As vezes quando caminho nas ruas dessa cidade, meu coração se esfria. Esfria por me sentir tão só, esfria por me sentir prensado por esses muros de concreto, esses gritos silenciosos que insistem em não querer sair. E esfria pelo olhar de desprezo que é lançado ás coisas não habituais, ao que é diferente. Nessas horas eu me sinto gelado, pequeno, frágil.
Aí eu acendo um cigarro, sento e espero passar.
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