Na volta das férias, me elogiaram. Disseram que estou mais magro.
Mas preste atenção como funciona o lance:
Em casa eu não comia. E porque? Primeiro porque eu acordava relativamente mais tarde (entre café e almoço). Segundo que eu tinha muita preguiça de sair pra comprar coisas pra comer. E terceiro porque eu mal sentia fome.
Agora que voltei a trabalhar, já acordo com fome. Como tudo. O dia todo.
27 de jan. de 2012
Um grande amém
Uma coisa que me deixa muito bodeado é cobrança. Em qualquer sentido. Mas a pior delas é a cobrança como ser humano. Aquela coisa de exigirem que eu seja de alfuma forma pré-moldada e que não diga certas coisas, não fale com certas pessoas e etc.
Isso não deu certo com os meus pais. Obviamente, não dará certo com terceiros.
Eu respeito as pessoas. Acho que isso basta.
26 de jan. de 2012
Rotininha
Aí que hoje voltei à minha velha rotininha de acordar precisamente às 7h45, entrar no trabalho as 9h, fazer uma figuração básica durante o dia todo, fingindo que faço alguma coisa útil (com 500 abas abertas no safari - sobre diversos assuntos), almoçar em algum lugarzinho singelo e sair de tarde, ir pra casa curtir uma depressão.
E tá todo mundo me perguntando da Argentina aqui. Realmente não ligo de falar, mas dá saudade. Muita.
Acabou vida boa de acordar meio dia, ficar o dia todo deitado e fazendo viagem internacional.
Realidade, oi!
17 de jan. de 2012
Buenos Aires 2
Continuarei o post não acabado ontem, sobre a viagem à Buenos Aires.
Galeria Bond Street. É tipo a galeria do rock de Buenos Aires. Não consegui tirar uma foto decente da fachada, então essas são algumas coisas que me chamaram a atenção lá (dentre todas). Num geral, ela é bem sem graça. Tipo essa daqui de São Paulo. Mesma coisa.
No bairro da Recoleta, encontrei o Hard Rock de Buenos Aires. Nunca tinha ido em nenhum, graças a São Paulo que não possui nenhum (ainda não entendi porque). Ambiente ótimo, atendimento impecável, a mocinha foi super simpática comigo e até escreveu um "Obrigado!!!" na notinha fiscal. Pena que não consegui fotografar, pois joguei no lixo antes :P Ele fica dentro de um shopping de Design, na parte de cima. Em frente ao cemitério da Recoleta (onde tem o tumulo da Eva Peron). O preço é mediano, não chega a ser exatamente barato, mas não é inacessível. Eu comi um veggie burger de lentilha, com pimentão vermelho, abobrinha grelhada e salada (podendo ser trocada por batatas fritas, mas optei pela salada). Valeu muito a pena. Super recomendo pra quem estiver na região.
Esse é o Puerto Madero. O lado moderno da cidade, contornando um porto. Achei lind'mais. Tem restaurantes em toda a margem do porto, a coisa mais gostosa do mundo. Tudo bem que não comi porque já tinha ido almoçado. Mas achei super legal e tal. Traz uma calmaria. Ah, e os restaurantes são mais caros também! Vá preparado. É nesse lugar que estão concentrados os prédios coorporativos, inclusive eu estava utilizando o wi-fi do prédio do google, durante a minha estadia lá. Eles tinham um sinal fechado e outro aberto, o qual fui lá e surrupiei.
Daí que no ultimo dia, depois de comer tanta salada (eles comem muita salada), eu decidi comer a tal Parrilla. Que é algo como o nosso churrasco. Só que o bife tem dois dedos de altura e é mal passado. Eu particularmente não sou fã de carne mal passada, mas como dizem "tá no inferno, abraça o capeta". Fui lá e pedi. Fui no shopping mesmo, já que não queria ir muito longe neste dia e escolhi o lugar com as fotos mais bonitas (não sei porque ainda boto fé nessas fotos). A mulher muito mal humorada me atendeu e disse que aceitava real. Melhor ainda, já que não era um lugar muito barato. Fui lá e pedi o que mais me apetecia. Não tem arroz e feijão, como estamos acostumados, eles não comem essas coisas. Tinha 3 opções de acompanhamento: batata frita, purê de batata / cenoura / arroz (sim, eles comem purê de arroz) ou salada (com 3 ingredientes a escolher). E eu escolhi a salada. E recebi essa bandeja com pratinhos DESCARTÁVEIS e copo de papel (aqueles da coca). E pior, recebi talheres DESCARTÁVEIS também. Foi um parto comer esse bife de dois dedos de altura com garfinho descartável. E nem é gostoso. Pouco tempero. Enfim, não valeu a pena ter gastado tanta grana nesse almoço.
Ultimos momentos em solo hermano, esperando o carro da agencia me buscar pra levar até o aeroporto. Eles combinaram comigo as 21h15. Eles chegaram 19h30. Bem que me avisaram que eles são apressados. A sorte que eu estava lá no horário.
Enfim, gostei muito do lugar. A qualidade de vida que eles tem é muito superior à nossa. As ruas são arborizadas, espaçosas. Um lugar muito gostoso para estar. A arquitetura é toda em estilo européia. Não gostei das pessoas. Achei os argentinos em geral, muito mal educados e grossos. Fui bem recebido por pouquissimas pessoas. Aconteceu um caso num restaurante, que eu achei muito chato (e curioso). Entrei num determinado estabelecimento, a fim de comer alguma coisinha, já que estava com um pouco de fome, e entrei num restaurante que tinha na frente do hotel. La Leyenda, o nome do lugar. Um ambiente bem familiar, com cara de dinner americano. Sentei numa mesa e peguei o cardápio para olhar, olhei e achei tudo muito caro e pouco atraente. Decidi pedir apenas empanadas e refrigerante. O garçom educadamente me pediu para que trocasse de mesa na hora. Me apontou uma mesa sem toalha. A única do estabelecimento. Tudo porque eu pedi coisa barata. Daí eu saí e chorei.
Mentira, mas pedi que embrulhasse pra viagem. Não ia passar pela humilhação de comer na unica mesa sem toalha do restaurante. Peguei as empanadas, paguei e levei pro quarto do hotel. Comi com cara de depressão. Empanada sabor amargura.
Pois é, amigos. Se um dia, resolverem viajar pra lá, pensem nisso. Pensem em mim. Pense no La Leyenda. Mas fora isso, lá é muito legal. Muito mesmo.
Quero voltar lá um dia.
16 de jan. de 2012
Buenos Aires
Neste fim de semana voltei de Buenos Aires. Foi incrível, aliás. Já estou morrendo de saudades de lá.
A viagem foi sem transtornos, exceto o meu medo absurdo de avião, que eu contornei fechando a janelinha, de modo que não veria o céu. Demorei cerca de 2h30 daqui de São Paulo até lá, o aeroporto Ezeiza. Chegando lá, o carro da agencia estava me esperando e juro que nem fiquei surpreso quando o cara tava cantando Michel Teló, sim os argentinos estão viciados nisso!
Mas num geral, a cidade é linda! Qualidade de vida melhor do que aqui em São Paulo, certamente. Gostei muito e pretendo um dia voltar. Fui com todos os preconceitos e voltei saudoso daquele lugar já.
Vista do quarto do hotel.
No dia seguinte ao que cheguei, estava marcando quase 40º nos termometros, um calor que eu nunca tinha visto na minha vida, sério. Visto que aqui em São Paulo o máximo que chega é 33º. Daí fui obrigado a me abastacer com os - deliciosos - refrigerantes locais. E água (que lá custa mais caro que coca-cola).
Meu refrigerante preferido dos que eu provei de lá. Uma fanta sabor pomelo, algo como um grapefruit. Eu achei delicioso. E pelo jeito, eles gostam bastante também, visto o tanto de produtos nesse sabor que existem disponiveis.
Daí decidi ver como era o Mc Donalds dos hermanos, e a minha decepção foi que era a mesma coisa. Só alguns lanches diferentes, um ou outro. Tipo esse que eu provei, aliás. Um Big Mac com três carnes. Delicioso, mas nada diferente do que eu conhecia. Aliás, os lanches lá são mais baratos. Algo como 15 ou 14 reais aqui. Só achei ruim do fato do combo vir com um copinho mixuruco desses de suco (aquela loja estava com refrigerante em falta) - o que foi um crime, porque estava mega calor.
Achei engraçado o fato de lá, os anuncios de garotas de programa que espalham pela rua, funciona como um cartãozinho de visita. O cara arranca um dos que estão colados nos lugares, leva e liga para a mulher, de modo que ele pode guardar o cartãozinho. Sem stress de anotar o numero no celular. Aqui em São Paulo não é assim, é?
Meu pé num fim de tarde, num dia que decidi andar o centro inteiro de Buenos Aires usando um chinelo, porque estava muito calor pra usar tenis e meia.
Buscame.
Subte é o metrô deles. Achei podre, mas funciona direitinho. Bem melhor que o nosso. E olha que andei em horário de pico, hein. Achei bem funcional.
Esta é a Avenida mais importante da cidade. Ela tem a largura de umas 2 ou 3 Avenidas Paulistas, juro. E no meio dela tem o obelisco, uma espécie de marco da cidade.
Um dos cruzamentos mais movimentados. Avenida Corrientes com Florida - se pronuncia "flôrida" e não "flórida" como eu achei. Essa era a rua mais frequentada pelos turistas (tinha muitos), pelo motivo de lá se concentrar as maiores outlets de grifes famosas. Eu particularmente não achei barato, achei quase equivalente aos preços daqui de São Paulo. Pessoalmente falando, acho que não compensa tanto.
Duas coisas que você precisa comer quando vai na Argentina: Medialunas (cima) e as famosas empanadas (baixo), eu particularmente achei medialunas sem graça. É uma espécie de croissant sem recheio, que eles comem muito no café da manhã. E as empanas eu adorei. É tipo um pastelzinho assado no forno, com recheio de frango, carne ou presunto e queijo (essas são as tradicionais, mas tem restaurantes que possuem um cardápio bem maior de sabores de empanadas). E são super baratinhas, custam algo em torno de 2 reais.
Esse é o meu amado, idolatrado, salve salve, sorvete FREDDO! O melhor sorvete que já provei na minha vida, e que quem for pra Argentina precisa provar!!! O melhor é o de doce de leite, aliás. É de outro mundo. Pra quem tiver vontade, aqui em São Paulo tem em alguns lugares, mas custa caro. Tipo, bem caro para um sorvete. Mas vale a pena, pra quem tiver disposto a desembolsar uns 20 ou 30 reais num copinho de sorvete (mas lembre-se que é O SORVETE), deixando Haagen Dazs no chinelo.
Esse é o Jardim Japonês. Fica no bairro da Recoleta e é lindo. Paga 16 pesos pra entrar (ou seria 12?), não lembro. Mas vale a pena. É muito bonito e tranquilo.
Esse é o sorvete Nicolo. Um concorrente do Freddo, tão gostoso quanto e mais barato. Mas não tem em todo canto como o concorrente. Só vi uma loja.
[continua]
6 de jan. de 2012
M. H.
"Minha lembrança do começo da vida vai e vem do concreto à separação do corpo e da mente, de uma lembrança do cheiro do perfume da minha avó à outra de bater em meu próprio rosto por me achar gorda e feia, vendo a marca avermelhada da minha mão, mas não sentindo a dor. Não me lembro de muitas coisas de dentro para fora. Não lembro de como era a sensação de tocar em coisas, ou de como a água do banho passeava pela minha pele. Eu não gostava de ser tocada, mas era um desgostar estranho. Eu não gostava de ser tocada por querer muito ser tocada. Queria ser abraçada bem apertado para não despedaçar. Mesmo hoje, quando as pessoas se aproximam para me tocar ou me abraçar ou pôr uma mão no meu ombro, eu prendo a respiração. Viro o rosto. Tenho vontade de chorar."
4 de jan. de 2012
proteção
Era uma quarta feira, talvez. Ou uma quinta, não me recordo. Era algum dia desses comuns, em que não esperamos nada demais. Eu estava acompanhado por duas ou três pessoas.Chovia demais. Um pequeno transito se formava na avenida mais famosa dessa cidade. Guarda chuvas de todas as cores e modelos desfilavam em volta de mim, eu não pude notar nenhum deles. Não sei que horas eram. Tampouco ouvia as palavras dirigidas a mim. Eu nem sabia se eu estava, de fato, ali.
Só me senti nu. Exposto. Alguma coisa meio sem pele. Apenas a essencia aparente para quem quisesse ver. E não era nada bonito. Sangrava.
Só me senti nu. Exposto. Alguma coisa meio sem pele. Apenas a essencia aparente para quem quisesse ver. E não era nada bonito. Sangrava.
o muito (já não sou mais homem sem saudade)
Tinha um cara perdido por aí, ouvindo "Willow weep for me" do Frank Sinatra em algum canto da cidade. Sozinho, com o coração palpitante e sem noção do que faltava, mas sabendo que faltava.
xxx
Ele tinha tudo nas mãos. Mas achava tudo muito óbvio e sem graça. Preferia viver dentro de uma fantasia sombria. Era tudo mais sensitivo. Não sentir era absurdo. Moeda de morte.
xxx
Parado, observando o reflexo no metrô. Inexpressivo. Sem nada no peito. Sem dó, sem amor, sem alegria. Apenas um pensamento: "não quero mais."
xxx
Não era mais desses por aí, que não tinham razão pra nada. Era um homem comum. Que vivia da sua forma, saía, comprava pão, respirava, fumava seu cigarro, ouvia canções de romance e existencialismo. Carregava amor em seu peito. Direcionado a alguém especial.
xxx
Está tudo bem.
Mama, i'm comin' back
Eis que eu voltei pra casa.
Estava fora desde o ano novo, na casa do porquinho. E digo que essas férias do mundo exterior foram proveitosas. Pensei bastante em muitas coisas, aprendi a exercitar a capacidade de me divertir com um livro apenas. Li bastante, aliás.
E claro, foi meio que um retiro espiritual e um treinamento para a minha futura vida de dono do lar. Sim, meu sonho é ser dono do lar dondoco. Acordei 11h todos os dias. As vezes dormindo mais de duas vezes ao dia. Teve um dia que dormi 3 vezes. Acordando assustado em cada uma das vezes, sem saber onde eu estava e porque estava tão sol. Mas tudo bem. O Sol é suportável quando você está deitado e ocioso. Saía de tardezinha pra ir ao mercado comprar legumes e carnes frescas pra fazer a comida do porquinho. Tava tipo uma esposa dedicada. Daquelas que esperam de banho tomado e jantinha feita e quentinha. E eu esperava no portão pra dar um abraço de boas vindas.
Levei meu notebook e, como até parece que ia dar certo, ele não estava funcionando. DO NADA. Desesperei, chorei, esperneei e gritei alto. Depois fiquei calmo.
Hoje acordei e levei ele pra Santa Ifigenia, preparado para desembolsar muitos dinheiros para arrumá-lo. Mas qual foi a minha supresa ao ver o cara da loja testar e funcionar PERFEITAMENTE. E claro, eu com cara de tacho, cara de "ohmeudeusnãoestavafuncionandoatéagora".
Depois disso fui até o shopping, resolver o lance da viagem à Buenos Aires. Vou ficar 5 dias lá, aliás. Acho que nem contei isso aqui. Mas enfim, é isso. Vou-me.
Não tenho roupa de calor pra viajar. Fui procurar bermudas hoje.
E saí com um lindo óculos de sol. Apenas.
Adoro o foco que tenho pras coisas, é impressionante.
E estou ligeiramente de mau humor. E eu nem sei porque.
Estava fora desde o ano novo, na casa do porquinho. E digo que essas férias do mundo exterior foram proveitosas. Pensei bastante em muitas coisas, aprendi a exercitar a capacidade de me divertir com um livro apenas. Li bastante, aliás.
E claro, foi meio que um retiro espiritual e um treinamento para a minha futura vida de dono do lar. Sim, meu sonho é ser dono do lar dondoco. Acordei 11h todos os dias. As vezes dormindo mais de duas vezes ao dia. Teve um dia que dormi 3 vezes. Acordando assustado em cada uma das vezes, sem saber onde eu estava e porque estava tão sol. Mas tudo bem. O Sol é suportável quando você está deitado e ocioso. Saía de tardezinha pra ir ao mercado comprar legumes e carnes frescas pra fazer a comida do porquinho. Tava tipo uma esposa dedicada. Daquelas que esperam de banho tomado e jantinha feita e quentinha. E eu esperava no portão pra dar um abraço de boas vindas.
Levei meu notebook e, como até parece que ia dar certo, ele não estava funcionando. DO NADA. Desesperei, chorei, esperneei e gritei alto. Depois fiquei calmo.
Hoje acordei e levei ele pra Santa Ifigenia, preparado para desembolsar muitos dinheiros para arrumá-lo. Mas qual foi a minha supresa ao ver o cara da loja testar e funcionar PERFEITAMENTE. E claro, eu com cara de tacho, cara de "ohmeudeusnãoestavafuncionandoatéagora".
Depois disso fui até o shopping, resolver o lance da viagem à Buenos Aires. Vou ficar 5 dias lá, aliás. Acho que nem contei isso aqui. Mas enfim, é isso. Vou-me.
Não tenho roupa de calor pra viajar. Fui procurar bermudas hoje.
E saí com um lindo óculos de sol. Apenas.
Adoro o foco que tenho pras coisas, é impressionante.
E estou ligeiramente de mau humor. E eu nem sei porque.
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