28 de set. de 2010

Do tempo despretencioso e triste

Gostava do tempo que eu sentia prazer em sair com as pessoas, que ninguém precisava insistir pela minha presença. Gostava de andar por aí, sem sentido, sozinho. Gostava de fazer minhas loucurinhas e sentir que eu tinha meus segredinhos. Gostava de ousar e desafiar a mim mesmo. Gostava de passar as noites acordados por aí. Gostava de conversar com desconhecidos em cafés, de madrugada. Gostava de fazer tatuagens por impulso. Gostava de aparecer com piercings a cada mês. Gostava de voltar para casa no fim de tudo isso.

Eu gostava de ter mais vida.

Isso tudo me veio na cabeça graças à uma música.

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