É engraçado como o jovem tem a necessidade de se sentir parte de um grupo. No caso das grandes cidades, as tribos. Elas ocupam toda a parte, na sua grande diversidade de estilos. Tribos são caracterizadas por grupos com gostos em comum. E a cada dois ou três anos elas vão mudando de acordo com a "tebdência". O Brasil é atrasado. Nos Estados Unidos por exemplo, os emos já davam as caras muito antes de chegarem em terras tupiniquins. No Japão os hypes já existiam muito antes daqui. Em Paris os fashionistas dominavam as ruas.Enfim...fato é que essas modas pegam e incorporam na cultura de tal forma que as pessoas sempre tentam rotular umas as outras. O que de certa forma me irrita. "Você é o que?" Me pergunta uma colega de trabalho. "Nada, sou o Vinícius e vocÊ?" - Ela me olha e ri, é que você parece emo - ela me responde.
O "Movimento Emo" já passou. Isso é coisa de anos e anos atrás. Mal sabem eles que a tendência (maldita tendência) mudou. Eu particularmente, não suporto quando me perguntam: você é emo né? - Sou, igualzinho a puta da sua mãe.
Outra coisa que eu detesto é quando me rotulam de 'roqueiro'. Ok, tendo piercings é roqueiro. Opa, interessante regra. Uma pessoa com cara lotada de piercings e que não escuta rock é roqueiro, de acordo com esse tipinho.
Certa vez eu estava trabalhando, e me entra um cliente peruano. Aparentemente membro de alguma banda de rock. Ele me olha e aponta pro nariz dele, enquanto me pergunta: Você escuta rock? (com um sotaque insuportável). Eu falo: Não só. Juro que não entendi a relação do piercing com rock. Sendo que já vi piriguetes e pattys com piercing no septo. Uma coisa de louco.
Prezo muito pela minha individualidade. No meu mp3 tem músicas desde pop romântico e grudento até o indie rock mais barulhento. Isso não caracteriza nenhum rótulo. Não digo que sou eclético, porque é mais fácil eu dizer o que gosto do que dizer o que não gosto.
Bom...pra concluir isso: Emo de cu é rola.
Sou esquisitão mesmo, com minhas tatuagens nonsenses, com meus piercings espalhados aleatóriamente na cara, com minhas calças apertadas, com as minhas camisetas estranhas e tudo estranho. Há! E eu gosto de mim assim. E digo mais, quando eu era menor eu me via exatamente do jeito que eu sou. E eu gosto disso. Viva a diversidade!
2 comentários:
cê é punk, teacher?
juro que ouvi isso de uma aluna. depois virei e falei "não, sou professora, e você, é punk, mano?"
"você é emo né? - Sou, igualzinho a puta da sua mãe."
achei super válido.
:D
:*
Postar um comentário