Uma entrada regada de excessos. Erroneamente, claro. Ainda acho que isso foi o meu maior erro dos ultimos tempos, uma porta para destruir algo que alguém construiu. Uma grande perda, talvez, de minha parte. Lembranças boas, tipo as risadas bebadas ou a chuva que caía lá fora, me levando ainda mais pra dentro de mim. Ciúme reprimido. Algo do tipo. Punk.
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Sentado em cima de uma lixeira na Avenida Paulista, bebendo uma garrafa de cerveja e rindo de qualquer coisa. Certeira, veio-me a insegurança, o medo de me expor. Estava tudo muito bom para poder existir. Algo além do que eu me permitira. Isso não podia acontecer. Fugi e retirei a minha permissão.
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Eu podia sentir o cheiro da praia, algum mau humor repentino e aquele vazio de sempre. Estava com vontade de fumar, será que alguém poderia me dar um cigarro? Eu não queria estar ali, minha cabeça estava cá. A alegria só era crescente quando eu visualizava aqueles envelopinhos pequenos que estampavam o display do celular.
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Insegurança. Novamente eu fugi. Saí praticamente correndo daquele apartamento e decidi que aquilo não poderia ser para mim. Eu não sabia como funcionava. Não sabia de mais nada, sobretudo quem eu era e o que estava fazendo. Sem falar, caminhamos até o ponto de onibus. Eu fui pra casa e foi a ultima vez que te vi.
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Dentro de um carro, com a cabeça para fora, vendo as luzes desfocadas da cidade e cantando alguma canção que tocava no momento. Eu estava tonto, completamente bebado. Auto destruição. Eu não tinha muita coisa à perder, e ninguém se importava com isso. Então era uma troca justa, até eu fugir novamente.
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Estava bem, de pé até. Tentando fazer alguma coisa que prestasse, daí uma lata de Campbels armou o restante do destino. Grande amigo, que por mais que eu seja falho, por mais que eu seja um zero à esquerda, guardo com carinho.
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Restaurante japonês. Algo passava numa tv, tipo algum clipe de J-pop. Eu bebia cerveja, ou suco, não me lembro exatamente. Você ria do que eu falava e estava tudo bem. Eu me sentia bem, você se sentia bem. Auto destruição me atingiu novamente. E lá estava eu, no ponto zero. Fugindo de alguma coisa, ou alguém, sei lá. Até que novamente eu fugi, para novamente encontrar o cinza gelado.
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Um café. Uma noite que, eu ainda não tinha noção, mas mudaria a minha vida. Algo como auto conhecimento, conhecimento de algumas coisas que até então eu nem imaginava. Eu estava feliz. Tudo era novo e feliz.
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Uma dorzinha no estomago, que foi evoluindo a ponto de eu não conseguir comer à noite, por um tempo. Isso me levou ao médico, ao que descobri que possuia laringite, esofagite e gastrite.
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Show do The Kills - o melhor até hoje, dos quais pude assistir.
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A grande certeza de ter encontrado o amor da minha vida, e por mais que você ache isso cafona, ainda continuarei dizendo isso.
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Expectativas de um ano bom. Expectativa de que 2012 seja um ano melhor ainda.
2 comentários:
Sou daquelas em que acredita que a virada não ano não muda em muito a sua vida por si só. Se foi uma merda continuará sendo a não ser que você se proponha a mudar de fato. Eu tô tranquila no meu mundinho, na minha zona de conforto.
Passei a virada do ano dentro de uma banheira velha, a água quente baixou a minha pressão arterial, se tivesse me drogado não teria um barato tão forte. Meu cabelo tá crescendo de um jeito estranho, tô parecendo um argentino daqueles que usam um mullet do mais estranho... Não tenho me sentido mais triste como eu tava, mas confesso que fico muito melancólico anda, mas o que me pega mesmo é o tédio, tudo me irrita! Larguei o Facebook, mal entro no MSN e tô me sentindo em 1997 porque só vejo emails... Hoje me deu uma saudade louca de você, por causa disso me deu vontade de fumar Malboro e beber uma cerveja bem gelada, acho que no dia 5 eu te sequestro pra ir em algum risca faca do Largo da Batata. Engordei uns 10 quilos, só na barriga, tô parecendo um somaliano: barrigudo e com as pernas finas, mas a pele do rosto tá 'maravilhosam', tipo aquela que só os gordos bem rechonchudos tem... Queria que você me visse, você ia falar que eu não estou tão ruim.
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