31 de mar. de 2011
30 de mar. de 2011
Luz
Aquelas pessoas não quiseram ver a luz. Ninguém quis ver. Ele sabia que existia um coração iluminado ali, ele sabia que podia realizar grandes feitos. Mas eles não viram isso. E não quiseram ver. Apenas olharam e tamparam os olhos. A luz era forte demais para o escuro podre em que estavam acostumados a viver. Doía e ofuscava a vista. Ele não os criticava. Mas o coração, a alma e a luz era o que mais tinha de precioso.
Pouco importa.
Pouco importa.
25 de mar. de 2011
Então
De repente, eu me senti com treze anos de novo. Naquela escola nova, tentando ser aceito por aqueles alunos burguesinhos, ao mesmo tempo que fingia não me importar. Fingindo estar sozinho por opção. Chegando frustrado todos os dias da escola, porque ninguém tinha interagido comigo naquele período eterno de aulas. Sendo usado como chacota pelas costas. Sendo um diferente ali. Não era o meu lugar.
Ainda não estou no meu lugar. Eu acho.
Froot Loops
Ele costumava criar palavras, fazer joguinhos mentais, desenhar planetas coloridos que não existiam no universo, comia em pratos de animaizinhos, recortava pessoinhas de revistas e criava cenas, ele pintava móveis com guache, mordia seu lábio inferior quando estava nervoso, derrubava seu café da manhã sobre a mesa, corria pelo jardim com o cachorro enorme da família, comia cereias froot loop, chorava todas as noites, sonhava que um astronauta o salvaria desse planeta e o levaria para muito, muito, muito longe e ele voltaria num futuro distante, como se fosse outra pessoa. Ele costumava ser assim.
Até que um dia, resolveu vender os seus sonhos. E vendeu por um preço muito baixo.
24 de mar. de 2011
meu nome é vinícius, hoje é quinta feira, o dia está ensolarado, meu humor está "tanto faz" e eu não tenho dinheiro na minha conta, mas almocei salada e estou feliz por isso.
Pronto. Contei minha vida toda no título e não me orgulho disso. Vamos ao que interessa. Hoje é quinta, como todo mundo deve saber (ou deveria) e está escrito no título. Estou aqui na frente do computador, recém voltado do meu horário de almoço e ouvindo o CD novo do The Kills que vazou na internet, chamado BLOOD PRESSURES e estou achando tudo muito lindo. Gosto de música com sujeiras e ruídos. Mas enfim, fim de semana tá chegando e eu tô com várias idéias, projetos, trabalhos, um momento muito eu. rs E listei algumas coisas mentalmente para preencher os dois dias que se chamam fim de semana (também conhecidos como sábado e domingo). As coisas são:
• Fazer alguma coisa com alguém que me chamar, do período das 15h ~ 22h (aproximadamente), vale panguar por aí, tomar café e fazer saliências (tô brincando).
• Tomar um belo banho e assistir algum filme, dentre os quais irei baixar, sendo eles: O ensaio sobre a cegueira, Johnny and June (sim, vou assistir de novo).
• Dormir
• Fazer uma senhora faxina no meu quarto e no meu banheiro, colocar roupa pra lavar.
• Deitar de novo e fazer uma maratona tensa de séries japonesas (doramas).
• Julgar e criticar uns CDs que eu baixei e ainda nãoe scutei.
Tudo isso enquanto emagreço. QUERO EMAGRECER DORMINDO.
Talvez domingo eu almoce na Liberdade.
E talvez eu desenhe também. Isso se sair algo decente.
O telefone daqui tá tocando de cinco em cinco minutos e isso nãoe stá me agradando. Vontade de pegar uma tesoura e cortar o fio.
22 de mar. de 2011
Praguejo praguejo praguejo pra sempre
Parabéns, Vinícius. Você estragou seu dia. Sua semana. Sua VIDA!
Horário de almoço. Eu não estava com fome, nem com vontade de comer nada. Saí daqui do computador, dizendo a mim mesmo "ah, vou comer só alguma coisinha leve, só para não passar mal, afinal EU NÃO ESTOU COM FOME". Quando percebi, estava sentado numa mesa de restaurante encarando um PRATO TENEBROSO! Nesse restaurante a comida vem em bandejinhas separadas, sendo que tudo junto rende uns dois pratos. Duas pessoas comem facilmente. Pois bem, comi tudo aquilo. Sozinho e em dez minutos. Na hora de pagar, SIMPLESMENTE ME LEMBREI que só estava com o cartão de crédito. Pois bem, fui lá e tentei passar o valor no crédito e a mocinha (conhecida já) me lembrou que o valor não dava, então tive a brilhante idéia de PEDIR MAIS UM SUCO pra completar o valor. Pedi um suco de goiaba, grande e COM AÇÚCAR. Merda pouca é bobagem. Além de gordo, continua gastando no crédito. VINÍCIUS, VOCÊ NÃO APRENDE! Daqui a pouco tô aí, devendo mais mil reais na praça. Com nome sujo de tanto restaurante que vai. Gordo nojento. Parecendo uma porca louca. Tô aqui exibindo um BELO PAR DE SEIOS FEMININOS!
Não bastando, ainda saí do restaurante e tive a idéia de comprar um "docinho", só pra cortar o salgado. Entrei na bomboniere da mocinha JÁ CONHECIDA e comprei uma barra de hersheys amargo (aquela grande) e comi, com cara de derrotado nos banquinhos de uma galeria aqui perto. TRISTE, TRISTE. Porém, sem perspectiva de parar de comer e gastar crédito. PORQUE É SÓ ISSO QUE EU SEI FAZER.
AFE. A única pergunta que não cala: VINÍCIUS, PORQUE FAZES ISSO?
Agora tô aqui na frente do computador com essa cara de Madalena arrependida.
A gaitinha
Ontem quando saí do trabalho, atravessei o Viaduto do Chá e me deparei com um senhor vendendo gaitas. Sim, gaitas de sopro (óbvio). Fazia um tempo que eu queria me divertir fazendo algum barulho, pensei em ukulele, pensei em banjo e violão. Mas todos são caros demais pro meu padrão atual e eu olhei pras gaitinhas. Perguntei quanto custava. O senhor me respondeu: 15 reais. Agradeci e já ia saindo, quando ele me disse que dez reais eu levava. Menti e disse que não tinha esse dinheiro. Ele falou sete. Falei que não tinha também. Ele perguntou quanto eu tinha, afinal. Eu respondi: Cinco. Mentira. Tinha mais, mas não queria comprar aquela gaita vagabunda com os dizeres MADE IN CHINA estampados em dourado por mais do que cinco reais. Ele disse que fazia por cinco. Não pensei duas vezes e comprei a tal da gaita. Só pra me divertir e fazer um barulhinho. Quem é músico de verdade, iria colocar milhares de defeitos na gaitinha, mas como eu não tenho pretensão de nada a não ser ficar lagado no meu quarto "tocando" aquilo, comprei. Abri na hora e saí caminhando e "tocando" aquilo. Não via a hora de chegar em casa e procurar umas cifras pra arrasar no Bob Dylan. E assim fiz, quando cheguei. Procurei na internet e passei umas duas horas tocando aquilo. Até a minha mãe entrou no quarto pra perguntar que diabo era aquilo. Mas ela gostou. Fiquei lá, largado na cama "tocando" Bob Dylan, dando UM SHOW DE MÚSICA. Mas aí minha cabeça começou a doer, senti tontura e minha respiração ficou estranha. Aí tive que parar. Fiquei triste.
DESISTI DE UM SONHO.
Mentira, desisti nada. Ainda quero ter uma banda de folk. Eu "toco" gaita de cinco reais. Se alguém tiver interessado, favor me contatar. :)
20 de mar. de 2011
Olá
Meu nome é Vinícius, tenho 21 anos e a partir de hoje ninguém mais conhecerá o meu interior. Estarei sempre bem e a vida será maravilhosa.
18 de mar. de 2011
De quando senti vontade de me abraçar
Sei lá, tive um momento meio hocus pocus hoje. Coisinha mágica. Já estava dando o dia como perdido e entregue nas mão de Deus. Saí do trabalho meio cabisbaixo, levemente irritado com a garoa que caía e a minha falta de guarda chuva naquele momento (e a falta de coragem de pagar dez reais em um guarda chuva que durará apenas o tempo do trajeto trabalho~casa), mas juntei coragem de onde nem tinha e fui. Precisava passar em um lugar e pagar umas contas. Coloquei uma blusa nas costas e fui caminhando. Coloquei o fone de ouvido e comecei a ouvir meus rocks estranhos (daqueles que eu gosto) e do nada começou essa música.
E eu fiquei feliz. Surgiu, sei lá de onde, um sorrisinho de canto na minha boca e eu olhei em volta e achei o cenário tão lindo. Os prédios com suas luzes acesas, aquele povo todo com guarda chuvas coloridos, os carros passando, as pessoas feias, as pessoas bonitas, os amantes, os não amantes, os pobres mendigos e tudo ficou ainda mais bonitinho. E a essa altura eu já estava radiante e andando devagarzinho pra degustar cada segundo daquele momento. Daí eu senti vontade de me abraçar, me achei bonitinho. Imaginei uma coisa meio autista, tipo eu me abraçando e me balançando sozinho. Quis me tratar como um bibelô fragilzinho e me proteger de todo o mal que existe no mundo. Mas o mal não estava ali naquela hora. Não existia nada de ruim. Sei lá, gosto quando bate essa brisinha de alegria, pra fazer eu me desarmar um pouco :)
Conversinhas
Joguei uma sujeirinha no menino "novo" que trabalhar aqui e falei: você pegou AIDS.
Ele: ah, mas ontem eu tomei AIDS em garrafa já...não vai adiantar.
Eu: E eu comi um pão com cancer da hora, esses dias...
Ele: ah, mas ontem eu tomei AIDS em garrafa já...não vai adiantar.
Eu: E eu comi um pão com cancer da hora, esses dias...
17 de mar. de 2011
GENTE LOUCA
Pra piorar tudo, ainda me veio um senhor aqui, com a barba batendo no peito, amarrada com um elástico no meio e ficou me encarando sorridente, por uns 15 minutos pelo menos, sem desviar o olhar.
Não faço idéia do que ele estava pensando. Só sei que tentei ignorar ao máximo.
NÃO TÁ FÁCIL.
Alguém me dá carinho, conversa e comida? Só peço isso.
Queria chorar.
Shitty day
Bom dia. O que é que tem de bom?
***
Hoje, como previsto, acordei doente. Eu já imaginava que isso iria acontecer. Mas não podia me dar ao luxo de faltar no trabalho, para desncasar. Já que estamos com funcionários a menos aqui, e qualquer falta, já compromete tudo. E outra que eu preciso de dinheiro. E eu faltando, descontam um valor considerável no meu salário.
***
Cheguei aqui hoje pela manhã, no meu horário certinho e logo descarregaram um MONTE de coias para serem feitas nessa primeira parte do dia. Ok, ignorei completamente a minha dor e mal estar e encarei. Fiz algumas coisas erradas, porque terceiros me atrapalharam e fizeram eu me perder todinho. Era um serviço que exigia atenção, vieram se meter, me confundiram e eu errei. Simples.
***
Estou oficialmente falido. Hoje não tenho nem aquele um real que eu tinha ontem. Fui ali no alemão e pedi um café com leite e um croissant. Mandei pendurar. Ele deixou. Meio que por um milagre, meu corpo melhorou um pouquinho na hora, ao que suponho, parte do mal estar foi devido à falta de comida, já que meu estômago não via nada desde ontem na hora do almoço.
***
Pessoas estão notando a minha mudança e isso não tem me agradado. Hoje comentaram que estou mais calado do que o habitual e muito mais distraído. Fingi não saber do estavam falando.
***
Um senhor meio doido, agarrou meu braço e me informou que sorrir faz bem. Eu mantive meu rosto inexpressivo e não disse nada. Não sorri de volta.
***
Estou cansado. Quero voltar a tomar meus remedinhos e eu não sei se aguento tanta coisa por mais tanto tempo. Não ando com motivação pra nada. Acho que estou precisando de ajuda. Mas eu só acho. Whatever, não irei pedir a ajuda de ninguém mesmo.
***
Esse foi o desabafo de um Vinícius desesperado. E ainda tem a segunda parte do dia. E amanhã. Ah, amanhã. Não quero amanhã. Odeio amanhãs.
16 de mar. de 2011
Não tá fácil
Essa semana não tem sido fácil. Tenho aguentado tanta coisa calado, sozinho e chegou uma hora que não deu mais, que foi ontem. Explodi internamente, e involuntariamente me fechei dentro de mim mesmo. Como sempre faço. Isso ocasionou desgastes no relacionamento familiar, ainda mais e consequentemente fez o meu trabalho não render nenhum pouco. Errei tanta coisa, que nem sei dizer quanto. Pra piorar, não tenho dinheiro pra nada (hoje ganhei um maço de cigarro da Joana e algumas horinhas de conversa, que me fez ficar menos triste) e estou devendo a vida nos bancos desse país, estou me sentindo mais sozinho a cada dia que passa. E sem motivação para muita coisa. Eu sabia que fingir felicidade não funciona. Porque você volta pior, quando cai em si.
E é isso.
Estou cansado.
ps: pra piorar, estou com inflamação na garganta e enxaqueca e nem posso faltar no trabalho para descansar, porque temos MUITA coisa a fazer e pouca gente para tal. E ainda estamos na quarta feira.
Qual é seu sonho?
Meu sonho é ter uma equipe responsável por montar uma mesa pra mim. Não é uma mesa qualquer. É uma mesa com todos os ingredientes de lanches que for possível. Presunto (magros, gordos, com capinha de gordura, sem e lights), queijos do mundo inteiro, hamburgueres de carne, frango e calabresa, molhos, cremes, patês, saladas, manteigas, ovos, bacons, MUITO BACON! anéis de cebola, batatas fritas e muita mostarda. Tudo isso à minha disposição, para montar os MAIS DELICIOSOS lanches do mundo, os quais eu mesmo comerei em uma saleta especial preparada para mim com apenas uma cama. Porque gordo que é gordo come DEITADO. Ah, e coca zero pra não engordar.
Eu ia escrever um post enorme de desabafo, mas não. Achei melhor escrever sobre comida. É muito mais importante.
15 de mar. de 2011
Ok
Só mais uma. O jeito é encarar. Fazer aquilo que querem que eu faça. Só irão me amar se eu for perfeito, mas como não sou perfeito, nunca serei amado. Essa é a verdade. Colocar a máscara de pedra e ir em frente. O seu coração e a sua luz não interessa, ninguém se importa com isso. Eles querem ver o que você faz, o que você é por fora, o cheiro que você tem, a cor que você tem.
Mas tanto faz. No fim dá no mesmo. Você continuará sem valor.
[dezesseis do três de dois mil e onze - zero hora e zero minuto]
[dezesseis do três de dois mil e onze - zero hora e zero minuto]
14 de mar. de 2011
AY QUE HORROR
Tá. Daí que é segunda feira, aquela puta preguiça de trabalhar. Você veste qualquer roupa e vai. Chega no metrô apinhado de gente, vai meio apertado o caminho todo e dá o azar de parar bem atrás de um casal telemarketing, sim eles. E daí que você tá ali, batalhando pelos seus 20cm que lhe é de direito, afinal você pagou quase 3 reais pra andar naquela porcaria e o casalzinho telemarketing não para de se amassar perto de você, te empurrando a todo instante. Sua bunda está encostada na do macho telemarketing, o garanhão que come a loirinha do receptivo. A bunda encosta. A bunda desencosta. Num ritmo quase frenético. O metrô está lotado, provavelmente ninguém percebe. Mas você sabe...você sabe que eles estão praticando sexo no metrô.
Ai gente. É segunda-feira de manhã. O dia da derrota e a galera querendo praticar sexo no metrô. Acho chato...
13 de mar. de 2011
Já estou acostumado
As pessoas usam adjetivos como: você é divertido, moderno e até exótico eu já ouvi.
Ou seja, você é feio. Só não querem falar explicitamente.
Hahaha!
Ou seja, você é feio. Só não querem falar explicitamente.
Hahaha!
12 de mar. de 2011
Pequenas Lembranças
Manhã chuvosa de domingo. Café na padaria, alguns trocadinhos a menos. Claro, pelo porte da padaria, eu achei que fosse dar mais caro. Surpresa. Um maço de cigarro a mais. Me acompanhou até o metrô. Eu feliz da vida, com a mochilinha cheia de roupas. De volta para casa, quase tão bom quanto o dia anterior. Eu estava feliz. Eu era feliz.
Não faz sentindo algum, pra quem não sabe do que se trata. E ninguém sabe, certamente. Só eu. E talvez um outro alguém. Mas acho que não, então vamos considerar que só eu entendi. Entendi e fiquei feliz pela lembrança. Quase tão feliz por ela ter existido um dia. E por ter sido real. Dias difíceis. Tem sido dias complicados em que eu me arrasto e me prendo a qualquer lembrança boa do passado, só assim eu me sinto vivo, respirando, e arrisco dizer, bem.
Nada disso é real. É um espelho do que ficou pra trás. Não deveria me importar com nada disso. E acho que não me importo mesmo. Escrevo pela lembrança e pelo valor do que ficou pra trás.
E esse é mais um surto silencioso da madrugada. Acho que vou desenhar.
Vontade de comer alguma coisa com bastante queijo derretido.
A pseudo-morte do criador do Pokémon e a minha visão sobre a tragédia nas ilhas nipônicas
Quem acompanha este blog, sabe que eu não costumo comentar sobre o que está acontecendo no mundo. O foco desse blog são os meus pensamentos, cotidiano e etc. Mas hoje gostaria de falar sobre a tragédia do Japão. Confesso que ontem de manhã, quando abri a página da internet, antes de ir para o trabalho, fiquei muito chateado com o que vi. Não sei se já falei aqui, em algum momento, mas sou amante da cultura japonesa. E sempre me simpatizei com tudo relacionado a eles. Por um lado, fiquei feliz ao saber que os danos e mortes não foram TÃO aterrorizantes, quanto teria sido em qualquer outra parte do mundo, já que o Japão é, indiscutivelmente, um país de primeiro mundo, com ótima organização e uma preparação própria para esse tipo de desastre natural, já que está localizado geograficamente, numa área instável. Sei que não tem nada que eu possa fazer para ajudar aquelas pessoas que perderam suas casas, lembranças, sofreram e morreram, mas quero deixar registrado aqui a minha tristeza diante disso. :(
E para piorar tudo, hoje vi no twitter alguns boatos de que o criador de Pokémon, teria morrido no Tsunami. Fiquei desesperado e quase saiu uma lagriminha de tristeza. Afinal, Satoshi Tajiri foi o grande criador do maior entretenimento da minha infância. Sim, eu fui um pokemaníaco total. Daí mais que depressa, digitei no google algumas palavras chaves, e vi que muitos sites informaram que sim, ele havia morrido. Ele e a criadora da Hello Kitty. Porém, logo em seguida achei uma nota dizendo que a Nintendo divulgou oficialmente, que nenhum membro de sua equipe sofrera algum acidente. Aí eu fiquei feliz de novo, porque prefiro acreditar no melhor (nesse caso).
Mas ainda fica a dúvida.
pika?
11 de mar. de 2011
Notinhas
Mais uma semana que se vai, cambada. Uma semana curta, diga-se de passagem. Dois domingos não é pra qualquer um não, beibe. Tô feliz por isso. Embora sem nada pra preencher o fim de semana.
***
Sou comprado com comida, não que eu me importe. Muito pelo contrário, gosto muito. Daí que ontem fui informado que ganharei um jantar japonês de presente, do @gutoagain. E hoje abri minha caixa de spam e vi que o @juarezforever me deu um cupom do Peixe Urbano valendo temakis. E o mesmo me disse que quando for mandado embora (ele quer muito isso), vai me dar de presente um lanche em alguma lanchonete legal e um afogatto. É legal ter fama de comilão por aí.
***
Oficialmente, fali hoje. Cinquenta e cinco centavos era a verba para o almoço. @ptorrecilha, caridosa que foi, me deu um pacote de torcida (sabor pizza) e um pé de moleque.
***
Declaro aqui, todo o meu sentimento ao povo japonês (que eu realmente amo de coração). E sinto muito pelo ocorrido, espero que ninguém que lê aqui tenha sofrido alguma coisa (sei que tem leitores assíduos do Japão aqui). Fiquei realmente muito triste com o que vi pela internet. Penso sempre nas crianças, nas pessoas de boa vontade, nos puros de alma (cafona, eu sei, mas é a realidade).
***
Tô desenvolvendo um material pra um cliente aqui. Um cliente chato e com bafo. O que fazer? Tô pensando seriamente em levar pro pessoal e atrasar o máximo que eu puder. Estou à ponto de voar no pescoço dele (peguei o tamanco e dei na moto dele).
***
Vontade de bolo de fubáfubáfubáfubá.
***
Deixa eu voltar a fazer figuração sem fala aqui. Tchau.
10 de mar. de 2011
colher de sopa
O cigarro queimava, fazendo aquele barulhinho típico, que ela tanto gostava. Gastava todas as suas noites olhando para a lua. Ela adorava observar a lua, ao mesmo tempo que ouvia Rolling Stones. Gostava da sensação de calmaria, que apoderava todas as suas noites, o momento em que chegava em casa, fechava-se do mundo externo, tirava suas roupas desconfortáveis, acendia o seu cigarro e ia contemplar a lua. Na cama, ela sempre pensava sobre o momento, o que estava acontecendo e o que se passava em seu coração. Ela acrediatava não possuir mais um, mas conseguiu se convencer de que eles estava ali. Machucado, vermelho, sangrento e queimando. Tudo bem, aquilo era cômodo, ela podia conviver com aquela dor. Pseudo se apaixonava por alguém, pelo menos uma vez por semana, quando podia, fazia com que se apaixonassem por ela também, ás vezes com muito sucesso e as vezes não. Gostava desse joguinho e tentava, com isso, encontrar alguém que olhasse para a luz dela. Que descansava lá dentro, meio escondida. Mas ninguém enxergava, porque ela escondia ao máximo. Escondia porque tinha medo. Medo de alguma coisa que ela nem sabia o que era. Mas a luz estava lá. Ela podia enxergar.
9 de mar. de 2011
Viver é fácil
Confesso, eu que complico a minha vida. O segredo é não se importar. O segredo é se divertir em cima do "não se importar".
Hoje por exemplo, me ligaram no telefone do serviço para cobrar dívidas. Concordei, assumi a dívida (alta). mantive meu pescoço lá no alto e não me importei. E ainda dei risada depois.
Esses dias, uma amiga do trabalho perguntou se meu nome era sujo, do nada. Respondi, instintivamente, que não. Ela só olhou. Agora eu entendi. A vaca do banco deve ter ligado enquanto eu estava almoçando, e essa minha amiga provavelmente atendeu o telefone e ficou a par da situação.
Mas e daí?
Um dia eu pago. Deixa eu me divertir e comprar sorvetes primeiro (muitos deles) :P
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8 de mar. de 2011
Inside
- Posso te ver por dentro.
- Como assim? O que quer dizer com isso?
- Posso saber o que está sentido.
- Ah, é? E o que estou sentindo?
- Medo.
- Eu não tenho medo de nada.
- Não mesmo?
- Não. Você é um babaca que acha que pode saber tudo sobre todo mundo.
- De certa forma. Mas isso não anula o fato de eu saber o que está sentindo. E posso afirmar que é medo.
- Você só fala merda. Saia daqui.
- ...
Mas ela sabia. Ela sabia que a única coisa que habitava a sua cabeça, era o medo. O medo de ficar sozinha.
7 de mar. de 2011
meio dia e quarenta
vou virar pedra novamente.
ah, se vou.
quem disse que eu preciso "sentir" alguma coisa sobre qualquer coisa?
ah, se vou.
quem disse que eu preciso "sentir" alguma coisa sobre qualquer coisa?
Industria
Seu vazio é uma merda. Você se sente um robozinho que a sociedade, a mídia e as autoridades controlam. Você acorda, vai trabalhar, faz a sua hora de almoço com o tempo cuidadosamente contado, volta a trabalhar, encontra uma pilha de coisas chatas para fazer e depois vai para a casa, num onibus ou metrô lotado de robôs que tiveram um dia exatamente como o seu. Tudo isso para que? Pra comprar um celular legal, uma roupa da moda, comer, sair, beber.. Pra que?
Preciso disso não. Papo de hippie? Talvez, viu...
5 de mar. de 2011
O rato morto
O rato morto
O cachorro corria pela sala, exibindo um rato morto pendurado pelo rabo. Uma mulher estava encostada na parede olhando com repulsa para aquilo. Em tom de reprovação fez um gesto para o cachorro entender que ele deveria sair dali com aquela coisa. O cachorro olhou com ar de piedade e largou o cadáver do animal no tapete persa que decorava a sala pequena. A mulher olhou em volta, inutilmente a procura de alguém para ajudá-la naquela situação nojenta. Sozinha como era, impossível seria tal ação. Estava tão acostumada a ser assim, que ainda se admirava quando tinha reações incondizentes com a sua solidão. Na sua geladeira havia potinhos de coisas pequenas, pedaços de bolos solitários e em embalagens individuais, frios estragados e uma caixa de leite azedo. Olhou para o telefone e pensou em digitar o número dos bombeiros e implorar para que lhe tirassem aquela criatura de sua imaculada sala. Achou que seria ridicularizada por fazer isso.
Pensou em deixar o pequeno defunto ali na sala...sozinho. Pensou até em inutilizar aquela sala e talvez jogar uns jornais em cima do pobre defunto, afim de não precisar visualizar aquela cena nojenta.
Não havia nada a ser feito. Ela não tinha amizade com vizinhos, ela não tinha ninguém. Ela só tinha a sua solidão.
Sentou numa cadeira que estava aleatória na cozinha, cobriu o rosto com as duas mãos, como se tivesse tentando esconder uma fraqueza e chorou. Chorou não pelo fato de ter um rato morto na sua sala. Mas pelo fato de ser sozinha. Não tinha nada e nem ninguém, só um rato morto sobre o tapete persa de sua sala.
Pensou em deixar o pequeno defunto ali na sala...sozinho. Pensou até em inutilizar aquela sala e talvez jogar uns jornais em cima do pobre defunto, afim de não precisar visualizar aquela cena nojenta.
Não havia nada a ser feito. Ela não tinha amizade com vizinhos, ela não tinha ninguém. Ela só tinha a sua solidão.
Sentou numa cadeira que estava aleatória na cozinha, cobriu o rosto com as duas mãos, como se tivesse tentando esconder uma fraqueza e chorou. Chorou não pelo fato de ter um rato morto na sua sala. Mas pelo fato de ser sozinha. Não tinha nada e nem ninguém, só um rato morto sobre o tapete persa de sua sala.
[post retirado do meu outro blog, escrito por mim no dia 01 de outubro de 2009]
Motivos de riso cotidiano
Dia desses, ao ver uma mulher vulgar no ônibus, me veio a questão: Porque mulheres não gostam de mulheres vulgares? Porque tanto ódio gratuito? Fiz essa mesma pergunta para a minha mãe, que respondeu que não é ódio. Geralmente, as mulheres se sentem ameaçadas por elas, ou sentem inveja ou mesmo por frustração. O que fez todo o sentido na minha cabeça, mas ainda assim continuo achando que a mente feminina é um grande mistério.
Daí que ontem, sexta feira à noite, pré carnaval, estava eu no mesmo ônibus, no mesmo horário. Derrotado, cansado, fatigado de um dia de trabalho ocioso (parece que cansa ainda mais) e vi a mesma mulher vulgar, no mesmo lugar. Ela sempre fica na frente do ônibus, antes da catraca. E como o ônibus estava cheio no fundo, resolvi ficar ali sentadinho na frente, naquele banco de cegos. E ali continuei, admirando a paisagem nublada e curtindo um som. A Vulgar (chamarei-a assim) tem aproxidamente uns 50 anos, alta, estava vestindo uma calça jeans apertadíssima (dava para ver suas partes genitais insinuadas sob o tecido, e não, ela não era travesti) e um body (é assim que se chamam aqueles "maiôs"?) idem apertadíssimo. Cabelos longuíssimos e lisíssimos, os quais ela fazia questão de ficar jogando sensualmente para todos os lados. Carregava duas bolsas. Ok. Conitnuei analisando a pessoa em questão. E reparei que atrás dela, tinha um cara que não parava de olhar pros peitos dela, gesto esse que ela já tinha percebido e ainda fazia questão de ficar empinando as peitacas, para dar uma "ressaltada" e facilitar a visão do pobre rapaz. Daí que num determinado momento da viagem, o ônibus fez uma curva fechada e ela se jogou de propósito em cima do rapaz. Que, muito solidário que era, rapidamente pegou as bolsas da mão da madame e segurou pra ela. Ela toda sorrisos, se ofereceu inteirinha pra ele com apenas um olhar. E eu ali sentado, ainda curtindo meu som, porém dando risada sozinho. E foi aí que os dois se puseram a conversar. Neste momento fiz questão de dar um mute no player, com aquele sorrisinho safado na cara. E aí os dois começaram a falar da vida. Ele confessou que sempre olhou pra ela, de longe e que ela era linda, e adorava mulheres altas como ela e etc. Ela toda sorrisos, jogando os cabelos sempre que tinha oportunidade. A partir daí foi uma sucessão de conversinhas bestas, as quais eu prestei atenção em todas. Sei da vida toda deles. Ela trabalha como recepcionista numa clínica lá em Moema. Ele é farmacêutico da Drogaria São Paulo lá da Saúde. Ela mora na Vila Císper e ele, perto do extra da Penha. Ele tem um metro e noventa e três e ela um e setenta e seis (a mesma altura que eu). Ela tinha apelido de girafa no colégio e ele jogava basquete. Ela gostava muito de comer pêssegos em calda (isso eu tô inventando). Tá, daí que chegou o ponto dele, se despediram e ela fez questão de empinar a bunda pra trás, afim de encostar nele. Ele pegou na cintura dela "pra ela não cair" e ele terminou com um: Da próxima vez não vou ficar só te olhando.
Então tá bom. Continuei dando risada por um tempo, até entrar uma senhora gorda, negra e loirona no ônibus. Gritando pra quem quisesse ouvir, que ela estava com dor de barriga e precisava sentar.
Ai gente. Sou normal.
4 de mar. de 2011
A festa da carne
Hoje um senhor me perguntou onde eu ia "pular carnaval". Prontamente, respondi que iria "pular" em casa. Ele perguntou se eu não gostava de carnaval e porque. Respondi que não, justamente por não gostar de sambar, de festas e etc. Ele me elogiou, me abençoou e disse para eu continuar assim. Pois carnaval nunca levou ninguém a lugar algum. :)
Aí ele me deu 1,50 de caixinha e foi embora.
Então tá bom.
Aí ele me deu 1,50 de caixinha e foi embora.
Então tá bom.
3 de mar. de 2011
Pouco
Gosto desse tempo frio, sabe? Estava sentindo muita falta dele. Vocês não tem noção como a paisagem do Centro de São Paulo fica linda em dias assim. Gosto desse clima cinzento da cidade, e gosto ainda mais da falta de contraste dos prédios com o céu, ambos em tons escuros, cinza, concretos, imponentes. Gosto de sentar no banquinho da janela, do ônibus/metrô e ficar olhando as ruas vazias, ou com pessoas agasalhadas, carregando guarda chuvas com aquele olhar tenso no rosto. Gosto de ouvir folk nesse tempo.
Tchau, tô indo tomar sorvete com o meu amigo Juarez. :)
vinte e três de junho de dois mil e dez [repostagem]
QUARTA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2010
Lost
Se eu tivesse alguma coisa de especial, nada disso seria assim. Não precisaria implorar por atenção, nunca mais. Não quero ser ignorado. Não quero mais ser o gordo do canto. Eu cansei disso. Queria um papel de destque, pelo menos uma vez nessa vida.
Eu não sei mais. Cada hora que passa, sinto falta de alguma coisa que ficou pra trás. O colo da minha mãe, nas horas certas. O cheiro do perfume da minha tia. A bandejinha que minha vó deixava no forninho todos os dias que tinha missa. Da visão das árvores e duas crianças correndo em volta de mim. Dos meninos que me batiam na perua escolar. Dos "Não" que eu ouvia constantemente em casa. Da mochilinha azul da risca que eu carregava pra cima e pra baixo. Do ano de 2000 quando olhei o céu atentamente e percebi o sentido da vida pela primeira vez, e quando passou cinco minutos eu já não acreditava mais nele. Dos legumes em conserva que a minha vó fazia para mim. Das canetas fluorescentes que meu pai roubava no escritório pra mim.
MARCADORES: PRAGUEJENTO
POST FEITO POR MIM MESMO, PARA O MEU OUTRO BLOG ATÉ PARECE QUE IA DAR CERTO. ESTE TEXTO TEM MAIS DE UM ANO. E AINDA ME SINTO ASSIM AS VEZES. TEM CERTAS COISAS QUE A GENTE TENTA, TENTA E TENTA PASSAR POR CIMA, MAS ELAS SEMPRE VOLTAM (OU SEMPRE ESTÃO LÁ, A GENTE QUE NÃO PERCEBE).
1 de mar. de 2011
Update [caos]
Tá. Primeiro eu acordei na hora que já era para eu estar no serviço. O metrô todo cagado, devido à chuva da madrugada. Chego uma hora atrasado no trabalho e logo me descarregam um CAMINHÃO de coisas para eu fazer, o que faz com que eu demore mais de uma hora para conseguir logar nas minhas coisas pessoais - sim, existe todo um ritual quando chegou ao trabalho, que se consiste em logar no: facebook, msn, gtalk, twitter, blogger e de vez em quando no tumblr. E dá-lhe criações e criações de impressos inúteis, daqueles que o povo olha, acha bonito e joga no lixo em seguida. Uma sucessão de clientes que insistem em reclamar do tom de verde que NÃO SAI no tom exato de folhas de manjericão fresco em temperatura de 20º. Isso me irrita, me deixa com dor de cabeça, ataca meu estômago e faz eu vomitar no banheiro do serviço, com todo mundo escutando as minhas tosses de ânsia. É máquina quebrando a todo instante, é ventilador fazendo tudo quanto é folha voar, é telefone tocando atrás de mim o tempo todo, é gente me chamando toda hora, é cobrança de coisas a todo momento! Argh! Resumindo: da hora que eu cheguei, até a hora em que saí daquela empresa, eu passei o tempo todo fazendo uns TRÊS serviços ao mesmo tempo, alternando somente o serviço em si. Hoje foi, sem dúvida alguma, o dia mais longo e cansativo dos meus trinta anos de estrada. Estou cansadérrimo e nada superou a satisfação que senti quando bateu SEIS E MEIA no reloginho do monitor.
Bom, pelo menos tá friozinho. Alguma coisa tinha que dar certo hoje.
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