4 de ago. de 2011

Night Train

Era meia noite. O último trem se preparava para partir. Ela, com seu casaco ainda úmido da garoa fina que caía lá fora, se sentou do lado dele. Ele usava um chapéu e repousava sua cabeça no vidro, fazendo-o parecer embriagado ou algo do tipo. A respiração dela parou por alguns bons e longos segundos, como se a presença dele a completasse. Ela jamais teria visto-o. E ele jamais teria visto-a. Mas ela sentiu, naquele momento, que aquele instante estava preparado para ambos. Era algo inevitável. O encontro pelo qual ela sempre esperou, sem saber que esperava. A necessidade fora criada naquele momento e ela jamais saberia viver sem ele.

E ele nem sabia de sua existência.

2 comentários:

Pri disse...

pretende ilustrar?

LubaLuba disse...

às vezes está ao seu lado e você em se dá conta.