coceira. Já entrei em motel a pé. Perdi minha virgindade com 17 anos, com uma pessoa que só vi uma vez na vida. Não consigo viver sem celular DE JEITO NENHUM. Minha mãe me teve com 17 anos e foi expulsa de casa por minha culpa. A coca do mc donalds é diferente, e eu não gosto. Detesto peixe cozido. Não sou experiente em namoros. Gosto de indie rock. Minha banda preferida é Yeah Yeah Yeahs. Já fui feminista, mas percebi que isso não adianta e não resolve porra nenhuma, já que as próprias mulheres se dão ao direito de serem xingadas de piranhas e vagabundas (pra não dizer puta). Por uma época só me interessava pessoas orientais e que tivessem um nome em japonês (isso foi na fase otaku). No segundo colegial eu só vestia preto. Tenho medo de pegar a gripe suína. A morte me atrai de vez em quando e u sempre resisto à ela. Tenho comportamentos auto-destrutivos (quem me conhece sabe). Comecei a fumar por farra, e agora não consigo parar (e nem sei se quero). Já passei 3 dias sem dormire quase faleci, sou o tipo de pessoa que não dispensa a cama. Por falar nisso, sou a pessoa mais chata pra acompanhar alguém em uma balada, fico o tempo todo sentado, fumando e praguejando. Como panetone com margarina. Bebo dois litros de água todos os dias. Costumava ler a bíblia quando era mais novo, e eu frequentava a igreja evangélica com a minha mãe. Já pensei em me prostituir, só não fiz porque eu nao tenho um corpo sarado. Já pensei que tinha feito cocô nas calças uma vez quando estava sentado num ônibus, desci e voltei pra casa e quando fui ver não era nada (eu juro que senti). Já comi uma pizza inteira. Alugo filmes e quase sempre devolvo sem tê-los assistido. Tenho as discografias de todas as minhas bandas preferidas. Tenho preguiça de pessoas feias, na boa. Não tenho intenção de viver mais do que trinta anos. Sou bicho do mato e não entendo nada de cartão de crédito, cheque, requerimentos, protocolos da puta que pariu e essas coisas de gente grande. Só gosto de dormir de lado e tenho uma grande dificuldade de dormir abraçado com alguém. Eu uso blusa no calor e todos à minha volta parecem se irritar com isso. Nunca briguei na escola, sempre fui daqueles alunos apagadinhos. Tenho paixão por caveiras. Já cheguei no fundo do poço e subi só um pouquinho (onde estou agora). Não gosto dos desenhos novos da disney. Ganhei presente de dia das crianças dos meus pais até o ano passado. Não gosto de chicretes de tuti-fruti e nem de balas de morango. Gosto de balas de goma laranja e verde.

Tá, cansei. Essas são as coisas básicas que alguém tem que saber pra pensar que me conhece.

26 de abr. de 2009

Pensamentos aleatórios

Domingo a tarde. Extremamente entediado e necessitado de uma alma viva para rir e conversar. Tendo como companhia apenas a voz doce da minha linda Karen O.

Hoje seria um daqueles dias perfeitos para passear a dois pela Liberdade ou pela Paulista. Ou mesmo pra tomar um café na Starbucks / Frans Café. Ou entrar em uma livraria tipo a FNAC ou a Livraria Cultura e sair de lá abarrotado de sacolas contendo revistas do mundo inteiro, livros de arte e romances. Ou mesmo pra comer um muffim do mc café.

O frio me traz sentimentos bons e ruins ao mesmo tempo. Amo frio. Mas ele me faz pensar em coisas tristes. ACho que deve ser o tom cinza que predomina, ou o tom de cor das roupas de inverno, em sua maioria escuras. Penso que seria ótimo estar acompanhado em uma sala de cinema, tendo o filme , claro, como elemento secundário. Mas me lembro que não sou o tipo que consegue manter um relacionamento. Talvez porque eu esteja tão acostumado a ser sozinho e pensar como um só, eu não tenho uma cabeça propensa a pensar como um casal. Já tentei, sempre tentei mas não dá. Então o melhor que tenho a fazer é relaxar e aproveitar o momento.

Penso que queria meus amigos comigo. Sempre. Eu sou o tipo de garoto que só fica bem quando está com seus amigos por perto. Eu quase me esqueço que não sou feliz e que minha vida não é tão legal assim. Adoraria passar vinte e quatro horas por dia com eles. Me encho de confiança para fazer qualquer coisa. Sinto como se fossem pedaços meus separados. E eu acho isso muito brega. Bah!

24 de abr. de 2009

Não consigo pensar em um título-não brega para esse post

Aquele cheiro me perseguiu ontem. Eu estava completamente desprotegido e novamente foi como se eu tivesse levado um soco forte no rosto. Comecei a rir sem parar e fui seguindo aquele cheiro. Aquele cheiro que me trouxe um clima agradável, e ao mesmo tempo, nostálgico. Me senti novamente lá...deitado, assistindo qualquer merda na televisão e pensando em como minha vida era boa. E eu não me dava conta. Só me restava continuar andando e seguindo em frente. Afinal nada daquilo um dia faria ou fará sentido. Me lembrei de como eu havia sido mau e como, aquelas coisas ditas a mim foram justas. Justas e, de fato, eu realmente merecia ter ouvido cada uma daquelas palavras.

22 de abr. de 2009

Mimimimimimi Cidããããão.

Achei isso num blog. Serve para conhecer melhor seu amigo.
Não me importo com o fato de que, talvez, você já tenha visto isso em outros blogs. Anyway...vamos lá. Não tenho nada melhor para postar mesmo, então vai esse caralho mesmo.
Quatro trabalhos que tive em minha vida:
1- Por um longo tempo trabalhei como faxineiro da minha mãe. É sério, quando eu queria sair e não tinha dinheiro, eu fazia faxina em troca de vinte reais para ir no shopping com a galere.
2- O de fazer trabalhos e resumos de faculdade pro meu pai. Em troca de dez reais eu lia páginas e páginas. Depois digitava dias e noites resumos enormes. Nem sempre meu pai conseguia notas com esses trabalhos. E isso não significa que eu tenha aprendido coisa alguma de administração. (Mercenário? Magina)
3- Arte-Finalista numa estamparia de camisetas e bonés.
4- Pseudo-Designer gráfico numa grafiquinha. Faço panfletos para a Dona nega jurema, cartões de visita pro Zé da esquina e cardápios pra lanchonete da curupira preta.
5- Posso acrescentar um quinto? Posso! ê. Esse não tem como não comentar. Teve uma época escura em minha vida em que eu era um desempregadinho de merda. eu caçava coisas velhas em casa e vendia em brechós. Constrangedor, eu sei. Mas minha mãe não me dava mais dinheiro pra nada (tipo, vai trabalhar e se toca!). Uma vez eu juntei um capacete novo, um aquecedor elétrico, uma prancha de bodyboard e um carrinho de feira. E eu já ia me esquecendo do cavalete! Fiz um pacotão e vendi por 50 rrauls. Aposto que o vendedor achou que eu fosse gastar com padê. Ahhh como minhas tardes eram divertidas.

Quatro lugares em que vivi:
1- São Paulo (SP)
2- São Paulo (SP)
3- São Paulo (SP)
4- Nova York (Já posso "profetizar"?)

Programas de TV que assistia quando criança:
1- Pokémon (faltava na escola, mas não perdia um episódio sequer)
2- Filmes da sessão da tarde (aprontando altas confusões do barulho)
3- Disk MTV (que bosta)
4- TV Colosso (ah vai, era ótimo)

Programas de TV que assisto:
1- The Simpsons
2- Animes em geral
3- 15 Minutos
4- Superpop (adoro uma baixaria)

Quatro lugares que estive e voltaria:
1- Rio Grande do Sul
2- Curitiba
3- Minas Gerais - Guaxupé
4- Não fui a um quarto lugar

Formas diferentes que me chamam:
1- Vi
2- Vini
3- Vinicio (minha vó me chama assim, uma raiva)
4- Cido

Quatro pessoas que te mandam e-mails todos os dias (ou quase):
1- Mariana
2- Gustavo
3- Joana
4- Paula (dentro ou fora? hohohoho)

Quatro comidas favoritas:
Esse tópico merece um prefácio. Olha, eu nem tenho nada preferido. Como tudo, gosto de tudo, ok? Mas aí são as coisas que me fazem sair de qualquer dieta.
1- Pizza
2- Mc Donald's
3- Frango
4- Macarrão

Quatro lugares em que desejaria estar agora:
1- Texas (ahhhh)
2- Nova York (pra fazer auê)
3- Londres (friiiio)
4- Dublin (Pubs, pubs, pubs)

19 de abr. de 2009

Amor Platônico

Eu estava no colegial. E ela era tão linda. Diferente de todas as garotas que eu já havia gostado. Ela era descendente de japoneses e morava perto da minha casa. O que as vezes me obrigava a pegar o mesmo ônibus que ela pra ir à escola. Isso ajudou na nossa proximidade. Ela me fazia rir e eu me sentia bem ao seu lado. Trocávamos CDs de músicas, eu semanalmente apresentava bandas pra ela. Sua preferência eram as bandas indie. Ela tinha um estilo alternativo demais pra época. Usava roupas descoladas e era magra. O tipo certo de menina que eu gosto. Nos dávamos muito bem. E eu nunca tive coragem de me expressar pra ela. Embora eu soubesse que ela sabia sobre os meus sentimentos. E ela era do tipo malvada, gostava de me machucar e ficar com garotos na minha frente. Eu como bom amigo que era, as vezes aconselhava-a em seus relacionamentos. Cada vez mais afastando as poucas chances que eu tinha com ela. E ela sempre cruel.
Sempre na volta da escola, no ônibus, nós encontrávamos um garoto que ela era afim. Um garoto estranho, mas não chagava a ser feio. Ele tinha um estilo meio hardcore. Coisa que ela adorava. Um dia ela perguntou na lata se deveria chegar e conversar com ele. Eu, idiota que era, disse: Sim. E ela foi. Eu fiquei sozinho no fundo do ônibus, rezando em pensamento para que ele a ignorasse. Mas ele não fez isso. Pouco depois eles começaram a namorar. Até que um certo dia eu a vi beijando-o. Na minha frente. Ela me olhou e sorriu. Eu devolvi o sorriso, sem graça. Sentei no banco do ônibus e fechei os olhos. Tentando afastar aquela cena terrível dos meus pensamentos. Desejando que aquilo não fosse verdade e que ela logo viria sorrindo com seu jeito despojado, e me desse um tapa nas costas, como sempre fazia. Mas ela continuou lá, sentada e rindo com ele.

Cheguei em casa e chorei. Minha mãe ainda diz que foi a única vez que ela me vira chorar por alguém. Ela disse que eu não estava perdendo nada, e quem estava era a garota. Mas isso não foi o suficiente pra minha aflição passar. Mais uma vez a minha insegurança venceu.

...

Vezes depois ela me procurou novamente. Com interesse, é claro, me ligou pedindo que eu gravasse o CD do Cansei de Ser Sexy, que era novo na época. Eu disse que sim. Mas nunca entreguei o CD. E resolvi que seria melhor eu sumir. O namoro dela com o garoto não chegou a durar muito tempo.

Dias desses encontrei o sujeito no ônibus (ele está tão feio). Ele me olhou. Eu olhei pra ele e pensei: Sou mais bonito do que você, seu bastardo. Infinitamente.

17 de abr. de 2009

Fazendo o Jhonny Cash

Sabe quando você acorda sexta-feira de manhã super animado porque o feriado (que você tanto espera) está cada vez mais próximo, se olha no espelho e nota que no lugar do seu lábio inferior esquerdo colocaram uma ameixa?

Não sabe né? Pois eu sei.

Explicando: Há três meses atrás coloquei um piercing. Sim, mais um. No lábio inferior, canto esquerdo. Hoje, três meses depois de que eu furei ele inchou. Estou parecendo o Jhonny Cash com a boca tortinha. Ou alguém que sofreu de derrame. Pois é, você deve estar se imaginando como a pessoa que vos escreve está linda.

Alternativas: Esperar ele desinchar sozinho e correr o risco do meu lábio engolir a jóia, ou tirar o piercing.

Tudo bem, ainda me sobram quatro!

16 de abr. de 2009

A compulsão, terrível compulsão.

Compulsão. O ato de praticar algo de forma exageradamente em troca de preencher uma sensação de vazio. Uns apelam para o cigarro, outros para a comida. No meu caso apelo para os dois. O que não é bom.

Pois bem, ontem foi o dia que isso extravazou. Olhei, parei e disse: chega! Acordei e pormeti à mim mesmo que eu faria o light. Ok, meu café da manhã foi um singelo suco de melão. Com adoçante. E assim permaneci até a hora do almoço. Horário em que minha amiga veio até aqui, que imediatamente sugeriu para comermos no mc donalds. Chegando lá um tremor tomou todo o meu corpo. Ao mesmo tempo que a excitação crescia. Pés mexendo sem parar e conversando alegremente com ela na fila. Ela também estava descontrolada. Percebi.
Na verdade eu sempre fico assim quando sei que não vou conseguir executar meu auto-controle. Enfim... A fila estava um pouco grande demais para uma simples quarta-feira. Chegada a nossa vez, pedimos: Um big mac + batata grande + Coca Normal grande + Um big tasty + batata grande + dois chicken mc junior (que tiveram seus frangos devida e cuidadosamente secados com o guardanapo). Isso tudo para duas pessoas. Subimos apressadamente a escada que leva ao segundo andar da loja, rindo ensandecidos. Olhando em volta como dois culpados e ao mesmo tempo com aquele olhar típico de gordos, como se estivesse se desculpando publicamente por comer demais.
Avistamos uma mesa agradável, daquelas que tem o banco estofadinho, estilo lanchonete dos anos 50.
No recinto havia alguns executivos comendo apressadamente, alguns adolscentes conversando alegremente, provavelmente funcionários de alguma empresa de telemarketing. Abri o saco da alegria, priscilla abriu o dela. O meu era maior. Só por causa do big tasty (o sanduíche hipercalórico). Comi as batatas primeiro. De duas em duas. Depois parti pro lanche menor. E depois fui para o grande esperado. O hipercalórico transbordante de gordura. Eu comi. A carga de açúcar e gordura que me foi despejada, foi embora rapidamente e no lugar da euforia e leve sensação de culpa deus as caras. Cheguei no trabalho com as calças sujas de mostarda, devido a euforia.

...

Mais uma vez fiz vergonha. Isso vai me resultar kilos de fezes (ainda tá tudo aqui dentro de mim).

ps: Saí do trabalho ainda não satisfeito.

Vinícius: Aline, vamos naquele milk shake lá que tem vários sabores?
Aline: Ai vamos!
Vinícius: Demorou.

Quando me dei por conta, estava saindo de lá com um copo gigante (700ml) de milk shake de cappuccino com ovomaltine. GORDO!

15 de abr. de 2009

Sem Cheddar

P: Oi moça! me dá um hot dog sem cheddar.
Moça: A gente não trabalha com cheddar.
P: Não? Ah, entao me dá uma coxinha.

Eu ainda dou risada disso.

13 de abr. de 2009

A noite na praça

Deitado em uma praça qualquer. Na verdade, em lugar quase completamente desconhecido. Ainda meio alto, em decorrência das latinhas de cerveja que tomara na festa. Abraçado com uma amiga no chão, comentando sobre a lua. Filosofando sobre a luz que ela emana, e o fascínio que nos era possuído. Ao lado algumas pessoas conversavam alegremente, riam e falavam qualquer merda engraçada que viesse à mente. As pequenas folhas de árvore me pinicavam, eu sentia muito frio, mas só a presença de cada um deles ali fora o suficiente para esquecer qualquer tipo de necessidade ou incômodo. Olhou para o céu mais uma vez, estava limpo e escuro. Fora as conversas animadas do grupo nada mais ouvia-se naquela rua escura. Por um instante, sentiu vontade de agradecer à vida por ter-lhe abençoado com aquele singelo e único momento. Sorriu para si mesmo, e abraçou mais forte a amiga que estava ao seu lado.

...

Momentos como este eu não quero esquecer. E não vou.

8 de abr. de 2009

#1

Todo o peso do corpo apoiado no encosto da mesa. Pessoas conversado ao redor. Pediu o isqueiro emprestado, e acendeu o quinto cigarro da noite. Que não viria a ser o último. Despejou o conteúdo de seis pacotinhos de adoçante em pó no copo de café. Foi tomando lentamente, apreciando cada gole da sua bebida, ao mesmo tempo em que dava um trago atrás do outro. Olhou para frente, e sabia que aquelas perguntas que ficaram em aberto irião voltar. Pestanejou, fez uma careta involuntária. E a cada pergunta feita, foi como se estivesse vivendo todos aqueles traumas novamente.

...

Chegou em casa nauseado, vomitou e foi dormir. Sem tomar banho.

6 de abr. de 2009

Barba, bigode e um pouco de loucura

Venho por meio deste post declarar o meu profundo desprezo pela minha barba. Sim, a barba.
Quem me conhece sabe o quão "exótica" é a minha barba (ou projeto de). Pra quem não conhece, faço o favor de descrevê-la. Ela é rala. Rala como a barba de um pré-adolescente. E ela faz uns desenhos estranhos no meu rosto, sem contar que ela insiste em crescer somente na parte da minha bochecha. O que me irrita profundamente. Quando eu estava no terceiro colegial e todos os garotos da minha classe tinham uma barba formada já, a minha era cheia de falhas. Recebi o apelido de D. Pedro de uma amiga de classe. justamente porque a mesma só crescia nas bochechas e bigode. Coisa bonita.
E todo mundo sempre soube que eu odeio fazer a barba. Na verdade eu assumo que nem sei fazer a barba direito. Talvez porque na época em que eu comecei a fazê-la, meu pai foi embora de casa. Consequentemente, tive que aprender a fazer a barba 'na raça'. Não era muito raro eu chegar na escola com falhas e machucados no rosto.
Fato que eu fico feio sem barba. Fico com a cara gorda. E eu detesto isso.
...
Vou pra Portugal. Talvez lá não julguem mal minha barba e bigode.
ps: queria tanto fazer barba de Texano.

5 de abr. de 2009

O sentido do aparente nonsense

Sempre me perguntam o significado das minhas tatuagens.
Nunca sei exatamente o que responder. Porque no fundo elas só fazem sentido pra mim. O que consequentemente explica o motivo de acharem minhas tatuagens tão nonsenses. Ok, à primeira vista elas podem realmente parecerem nonsenses. Um pássaro preto (frequentemente confundido com um pardal, pintinho e afins), que na verdade é uma referência à uma música dos beatles (blackbird singing in the dead of night, take this broken wings and learn to fly...blabla). E o playmobil não tem um significado concreto. Eu fiz porque gosto da imagem e da estética simples e minimalista de um playmobil. Um dia desses eu estava no ônibus. Olhei pro meu braço, e fiquei ali contemplando por um bom tempo a carinha sorridente do boneco. Observei atentamente cada traço dele, cada olhinho e tive uma análise mais profunda de seu significado. Não que fosse algo premeditado, algo que eu pensei antes de fazê-lo. Mas algo que simplesmente veio á minha cabeça. A cabeça decepada do playmobil me sugeriu algo como infância perdida, morta. Claro, isso faz sentido, levando em consideração de que o playmobil nos remete à infância. E o fato de ele estar com a cabeça decaptada sugere que ele está morto. Logo nos faz lembrar: Infância que morreu.
...
Tá, eu sei. Que bosta.

4 de abr. de 2009

O nariz e a criança


19 horas e alguma coisa. Linha vermelha do metrô, de volta pra casa depois de um dia estressante de trabalho. Uma criança sentada no colo da mãe. Eu em pé, do lado. A criança me olha. Olha para o meu nariz. Olha para o meu piercing. Olho pra criança e dou um sorriso maldoso. A criança olha para a janela. Escondo o piercing rapidamente. A criança volta a me fitar, surpresa. Provavelmente se pergutando se realmente existiu aquele piercing no meu nariz. A criança observa atentamente por uns longos segundos, ela se cansa (talvez pensando que fosse coisa da sua cabecinha) e volta a apreciar a paisagem noturna pela janela do vagão. Mais que depressa coloco meu piercing pra fora de novo. A criança volta a olhar e para sua surpresa, o ferrinho misterioso está lá outra vez. Oh! Rio maliciosamente para mim mesmo. A criança me olha sem entender. Pego minha mochila do chão coloco nas costas. "Guilhermina-Esperança" anuncia a voz enjoada do maquinista. Olho a criança sorrindo, caminho até a porta e saio rindo.
Obrigado Joana, por me ensinar esta maravilhosa técnica de como-deixar-uma-criança-louca. Ou pelo menos, achando que está louca.

2 de abr. de 2009

Imagem e Solidão

Eu tenho fixação pela minha imagem.
Sempre procuro observar cada detalhe da minha pessoa. Não que eu seja narcisista, ou algo do gênero. Pelo contrário, não me acho um garoto atraente. Tenho minha graça, mas nada fora do normal, acredito eu. Nem muito belo, nem muito grotesco. Comum talvez.
Altura mediana, branco, nem magro e nem muito acima do peso.
O fato é que sempre olho o meu reflexo esperando alguma coisa 'errada', procurando qualquer vestígio de alguma imperfeição que possa existir. Quando não encontro, me frustro. Acho que gosto de ser masoquista. Gosto de me ver em frente a um espelho e pronunciar xingamentos a mim mesmo. Estranho.
Certa vez me perguntaram: - Como você se vê? - Não sei - Respondi no ato.
Diante da insistência da pessoa respondi que eu achava que as pessoas me viam de uma forma completamente diferente da que vejo. Isso eu concluo por mim mesmo, já que o que eu ouço ao meu respeito é totalmente oposto da imagem que criei para o Vinícius. O meu próprio Vinícius, aquele que não se aceita do jeito que ele é. Aquele que busca agradar a todos e uma perfeição inexistente.
Gosto dos meus defeitos, e acredito no potencial das minhas qualidades.
Sofro do grande mal "Medo-da-Rejeição" exagerado. Meu ego sofre.
Gosto de ter sempre pessoas por perto de mim. Quando estou sozinho me sinto vazio. E busco preencher com qualquer coisa. Vinícius sozinho sinônimo de Vinícius Aflito. Quando quero me punir por alguma coisa, ou qualquer motivo que seja, fico sozinho.
Ou as vezes a punição me vem quando eu não mereço.