Eu não tinha nenhum dinheiro físico. Exceto, cinquenta e cinco centavos.
Eu não tinha cigarros, apenas dois. Os quais já foram consumidos.
Eu tinha stress. Somou-se mais.
Daí que na minha casa, não temos o hábito de cozinhar. Logo, dependo de dinheiro para almoço todos os dias.
Estou com vontade de fumar.
Sentei num banco da Praça, junto com alguns pombos gordos e eis que de repente, não mais que de repente, uma laranja podre vem rolando em direção ao meu pé. E ficou lá, olhando pra mim.
Meio que como a vida dizendo "Coma isso, seu infeliz. É o que te resta".
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