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16 de jun. de 2010

Storms and Fevers

A minha verdade não é a mesma verdade que a sua. Por vezes você se dá conta de que é mais fácil aceitar a verdade, crua como ela é. De repente me vi com 8 anos novamente. O último ano da minha vida que eu me senti verdadeiramente amado. Fechei aquilo que chamam de coração, sem nenhum aviso prévio. Minha mãe diz até hoje que quando completei uns dez anos, ela não me conhecia mais. Eu já não sorria mais pra fotos. Não falava com ninguém, a não ser que algo fosse de meu interesse. Vendo essas coisas hoje em dia, consigo entender mais sobre aquela criança que tanto detestei, que tanto tentei assassinar. Amor. Amor é uma palara tão bonita, que eu realmente gostaria muito que ela tivesse algum significado para mim. De verdade. Mas não consigo acreditar nessas quatro letras que movem o mundo. Ou pelo menos, dizem que move. Juntamente com o dinheiro e o ódio. Esses dois eu conheço bem. Acho que acredito apenas naquele amor transcedental de mãe. Aliás, a única coisa que tenho plena certeza nessa vida, além da morte, é o amor de mãe. Não, nunca engravidei. Mas consigo confiar nas palavras da minha mãe, quando ela diz aquela frasezinha que me arrepia inteiro, mesmo hoje aos quase 21 anos. Eu te amo. Está além do meu entendimento, acreditar que existe aquele amor sem pedir nada em troca, aquele amor que é capaz de anular a si próprio em prol de outro ser humano. Eu não faria isso. Sinceramente. Já fui "amado" por tanta gente, mas é muito engraçado me sentir cada dia mais sozinho. É meio contraditório. Nos últimos dois ou três anos me convenci de que amor não existe. Só o de mãe.

31 de mai. de 2010

Pesadelo envolvendo a quase morte de Karen O

Tive um sonho terrível de sábado para domingo. Sonhei que estava num show do yeah yeah yeahs e em determinado momento que a Karen O fazia as suas performances, que já ão de praxe, ela desmaia sem mais nem menos. Levam ela do palco e retornam uns cinco minutos depois informando a todos os presentes que ela estava doente. Explicaram que era uma doença incurável e a impediria tanto de continuar o show, como de fazer shows futuramente. Um filme se passou na minha cabeça (ainda lembro) e todas as imagens mais loucas, viscerais e agitadas dela vieram à minha mente e eu comecei a chorar no palco. Ainda não sei se eu chorava porque não ia mais existir yeah yeah yeahs ou se eu chorava pela saúde da Karen. Desconfio que tenha sido a primeira opção, mas a segunda caberia fácil também. Acordei assustado e com vontade de chorar. Suado. Era meio dia e fazia sol lá fora.