Graças a Deus as festas de fim de ano se passaram. Essas festas, confesso, não foram traumáticas. Mas ainda assim, não deixam de ser festas de fim de ano. No reveillon, fiz uma festinha em casa. Tinha bastante comida e bastante bebida. Não aproveitei tanto quanto quis porque eu estava a maior parte do tempo tentando segurar a galere para não destruirem o meu sofá, a minha cama, a minha gaveta (teve uma hora que alguém roubou a minha gaveta e eu passei tempos procurando ela pela casa), enfim, tive que tentar conter a galere para não acabar com a minha casa. O dia estava muito quente e abafado, em decorrência disso todos acharam que seria bem divertido tirar as roupas, e quando eu percebi estava no meio de um monte de mulher seminua e um garoto sem camisa. Claro, que eu me mantive vestido. Em alguns momentos até tentei beber algum drinquezinho, mas o diabo não fazia efeito. Eu até estava afim de ficar um pouco bêbado, mas eu estava tão amargurado na minha própria amargura que nem deu barato. Fim de ano sempre é um saco, me faz pensar na vida. Eu estava tão melancólico que todo mundo reparou. Se eu estivesse no meu estado menos triste eu teria tirado a roupa e ficado só de cueca. A comida deu tudo certo, apesar de todos ajudarem a cozinhar e ficarem colocando o bedelho nas panelas, tudo deu certo e ficou delicioso. Ainda assim eu não conseguia ficar feliz. Felicidade era algo distante de mim naquele momento. Eu queria estar com aquela pessoa. Idiota eu sou, pode admitir.
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Sobrou um monte de frango (o qual eu desfiei e fiz um mexidão depois) e sobrou quase uma caixa de cerveja (a qual bebi algumas antes de sair pro trabalho, hoje de manhã).
2 comentários:
Apareça mais vezes.
Abraço e Feliz 2010.
cerveja: quero.
a única coisa que eu destrui na sua casa foi meu joelho...
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